10º mês Ana Rosa

Crônica de um jantar chique com bebê

Na última segunda-feira, fomos a um jantar de bodas de 30 anos de casamento, num restaurante de frutos do mar super chique da cidade.

O jantar estava marcado para às 17h17 (do dia 17/07/17, aquelas coisas… vai entender!), o que pra mim foi ótimo pois não seria um horário crítico para a Ana Rosa.

Enquanto a gente se arrumava, eu cheguei a pensar em levar umas frutinhas ou então um pouquinho do almoço para servir pra ela lá. Mas em meio a toda a função de arrumar todos no traje esporte-fino (incluindo ela, fofíssima!), acabei desencanando.

Eis que chegamos lá e providenciamos um cadeirão para ela sentar. Logo fomos convidados a nos servir no “barco de frutos do mar”. O que era mesmo uma canoa de madeira com diversas opções super chiques! Servi meu prato, voltei pra mesa e comecei a comer, crente que a Ana Rosa estava alheia a tudo…

De repente, a menina começa a se agitar no cadeirão e gritar:

– Papááááá!! Papááááá!!

Olhei pro meu prato, o que podia oferecer a ela? E ela gritando.

Então que, aos nove meses recém-completos de vida a bebê experimentou:

  • ceviche de polvo e lagosta
  • camarão gigante
  • bolinho de peixe

Arrisco dizer que eu e ela comemos lagosta pela primeira vez juntas!

Incomodada com a situação, fui até o garçom e perguntei se ele podia servir alguns legumes cozidos, algo que eu pudesse dar para o bebê. Ele me ofereceu o menu kids “dedinho do nemo”. Voltei pra mesa tranquila, daqui a pouco chega uma opção mais decente pra essa menina comer.

Ingênua. Nota-se que eu não tenho muito costume de sair pra jantar com filhos né?

Quando finalmente chegou o prato dela veio:

  • palitinhos de peixe empanado frito
  • batata sorriso
  • miojo!

A única coisa que se salvava no prato era um raminho de salsinha que colocaram pra enfeitar!

Fiquei olhando pro prato, pros nossos pratos ao redor (a essa altura já tinham chegado outras opções de entrada), e não sabia o que era pior. Pra melhorar um pouco, tirei a casquinha do peixe empanado e dei a ela. Também deixei ela se entreter com o miojo. Veja bem: o Ben nunca comeu miojo sob minha supervisão (acho que nunca comeu MESMO). E Ana Rosa lá, comendo miojo. Socorro…

Até que a última opção servida na entrada foi: tapioca de açafrão e de beterraba pra comer com um patê de linguiça blumenau. Se eu soubesse antes!! As tapiocas vieram durinhas, coloridas (amarelo e roxo) e super saborosas! Podia ter sido a janta dela… Mas a essa altura ela já tinha ingerido um monte de tranqueiras e só brincou com as tapiocas…

Bom, no fim das contas só me restou observar qualquer reação (e como meu sobrinho já teve reação ao camarão com a idade da Ana Rosa, minha irmã já tinha deixado a “rota” do que fazer nesse caso). Mas felizmente ela não reagiu a nada.

Só fica o aprendizado pra essa mãe aqui que nunca acha que precisa levar comida quando sai com os filhos!!

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