Ana Rosa Ano 2

A primeira birra a gente não esquece

Aos 17 meses e meio, eis que Ana Rosa fez a sua primeira grande birra na minha frente (não sei se já houve outras, já que ela passa a maior parte dos dias com o papai).

Estávamos entrando no banho, ela queria escovar os dentes com a escova da vovó e a pasta de adulto, eu não deixei e em vez de tentar resolver a situação coloquei ela dentro do box e fechei a porta. Achei que abrindo o chuveiro mudaria o foco, mas aconteceu o contrário: ela ficou indignada. Começou a chorar, gritar, bater em tudo que se aproximasse.

Na época em que o Ben tinha essa idade, eu já sabia alguma coisa sobre disciplina positiva, mas manter a linha nesses momentos era um grande desafio. Foi só um pouco mais tarde que aprendi sobre os mecanismos da birra, e então entendi que nessas horas não adianta colocar em pratica nenhuma estratégia de disciplina, seja ela positiva ou qualquer outra. O melhor que temos a fazer é esperar passar. Evitar que a criança se machuque ou machuque alguém durante a crise. Esperar o sangue sair da área primitiva do cérebro e voltar ao seu lugar no neocortex. No meu caso, tomar banho tranquilamente enquanto a criança se acalma sozinha.

Aos primeiros sinais de retorno ao racional, oferecer ajuda para que ela se acalme (no nosso caso, brincar com potes e água). A seguir, terminar o banho como se nada tivesse acontecido.

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Sobre esse assunto, indico esses dois textos que me ajudaram a entender os mecanismos da birra:

Texto maravilhoso de Stheffany Nering

Mini-revista de Veridiana Fernandes de Liso

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