Quatro dicas de ouro que aprendi com minha irmã e dou de brinde pra vocês
Ano 3

Quatro dicas de ouro que aprendi com minha irmã e dou de brinde pra vocês

Minha irmã mais velha, Elisa, é minha guru na arte de criar crianças com apego. Acho que ela nem sabe que cria com apego, mas ela é pro nisso! Ela tem duas filhas, a Marina (minha afilhada), de 8 anos e a Natália, que vai fazer 6.

Nesses 30 e poucos meses de maternagem, já perdi as contas de quantas vezes recorri a ela e quantas dicas ela me deu (muitas vezes sem nem perceber) para aquelas situações que pareciam sem saída.

Reuni aqui as quatro dicas mais marcantes que eu tenho usado desde sempre e sempre funcionam.

  1. Foca nele.

Essa dica ela me deu quando eu estava perdida nas tentativas frustradas de fazer o Ben dormir durante o dia. Segundo a teoria dela, o Ben não dormia durante o dia por dois motivos básicos. O primeiro era porque ele precisava gastar mais a energia (que era muita) e o segundo era porque o momento que eu mais me dedicava a ele era durante minhas tentativas de fazê-lo dormir. Então, a primeira dica de ouro foi essa: cansa bastante ele entre uma soneca e outra, e foca nele. Assim, ele vai ficar cansado o suficiente para dormir e não vai querer aproveitar esses momentos juntos pra ficar acordado. Essa dica funciona até hoje, muitas vezes percebemos que o Ben quer aproveitar que o papai e a mamãe estão juntos pra continuar acordado, então a gente supre bastante ele com a nossa presença durante o dia.

2. Ele vai te dizer

Foi crucial durante a introdução alimentar e é algo que aplico em outras fases de desenvolvimento também. Eu recorri a ela porque não estava sabendo o momento de introduzir o jantar na rotina do Ben. Ele tinha uns 9 meses, comia de manhã, no almoço e à tarde, e o restante do dia era só mamá. Perguntei pra ela quando devia começar com as jantinhas. E em vez de ela me responder “com 10 meses e 1 semana”, por exemplo, ela me respondeu “ele vai te dizer”. Na hora fiquei meio perdida, mas não deu outra: umas duas ou três semanas depois, o Ben começou a pedir pra mamar em um horário que normalmente não mamava. E nessa hora percebi que ele estava querendo mais uma refeição.

Eu acho essa dica muito linda, porque permitiu que eu começasse a confiar nos sinais que o Ben estava dando de que podia passar para uma próxima fase. Com ela, aprendi que em vez de ficar confusa, o jeito era confiar nele e seguir seus sinais para juntos andarmos um passo à frente.

3. Lanche = fruta

Nada de papinhas elaboradas, muito menos biscoitos ou mingaus. A melhor opção para o lanche de criança pequena é fruta. Vamos combinar que nada mais prático que abrir uma banana, picar uma maçã, lavar umas uvas, hein? Serve para os adultos também (mas aí temos que quebrar alguns hábitos). Aqui em casa raramente temos na despensa outras opções além da fruta para o lanche. A exceção é na escola, pois lá oferecem frutas para todas as crianças e todas levam algum lanchinho para acompanhar (normalmente mandamos bolo caseiro, bolacha de água e sal, frutas secas, pão ou iogurte natural). Em casa, lanche = fruta em 90% das situações.

4. Não pergunte, dê opções

Fundamental para quando esses bebezucos começam a deixar claro que têm suas próprias opiniões. Um erro muito comum de quem costuma respeitar as vontades dos bebês, como a gente, é perguntar em vez de mandar a criança fazer  o que a gente quer. “Vamos jantar agora?”, “Quer colocar o casaco?”, “Vamos trocar a fralda?”. O problema é que não nos damos conta de que, apesar de ser importante respeitá-los, eles não têm maturidade para decidir coisas muito complexas. Ainda mais na fase em que descobrem o poder da palavra “não”. Como assim parar de brincar agora pra jantar? Pra quê colocar um casaco se estou confortável com essa roupa? Provavelmente é assim que eles se sentem. Então aprendi com minha irmã a dar duas opções, entre coisas que eu gostaria que ele fizesse. Por exemplo: “Você quer jantar no prato rosa ou azul?”, “Quer colocar esse casaco ou aquele?”, “Quer levar o pato ou o urso para trocar fralda com a gente?”. São perguntas que deixam a criança sem saída e não abrem espaço pra dizer não.

De nada 😉

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