Ano 2 Didicas Reflexões

Que escola nós queremos para nossos filhos?

Ilustração: Caio Cardoso
Ilustração: Caio Cardoso

Que tipo de espaço nós buscamos quando pesquisamos escola para nossos filhos? Quais nossos objetivos ao matricular o bebê ou a criança em uma instituição de cuidado/ensino? O que esperamos que ela realize enquanto nossos filhos estão sob seu cuidado?

Acho que as respostas a estas questões podem nos ajudar a escolher a melhor escola para nossos filhos. Pelo menos são as respostas que busquei ao escolher as escolas onde matriculamos o Ben.

Desde quando o Ben entrou no mundo escolar (aos 6 meses de idade) até hoje, eu estou sempre me questionando qual o papel da escola em nossas vidas e em qual proposta nós melhor nos adaptamos. Mais precisamente nos últimos dois meses, essa reflexão tem sido ainda mais presente na minha vida, por uma série de fatores que têm acontecido.

Uma coisa que eu sempre tive em mente (desde que o Ben nasceu, porque antes eu pensava diferente), é que a criança tem um único e exclusivo compromisso até os 6 anos de vida: brincar.

Brincando a criança aprende a se relacionar com o mundo ao redor, adquire conhecimentos sobre linguagem, formas, tamanhos, cores, letras números, desenvolve suas próprias teorias de física, química, matemática, aprende a se relacionar com outras pessoas. Tudo isso acontece naturalmente, como consequencia da brincadeira e de sua observação sobre o mundo.

Dessa forma, sempre considerei que a escola ideal é aquela que permite o livre-brincar. Onde a brincadeira é a base do currículo, e o restante é apresentado naturalmente, entre uma brincadeira e outra. Minha maior preocupação em relação à escola, era que fosse um local amigável, que proporcionasse o cuidado e o carinho que o Ben precisava naquele momento de nossas vidas. Eu contei um pouco sobre isso aqui.

Eu conheço algumas experiências com a pedagogia Waldorf, concordo e admiro. Pelo menos na escola que conheço, as professoras realizam trabalhos manuais enquanto as crianças brincam livremente em um ambiente preparado para elas. O trabalho dos adultos é somente evitar acidentes e eventualmente mediar algum conflito. Além, é claro, do cuidado básico (troca de fralda, higiene, alimentação). A pedagogia Waldorf é provavelmente a que mais se encaixa na minha visão de escola ideal.

Bom, nesse mês de outubro, muitas coisas mudaram em nossa vida, e acabamos optando por mudar o Ben de escola. Tirando aquele episódio dos palhaços que visitaram a escola (que eu contei no Facebook, e o Ben não foi à aula esse dia), aquela foi a escola que mais se encaixou no meu ideal, e, claro a mais próxima da nossa realidade. Toda sexta-feira as crianças têm aula de horta, com um professor que realiza a compostagem de todos os resíduos orgânicos produzidos pela escola. É um momento maravilhoso de contato deles com a natureza, de livre brincadeira e exploração do espaço. Mas por outro lado, eu não sabia direito o que acontecia nos outros dias da semana, pois a norma era entregar e buscar a criança na recepção, não podíamos entrar. Isso sempre me incomodou, pois gostaria de conhecer melhor o espaço onde o Ben passava 8 horas todos os dias, ter um contato direto com a sua professora, enfim, vivenciar um pouco da escola já que meu filho passava tantas horas por dia lá.

Então, optamos por matricular o Ben numa escola mais próxima, de forma que fosse possível levá-lo de bicicleta, ou até a pé, se esse fosse o caso. E assim fizemos. Mudamos ele (eu com o coração apertado) para uma escola com um parque lindo, muito mais estruturada que a antiga (que por ser recente, ainda estava melhorando sua estrutura), e com uma proposta pedagógica um pouco mais clara. Nessa nova escola, a adaptação é feita com a presença dos pais em sala, e dependendo do horário, podemos entrar até a porta da sala para buscar a criança. Nossa vida mudou muito desde que levá-lo e buscá-lo de bike se tornou uma possibilidade – nem preciso dizer que ele ama, né? Porém, tive um choque de realidade quando passei a buscá-lo na porta da sala de aula, e me deparei com diversas crianças (o Ben inclusive) hipnotizadas em frente à televisão assistindo àqueles produtos audiovisuais de gosto duvidoso direcionados a manter crianças quietinhas. Isso me corta o coração, cada dia um pouco. Em outros dias eu chego e ele está se esbaldando no parquinho, que é da altura dele, e é uma delícia! Aí eu lembro os motivos que nos fizeram matriculá-lo ali, e o coração se acalma. Preciso ressaltar que essa escola trabalha bastante o “Boi de Mamão”, um personagem do nosso folclore que o Ben ama. E é muito legal ver que eles valorizam nossa cultura – só que os personagens do Boi se misturam àqueles outros personagens famosos com qualidade cultural duvidosa e alto apelo comercial.

