Ana Rosa Primeira Infância

A magia do cérebro infantil

Eu escrevi durante dois anos pra um site que compilava tudo o que se escreve e se pesquisa e se pública e se produz sobre desenvolvimento infantil e primeira infância (zero a seis anos).

Independente da motivação por trás desses estudos, os pesquisadores de todos eles são unânimes em afirmar que os bebês não são uma página em branco que a gente ajuda a preencher. O aprendizado dos bebês começa desde os primeiros dias de vida dentro da barriga, e essas experiências intrauterinas ajudam a moldar o comportamento do bebê que vai nascer. Ele já nasce com essas experiências, e tudo o que acontece desde o primeiro suspiro aqui fora vai ficando marcado nas conexões cerebrais (para o bem e para o mal).

Tô escrevendo tudo isso pra dizer que mesmo sabendo de todas essas coisas, não me canso de me espantar com a magia de ter um bebê de um ano dentro de casa. Um serzinho observador que assimila diariamente milhões de informações e de repente consegue aplicar e reproduzir essas informações nas situações cotidianas.

Dia desses, Ana Rosa tomando banho com a Dinda. A Dinda saiu do banho e perguntou: “sabias que ela sabe passar xampu?”

“Não”, eu respondi. Então me chamou no chuveiro e mostrou aquele tico de gente fingindo que colocava o xampu na mão, esfregando uma mão na outra e passando as mãos no cabelo.

Perguntei pro Papai e ele respondeu que nunca viu isso. Só pudemos concluir que ela vê o mano todos os dias tomando banho e também observa a gente dando banho nela claro.

Outra situação recorrente: pegar o controle remoto e apontar pra TV. A tv sempre exerceu um papel secundário na nossa vida. Mas passou a ser muito presente em momentos da rotina em que precisamos nos dividir os filhos, então o Ben assiste alguma coisa pelo menos uma vez ao dia (por mais tempo do que eu gostaria). Só que nunca envolvemos a Ana Rosa nisso. Não acho que TV seja saudável para bebês. Aí a bichinha vai lá e joga tudo que eu defendo no chão e aponta o controle pra tv com toda propriedade do mundo.

Outro dia estávamos no carro, e minha afilhada perguntou:

– Quando a Ana Rosa vai aprender a falar?

Eu comecei a dizer que já estava aprendendo, mas minha irmã foi mais certeira:

– Ela tá aprendendo desde quando nasceu.

– Tá, mas quando ela vai aprender a falar de verdade?

Eu aproveitei a deixa da minha irmã:

– Na verdade ela já fala. Afinal ela já consegue dizer “quero água”, “quero papá”, “não quero isso”, “quero ir pro chão”, “quero colo”, “abre pra mim”, “quero mais”, “quero passear”, “solta minha bolsa”😂. Tudo isso sem pronunciar nenhuma palavra de mais de uma sílaba. (tirando papá que tem duas).

Minha sobrinha perdeu a paciência…rs

– Nãooo, quando ela vai conseguir conversar como a gente, assim??

Apesar de não saber a resposta, chutei um ano e meio e ela ficou satisfeita!

O fato é que o cérebro desses seres em miniatura é magnífico (como diria o Ben), em sua capacidade de capturar dados e utilizar em momento oportuno. Às vezes agente subestima a capacidade dos bebês, e até mesmo interpreta errado o que eles querem, por não imaginar a complexidade por trás do pensamento deles.

Para quem quiser saber mais, trago aqui alguns links que colecionei ao longo desses anos escrevendo sobre o tema.

http://radardaprimeirainfancia.org.br/por-onde-comecar/neurociencia/

http://radardaprimeirainfancia.org.br/por-onde-comecar/estresse-toxico/

http://www.desenvolvimentodobebe.com.br/a-crianca-de-zero-a-tres-anos-de-idade/

http://www.enciclopedia-crianca.com/cerebro/segundo-especialistas/maturacao-do-cerebro-dos-recem-nascidos-e-dos-bebes

http://www.enciclopedia-crianca.com/importancia-do-desenvolvimento-infantil/introducao/por-que-primeira-infancia-e-tao-importante-para-o

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