Começo Reflexões

O retorno

Depois de quatro anos em carreira solo (com seis meses de intervalo), muitos altos e baixos, muito trabalho intercalado com horas livres, eis que me vejo de volta ao mercado formal de trabalho. E, como a vida gosta de nos pregar peças …. volto ao mesmo lugar que deixei para trás quando o Ben era bebê!

Não foi uma decisão fácil, e não foi tomada sem muita reflexão. Apesar de que não tive muito tempo para pensar: entrei no processo seletivo e fui passando as etapas com tranquilidade. Análise de currículo, prova, entrevista…

Minha irmã me fez lembrar uma coisa em que sempre acreditei: quando as coisas são para acontecer, tudo acontece muito rápido e com facilidade!

No meio do processo seletivo, eu refletia muito sobre os prós e contras disso tudo.

Trabalhar como freelancer tem suas vantagens: horário flexível, disponibilidade para os filhos, poder escolher onde e como trabalhar, remuneração variável (mais trabalho = mais ganhos).

Mas tudo isso pode se tornar desvantagem num piscar de olhos – e sem aviso prévio. E foi nesse ponto que eu cheguei.

Há 4 anos sem férias, eu não via a hora de poder separar a minha vida profissional da vida pessoal. Cada coisa no seu lugar. Sentar, trabalhar, encerrar, ir para casa e ali focar.

Foi aí que o trabalho em tempo integral, no mercado formal, com todos aqueles direitos e benefícios e obrigações que já conhecemos, falou mais alto.

É claro que o grande motivo dessa escolha passou longe de todas essas preferências pessoais. É o motivo que faz praticamente todo mundo levantar às 6h e pegar a condução pra um novo dia de trabalho: pagar os boletos. Foi preciso dar esse passo para garantir um mínimo de sanidade financeira a nossa família.

Eu ia escrever “dar esse passo para trás”, mas recuei. A cada dia acredito menos que dei um passo para trás, e sim, avancei muitas casas em maturidade e na forma de encarar essa necessidade que todos temos.

Caso eu continuasse no esquema anterior, teria que acumular vários clientes novamente para conseguirmos cumprir com nossas obrigações financeiras. E isso implicaria obrigatoriamente sair de casa, ficar longe das crianças, trabalhar bastante. Com uma grande diferença: por minha conta e risco.

Um pouco de cansaço me levou a essa decisão também. Quatro anos sem férias. Não é fácil.

Mas foi preciso sair, dar esse voo solo por quatro anos, para poder ver todas as vantagens do modelo tradicional de trabalho e voltar feliz.

O que eu tenho hoje? Horário para entrar e para sair, e-mail corporativo que só deve ser aberto em horário comercial. Fim de semana bem delimitado. Horário de almoço. Rotina para conseguir focar no trabalho e deixar o trabalho no seu devido lugar (sem levar pra casa). Uma receptividade incrível dos meus ex-novos-colegas (diretos e indiretos).

Achei que devia escrever tudo isso aqui, pois joga muito no caminho oposto do que eu preguei por quatro anos. Além do mais, eu saí muito ressentida quatro anos atrás. E hoje volto com um novo olhar.

Meus filhos vão continuar crescendo e se desenvolvendo longe das minhas asas. Com muito amor, aos cuidados do papai (felizmente nesse momento Ana Rosa não precisou ir para a escola). E vamos poder oferecer a eles muito mais nessa nova fase!

 

 

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