A televisão nessa escola, e ao que me parece na maioria das escolas com esse perfil, tem um papel quase de protagonista. Ela fica LIGADA o dia inteiro, como plano de fundo de todas as atividades ali realizadas. Me preocupa muito essa banalização do papel da televisão no ambiente escolar. Algumas pessoas podem achar que é pré-requisito, como se a presença da televisão fosse um atestado de que a escola está bem equipada para receber crianças. Conversando com outras mães sobre o assunto, percebi que a maioria considera ótimo o conteúdo desses audiovisuais, possui vários dvds em casa, e canta e dança com a criançada. Não é o nosso caso. Aqui em casa, assistimos televisão muito raramente, não temos tv a cabo e nem sentimos falta dela. Porque consideramos o tempo que temos em família (que é super escasso) muito precioso para ser gasto em frente à telona. Consideramos a interação interpessoal pura e simples muito mais interessante do que se fosse mediada por um aparato tecnológico. E, principalmente, adoramos criar, inventar, sujar, bagunçar, e por que não dançar nossas próprias músicas, juntos. Não precisamos de nenhuma musiquinha que ensine letras e números e cores – até porque essa não é nossa prioridade no momento.

Outra coisa que tem me incomodado na escola, e que também é mais do que comum nas escolas com o mesmo perfil, é a falta de comprometimento com a alimentação das crianças. A impressão que eu fico é de que estão mais preocupadas em preencher no formulário da agenda se a criança comeu, sim ou não, muito ou pouco. Não importando que tipo de comida ela comeu. Poxa, os pequenos passam tantas horas por dia nesses locais, é lá que fazem as principais refeições do dia. Elas precisam ser alimentadas com qualidade, já que a alimentação na primeira infância é a base para uma vida/alimentação saudável. Educação alimentar deve fazer parte do currículo de qualquer escola. Mas o que vemos são cardápios com biscoito, bolo, sucrilhos, industrializados e sucos com muito açucar. O almoço se salva um pouco, mas a salada crua normalmente é ignorada pelas crianças sem maiores preocupações por parte dos adultos.

A escola em que o Ben estava antes (a da horta) tinha um comprometimento um pouco maior nesse tema. O açúcar era proibido, e percebia-se uma real intenção da equipe de incentivar a criança a comer saudável. Mas nessa escola atual não tem isso. Tem criança que não come fruta, e a mãe manda um iogurte “de morango” na mochila, e tudo bem. Eu não concordo com isso. Acho que uma escola realmente comprometida com a infância faria um esforço junto à família para mudar os hábitos alimentares daquela criança. Afinal, ela é uma criança, e não existe essa de ” ela não come fruta”. Ninguém com 2 anos de idade simplesmente “não come fruta”. Se não come algumas frutas especificamente, então a escola deveria fazer um acordo com a mãe e oferecer naqueles dias uma fruta que a criança aceitasse. Não parece tão complicado assim.

Duas semanas depois de começarmos a frequentar esta escola, houve uma reunião para falar sobre rematrícula e valores para 2015. Saímos de lá com um envelope em nome do Ben com os valores para o próximo ano devidamente anotados, e uma semana para dar uma resposta. A princípio eu já estava dando como certa a rematrícula. Mas, como eu falei que muitas coisas mudaram na nossa vida, uma delas é que a partir desse mês volto a trabalhar só meio período (todas comemora! \o/). Tendo isso em mente, comecei a me questionar se precisava matriculá-lo na mesma escola, já que essa questão da televisão realmente estava me incomodando. Assim, comecei a procurar as outras opções do bairro.

