A escolha do nome da bebê2

Desde que eu me conheço por gente, eu sempre soube os nomes dos meus futuros-supostos-filhos. Mesmo que eles fossem mudando ao longo do tempo, o nome da vez era sempre definitivo (incluindo as trigêmeas Natália, Natasha e Natalie).

Mas aí quando os filhos vieram pra valer, bateu aquela incerteza. Isso aconteceu com o Ben (na época eu contei aqui meu dilema). E aconteceu de novo com o bebê2.

Antes de engravidarmos pela segunda vez, e até mesmo no início da gravidez, nós tínhamos dois nomes para irmãozinho do Ben: Dora ou Matias.

Apesar de eu nunca ter me imaginado como mãe de menina, sempre que a gente se referia a nossa família completa, falando de planos para o futuro, nós falávamos “o Ben e a Dora”. Era quase um bordão nosso.

Dora tinha muito a ver com Ben pois ambos são nomes pouco comuns, versões encurtadas de outros nomes, têm uma pronúncia quase internacional, e – sim! – são personagens de desenho. Era um nome que estava praticamente decidido.

Matias veio menos expressivo, mas ainda assim tinha algumas características que eu gosto, como ser nome curto e pouco comum.

As coisas começaram a mudar um pouco quando descobri aquele site do IBGE que mostra a evolução dos nomes no Brasil ao longo do tempo. Tudo certo com o nome Dora (que teve sua ascensão nos anos 40 mas era pouco frequente nos dias atuais), mas Matias pareceu popular demais pro meu gosto. Então entrei em crise com Matias.

Isso de não querer descobrir o sexo do bebê antes do parto dá uma certa liberdade de a gente poder escolher o nome quanto bem entender. As pessoas não colocam tanta pressão pro bebê ter um nome, afinal nem gênero tem ainda! Então eu ouvi muito menos vezes a pergunta sobre o nome do bebê, em geral o assunto se enveredava pelo tema “nossa, eu não aguentaria esperar!”. Dessa forma, em momento algum nós precisamos bater o martelo sobre o nome do bebê.

No final da gravidez eu comecei a ficar encanada com esse lance de não ter decidido um nome ainda. Matias tinha perdido seu charme e eu comecei a pesquisar nomes de meninos por todos os lados. Os critérios: nome curto, pouco comum, pronúncia fácil. Parecia que nenhum me agradava…

Já o nome de menina, que já estava tão certo que seria Dora, começo a esmaecer também… Isso depois de Ana Rosa surgir no páreo. O nome veio numa conversa sobre o nome “Luiz”, que chegou a ser cogitado por causa de Luiz Gonzaga (Queridíssimo adora!) e então surgiu Ana Rosa, a musa inspiradora do Gonzagão.

Dora e Ana Rosa disputaram bravamente, chegando a ficar com 50% de chances cada uma.

Nesse meio-tempo, o Ben tinha certeza de que seria um menino, e o nome escolhido era Pedro. Mas Pedro? Já pensou: Ben e Pedro. Um com um nome quase exclusivo e o outro com um nome balaio (todo meu carinho aos Pedros por aí, eu acho esse nome lindo mesmo, mas não achava que combinasse com Ben). Não lembro se ele chegou a cogitar algum nome de menina.

Foi só lá pelas 36 semanas que eu dei um ultimato no Queridíssimo: vamos decidir de uma vez por todas?

E então ficou assim: Queridíssmo escolheu Ana Rosa e eu escolhi Matias. Sim, voltei pro Matias, mas ainda não totalmente convencida.

Eu tenho pra mim que quem escolheu o seu nome foi a própria Ana Rosa, porque surgiu assim com força na reta final, e no momento em que ela nasceu eu olhei pro seu rostinho e disse: “bem-vinda Ana Rosa”, sem nem pensar duas vezes!

Eis que eu, que nunca me imaginei mãe de menina, muito menos com nome composto, e muito menos ainda com o nome da minha irmã gêmea (que se chama Ana Luísa), sou mãe de uma Ana Rosa. Que nada tem a ver com o nome Ben, tirando o fato de que ambos podem ser escritos só com 3 letras. Mas hoje eu já acho que cada irmão é um e ninguém tem que combinar nome com ninguém!

E por aí, como foram as escolhes dos nomes? Eu adoro histórias de nomes…

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