Eu não julgo [Blogagem coletiva Coração Materno]
Reflexões

Eu não julgo [Blogagem coletiva Coração Materno]

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Marieta pariu em casa. Depois teve complicações pós-parto.

Felicia agendou a cesárea. Precisava organizar um esquema para que alguém pudesse cuidar da filha mais velha durante a internação.

Isolda pediu analgesia perto do momento do expulsivo. A dor era insuportável.

Ernestina fez enxoval em Miami. Duas vezes.

Verusca passou a dar complemento. Lhe disseram que o bebê passava fome.

Fabrícia deu chupeta, pois o filho não saía do peito e estava difícil administrar a casa.

Gilmara voltou a trabalhar. Mesmo que seu salário desse só para pagar a creche da filha.

Julieta largou o emprego. Sentia saudades do filho no meio do dia.

Celina usa a televisão como aliada. Só assim para conseguir manter a ordem na casa.

E eu? Eu respeito. Não cabe a mim, e nem a ninguém, julgar as decisões alheias. E muito menos as decisões e escolhas de uma mãe. Porque é muito fácil resolver o problema dos outros.

Nesses 14 meses (mais gravidez) de maternagem, eu aprendi a não julgar. Aprendi que não é fácil ser mãe. E que ser mãe é viver um dia após o outro, é fazer escolhas todos os dias, é errar, é acertar, é aprender. Todos. os.dias.

Eu não acredito naquela máxima “cada mãe sabe o que é melhor para o seu filho”. Ou pelo menos, EU não sei o que é o melhor para o meu filho. Por isso eu leio, me informo, pergunto, pesquiso, pondero, e decido. Nem sempre acerto, vou ajeitando com os erros. Mas acredito, sim, que cada mãe faz o melhor para o seu filho, dentro de suas possibilidades.

Por isso achei linda a iniciativa do projeto Coração Materno. Um chamado por mais empatia. Um chamado Pelo fim das guerras maternas!

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Comentários

9 thoughts on “Eu não julgo [Blogagem coletiva Coração Materno]”

  1. De, vou te falar uma coisa: não consegui ler todos os textos da bc, mas dos que eu li, adorei o seu. De verdade.
    Cansei de gente julgando de tudo quanto é lado, e ainda de gente se dizendo que não julga, mas que a mães fez isso ou aquilo porque não tinha informação. Ah vá. Quando as pessoas vão entender que são apenas diferentes?
    Beijo

    1. É bem isso! E o melhor de não julgar é que aí a gente não tem motivo para se culpar também. Quem tem que estar bem com as escolhas, somos nóe mesmas. Se não estivermos bem, aí sim temos que mudar!
      Beijos

  2. Se o texto é sobre escolhas, por que um fato totalmente incontrolável e imprevisível como uma complicação pós parto deve ser respeitado? E a colocação dela como consequência do parto em casa não tem um ar de julgamento?

    1. Elisa, e intenção foi mostrar que mesmo as escolhas mais conscientes estão sujeitas a imprevistos. Mas mesmo assim não precisam/devem sofrer julgamentos. Desculpa se pareceu diferente…
      Beijos

      1. Claro que estão. Toda escolha responsável requer responsabilidade (dã) pelas consequências dela. Mas faria sentido se o imprevisto fosse sujeito à escolha. Ninguém cogitaria julgar a Marieta por ter tido um parto hospitalar com complicações. Ou uma cesárea eletiva com complicações. Não sei se ficou claro o que eu quis dizer… Espero que sim.

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