(Abro parêntese para destacar que nosso foco era encontrar escolas dentro do nosso bairro, para evitar o máximo a necessidade de grandes deslocamentos, trânsito e demais inconvenientes)

Nosso bairro é bem servido de escolas infantis, e tem para todos os gostos:

3 escolas do Infantil ao 9º ano (2 delas com propostas alternativas)
5 escolas infantis (1 alternativa, 3 padrão, 1 alto-padrão-estilo-grama-sintética)
3 escolas públicas
2 escolas waldorf

Entre tantas opções, nosso critério de seleção foi:
1° distância de casa
2° real comprometimento com a infância
3º valor da mensalidade/possibilidade de matrícula

No quesito distância de casa, as 2 escolas waldorf e 1 infantil alternativa (a antiga do Ben) foram descartadas, pois teríamos necessariamente que ir e vir de carro. No quesito real comprometimento com a infância, foram descartadas todas que tinham personagens de gosto-duvidoso-alto-apelo-comercial na decoração do ambiente (desculpem o preconceito mas pra mim isso diz muito sobre o senso crítico de uma escola). No quesito possibilidade de matrícula, foram semi-descartadas as públicas, pois o critério deles de seleção é a renda, e na última tentativa o Ben ficou em 33º na lista de espera (sendo que as turmas comportam 15 alunos).

Com a mudança para meio período, uma nova escola passou a ser uma opção, pois havia descartado por não oferecer turno integral – uma das escolas alternativas que vão do Infantil ao 9º ano. Então resolvi ir lá conhecer. E bastou somente uma visita para que eu me apaixonasse.

Para começar, a primeira coisa que ouvi quando entrei lá foi: qual o seu nome? Sim, incrivelmente ela perguntou o meu nome, e em momento algum me chamou de mãe (teve um momento em que uma das pessoas me chamou de Renata, e depois se desculpou. Eu respondi: só de não me chamar de mãe já tá valendo. Me chama de Renata, Maria, Ana, mas não me chama de mãe plmdds). Depois, por ser uma escola que vai até o 9º ano, achei a postura em geral muito mais madura e profissional. Na parte pedagógica, a escola trabalha com projetos, e oferece aulas de musicalização, inglês, educação física e artes dentro do currículo. Infelizmente tem televisão na sala, mas seu uso é restrito para fins pedagógicos, ou momentos recreativos específicos. A escola possui cantina natural/integral, e coloca frutas e suco natural à disposição dos alunos do infantil ao 9º ano durante o lanche (devemos levar lanche individual, mas as frutas sempre estarão lá). E o melhor: fica praticamente na esquina da nossa casa, dá pra ir a pé. Decidimos então matriculá-lo ali para o ano letivo de 2015.

Tu deves estar pensando: mas e toda aquela teoria linda sobre o livre brincar, onde foi parar?

Calma, ainda está aqui. Sempre estará.

Eu continuo achando que o livre brincar é a melhor forma de as crianças desenvolverem seu potencial durante a primeira infância. Mas por outro lado, acredito que tem que ser um livre-brincar com algum embasamento teórico, não apenas um livre brincar que subestima a capacidade das crianças e usa a televisão como muleta.

Nesse segundo ano de vida, o Ben demonstrou uma capacidade incrível de absorção de informações (como qualquer outra criança saudável da idade dele). E essa capacidade incrível pode ir tanto para informações positivas, quanto negativas. Por isso, acho que a melhor forma de garantir que ele absorva boas informações, é cercá-lo de boas referências, em um ambiente que seja similar ao que acreditamos em casa.

Outro ponto a levar em consideração é que agora estaremos meio período do dia juntos. E esses momentos serão repletos de livre brincar, de exploração, de brincar junto, sozinho, passeios, enfim. Vou conseguir praticar com ele todas as manhãs o tipo de educação que acredito.

Uma outra questão que pesou bastante foi a financeira. A partir do momento que a escola que tem televisão ligada o dia inteiro custa o mesmo valor que uma escola que tem diversas atividades no currículo, acho que a primeira está muito mais cara que a segunda. Quer dizer, valorizo demais meu rico dinheirinho para que o Ben veja TV o dia inteiro e se alimente mal.

Concluo toda essa reflexão elencando alguns pontos:

1. cada família escolhe a escola que melhor se encaixa dentro do seu contexto. Longe de mim julgar a decisão de cada um. Tudo o que escrevi aqui diz respeito a minhas crenças.

2. Trabalhar em meio período me permitiu fazer toda essa reflexão e tomar essa decisão. Se continuasse em período integral, provavelmente eu não teria muita opção e ele ficaria na mesma escola, mesmo com todos os problemas.

