Reflexões

2016

Em janeiro tínhamos decidido mudar de cidade pra reduzir custos e começar a economizar para ter a nossa casa. Também decidimos engravidar e tirei o diu. A mudança pra cidade não deu certo, surgiu a oportunidade de comprar um terreno, a ideia do bebê teria que ficar pra mais tarde. Em fevereiro fizemos um baita bailinho de carnaval e no mesmo dia descobri que já estava grávida. O terreno já estava sendo comprado,não dava mais pra voltar. Em março começamos a gastar nossas poucas economias no terreno e eu já comecei a me preocupar em como pagaríamos o parto. Em abril todas as preocupações do mundo se transformaram em uma paralisia facial, decidi não me envolver a sério com nada que não fosse o parto. Em maio, junho e julho trabalhei intensamente e gastei com nosso terreno um dinheiro que eu jamais pensei que teria. Em agosto comecei a me preocupar novamente em como pagaríamos o parto e as contas após minha licença (não remunerada). Peguei alguns trabalhos que me mostraram que no fim tudo dá certo. Abri uma vaquinha online pra ajudar com o parto. Em setembro minha cabeça estava já no parto, fiz 35 anos e a vida tá tão diferente (e melhor) do que imaginei que seria quando tivesse essa idade. Entrei outubro achando que fosse parir a qualquer momento, o que só aconteceu no meio do mês. Em novembro saímos da nossa casa e pagamos o último aluguel das nossas vidas. A fundação da nossa casa começou a ser feita. Em dezembro ainda estamos acampados, mas nossa casa está sendo construída para ser habitada nos primeiros meses de 2017. Parece loucura construir uma casa e ter um bebê no mesmo ano. Mas hoje vejo que não poderia ter sido diferente. 2017 será o primeiro ano do resto de nossas vidas: nossa casa e nossa família completa. ❤️

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