3. O objetivo desse texto não é falar mal de quem curte os dvds audiovisuais para crianças. Eu não gosto, e isso é muito importante pra mim. Se a escola do teu filho tem, e vocês costumam assistir em casa, ótimo, estão todos felizes.

4. Quem leu até aqui (ufa!) e quer ler um pouco mais sobre o assunto, recomendo estes textos/vídeos:

1, 2, 3 Saco de Farinha: Einstein não fazia prova no sábado

Mil Dicas de Mãe: Que tipo de escola queremos para nossos filhos?

Pesquisa: Alimentação Infantil e Resultados a longo prazo (em inglês)

Pesquisa: Televisão e o desenvolvimento das crianças até 2 anos

Artigo: Brincar é o trabalho da infância

Documentário: Quando sinto que já sei

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Comentários

9 thoughts on “Que escola nós queremos para nossos filhos?”

  1. Cada vez que leio sobre escolinhas, eu fico meio angustiada! Mateus tem quase 1 ano e 8, ainda estou aqui cuidando dele em tempo integral. Porém, há alguns meses me vi precisando voltar a trabalhar, pra voltar a ajudar na renda familiar. Aqui na minha cidade, existem mais creches publicas do que particulares. Proximo de casa (que daria pra ir andando), são 2 e tem uma a ser inaugurada ainda mais perto. Já fiz a inscrição dele em setembro e na quinta feira agora, haverá uma entrevista, que não tenho nem ideia do que vão falar. Temo pelas doencinhas de creche e principalmente pela parte da alimentação. Já imagino um “trabalho” de mais de um ano indo ralo abaixo, dependendo do que oferecerem a ele… Bom, desejo toda sorte a vcs, Deni!

    1. Oi Patricia! Quantos as doencinhas, não temos muito como fugir, mas acredito que com quase 2 anos ele já esteja mais resistente do que um bebê. Agora essa questão da escola, eu acho que é uma questão da FAMÍLIA se adaptar ou não. Tem que encontrar uma escola que esteja aberta a sugestões, e confesso que nem todas são…
      Depois me conta como foi a reunião!
      Beijos

      1. Oi De! A reunião foi esclarecedora. A diretora (que foi vice diretora numa escola qdo eu fiz o colegial! – cidade pequena e do interior tem dessas!- a propósito, tenho ainda uma amiga da igreja q é cuidadora e a coordenadora é minha amiga tbm) foi bem direta e respondeu tudo o que eu queria saber. Disse que é raro, mas que as vezes, mandam biscoito recheado e que as vezes dão leite com achocolatado :/ Na salinha de aula tem TV, que pelo q ela disse, é usada no final do “dia” antes da soneca e nos dias de chuva. Eu dei gracas a Deus que ele vai ficar só até meio dia e não vai dormir lá, então, o estrago não será tao grande. O parquinho é legal, o espaço é gramado e ele amou as pinturas de animais na parede. As crianças tomam banho com ajuda das tias mas comem sozinhas, todas sentadas numa grande mesa. Vi todas as crianças comendo arroz, feijão, carne e salada. Ainda temo pelo achocolatado, pelas doencinhas, mas, acho que vai ser legal pra ele. Meu “sonho” atual é encontrar um trabalho meio período tbm, pra ficarmos a tarde juntos, curtindo e aprendendo com o dia a dia, como fazemos hj. Começará dia 02/02. E vamos que vamos… Até lá, temos algum tempo pra aproveitar o dia inteirinho juntos… Ainda não temos noção como será. Meu esposo já cogitou coloca-lo em uma escolinha particular se eu conseguisse emprego logo. Mas ainda não sei. Quero viver o hoje e entregar o futuro a Deus, agradecendo sempre pela saúde e pela alegria do nosso filho. Bjo e um afago carinhoso no lindo Ben!

  2. Oi De! Tb mudarei o Ian de escolinha. Ele frequenta um pequeno berçário no Centro desde os 6 meses, mas moramos no Campeche estamos (eu e ele) cansados da função carro, estacionamento, engarrafamento. Por isso resolvemos procurar uma escolinha no bairro. Ano que vem nos mudaremos para próximo ao Ribeirão e lá encontrei um espaço legal, que tem atividades de horta nas sextas, com aula de compostagem (será que a mesma do Ben) e com um cardápio bem legal. Além da minha preferência por alimentos saudáveis, Ian tem APLV e isso restringe mto as nossas opções. Lá senti firmeza nesse quesito. Mas o que me incomodou, foi a existência de uma sala de TV (affff). A diretora me garantia que é apenas para apoio, especialmente para os dias de chuva. Estou me esforçando para acreditar, pq não gostei das demais opções no bairro e as waldorfs são incompatíveos com minha jornada (7hrs).
    Adorei ler teu post e saber que dividimos o mesmo dilema. Espero que nossos pequenos se adaptem, recebam carinho e brinquem muito! Bjoks

    1. Daniela, sim!! É a mesma escola que o Ben ia. Pode ir tranqüila, que elas respeitam muito as escolhas dos pais, e estão sempre abertas a sugestões!
      A única coisa que me incomodava lá (além da distância) era não poder entrar para ver como as crianças estão lá dentro. De resto, é ótima, e até hoje “tenho saudades” das aulas de horta. Se quiseres te mando o cardápio de outubro por email, para teres uma noção. É muito bom! Principalmente comparando com a atual, que tem até sucrilhos!!
      Sobre a tv, é complicado mesmo, mas pelo menos lá a tv não fica na sala de aula. Realmente eles ligam em determinados momentos só.
      Depois me conta se o Ian for pra lá mesmo 😉
      Beijos

      1. Oi De! Que boa notícia, meu coração já fica bem mais aliviado com tua indicação. Podes me mandar o cardápio? Ah e me conta mais sobre as outras opções que visitaste. Meu email é daniwwgonzaga@gmail.com.
        Continuas pelo bairro? Não faIa ideia de que éramos visinhas. Vamos marcar uma praia ou parquinho com o Ben e o Ian. Bjoks e obrigada!

  3. Deni, primeiramente, muito super ultra aliviada de saber que eu não sou a única a sentir falta de ser chamada pelo meu nome. Não é só na escola. É nas clínicas, nos eventos infantis, enfim. Não vejo a hora de ser chamada de mamãe pelo meu filho. E só rsrsrs Todos os outros mães e mamãe que venho escutando desde que ele nasceu, eu dispenso rsrs.
    Sei que meu comentário está atrasado, pois o post já é velhinho. Mas me despertou a atenção a questão da TV nas salas de aula. Na verdade me surpreendeu. Eu visitei pelo menos cinco escolas pessoalmente antes de escolher onde deixaria o Luca e nenhuma delas tinha TV. Desconhecia que as escolas ainda colocavam televisão em sala de aula. Eu não tenho tanta rigidez sobre os personagens comerciais que te incomodam (acho a galinha pintadinha fofa rs), mas daí a imaginar o Luca assistindo TV na escola seria ir a outro extremo. Eventualmente num dia em que ele está de “bode” e não quer brincar, assiste um pouco de vídeo em casa, cantamos juntos e, como dissestes, somos felizes. Mas isto não pode ser a rotina, tem que ser a exceção… Eu estou bem satisfeita com a escola que ele está frequentando. As crianças ficam o dia inteiro no chão. Não há TV nas salas. Recebemos mensalmente o cardápio das quatro refeições que fazem na escola e a comida é extremamente saudável. Deixo e busco meu filho na porta da sala, entregando e pegando ele diretamente dos braços das professoras. De manhã quando chegamos contamos a elas qualquer episódio relevante da noite anterior e quando o buscamos elas passam um mini relatório do dia: “hoje ele mordeu, hoje ele foi mordido, hoje ele comeu a comida dele e mais a que sobrou dos colegas, etc rsrsrs”. Não tem nada que deixe o coração de uma mãe mais calmo do que ela poder confiar na escola onde deixa seu filhote. Boa sorte com a nova escolinha do Ben! Beijo!

    1. Oi Greyci, engraçado teres dito isso sobre a TV, porque aqui pra mim é o contrário: não tem escola sem tv no sul da ilha! Acho tristíssimo. Na escola atual tem tv na sala, mas com uso bem restrito. A escola do Luca é o ideal pra mim, é esse o tipo de relacionamento que espero com o espaço e as pessoas que cuidam do meu filho na minha ausência. A atual do Ben está me surpreendendo a cada dia. Também deixo e busco na porta da sala, conversamos sobre o dia, a alimentação é saudável. Estou bem feliz!! Beijos e obrigada pela visita e pelo comentário 🙂

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