11º mês Ano 1 Ben

O caso da festa de fim de ano na escola

Preciso dizer que a escolinha de Ben conseguiu ser mais desafiadora que a do Lucas, de Carol e suas Babybobeiras no quesito roupinha para festa de encerramento do ano. Mais complexa do que um sapo, mais impossível do que um caranguejo. Dificil mesmo foi encontrar a roupa que a professora de Ben pediu para que ele usasse na festinha: uma camiseta toda branca.

Tínhamos em casa 1 camiseta branca, mas com dois peixinhos na frente e a frase: filho de peixe peixinho é. Pensei que seria sacanagem se ele fosse o único com uma camiseta desenhada na frente, e poderia sofrer bulying eterno se aparecesse em sua primeira festinha de fim de ano com a camiseta virada do avesso. Além do mais, vai que dá azar?

Então saí pelas lojas do bairro comprar a tal camiseta toda branca. E quem disse que existe? Não existe roupa lisa para crianças, quem dirá toda branca! Todas têm um personagem, ou esporte radical, um trem, um ursinho, raios, relâmpagos, trovões… Depois de fuçar a principal loja de roupas daqui de perto, quase enlouquecer a vendedora, vasculhar os cestos de roupas femininas, masculinas, adultas. Finalmente achei um conjuntinho de body canelado com tapa-fraldas. Tamanho GG. Que certamente não fecharia embaixo. Mas bem, era todo branco. Então vai esse mesmo!

Cheguei em casa, Queridíssimo estava todo trabalhado na faxina, nos preparativos para a festinha de aniversário do Ben que seria no dia seguinte. Não queria interromper os trabalhos pra ir à festinha de encerramento da escolinha. Eu também quase desisti. Mas aí lembrei do trabalhão que tinha sido encontrar aquela roupinha toda branca. E que seria a primeira festinha de encerramento de ano da vida do Ben. Decidi ir, e ainda joguei baixo: “uma pena que tu não se importe”. Golpe baixo, eu sei. Mas funcionou: ele decidiu ir!

Colocamos a ropinha no Ben, o body fechou embaixo com muito custo, mas ficou fofo. Com uma bermudinha jeans, tamanho 2 pra dar uma aliviada. E rumamos para a festa.

Chegando lá, logo a professora do Ben pediu ele e levou pra uma sala onde tinha muitos bebês e suas mães falando sem parar. Daqui a pouco me surge o Ben no colo da professora: vestindo um avental desses de cozinheira, com uma touca higiênica descartável na cabeça. Coisamaisfofademamãe. Mas adivinhem: o avental cobria toda a frente da blusa dele, com certeza cobriria os dois prixinhos e a frase “filho de peixe peixinho é”!

E então chegou a tão esperada hora da primeira apresentação de fim de ano do Ben. Falei pro Queridíssimo: vou lá pro camarote (leia-se: primeira fila) assistir de pertinho e quando acabar vamos embora. (Esqueci de dizer que o digníssimo estava com um bico do tamanho do mundo por estar lá).

Me posicionei estrategicamente, esperando o pior, e o pior aconteceu: na hora que começou a tocar a música “Que que tem na sopa do neném?”, todos os pais começaram a bater palmas e fotos, mais fotos do que palmas, o Ben, que estava no colo da professora imediatamente começou a chorar. Ela, que estava ajudando os outros pequeninos a colocar a cebola, a batata, a cenoura no panelão, não percebeu que ele estava desesperado. Corri lá pra frente e resgatei meu pequeno mestre-cuca de lá. E lá fiquei, esperando que ele se acalmasse. Tentei mais uma vez, o devolvi à professora para que ele colocasse algum legume no panelão. Mas não teve jeito, o menino se assustou mais ainda. O resgatei novamente, e saímos à francesa da festa, menos de 1 hora depois de chegarmos lá.

E assim se encerrou a primeira festa de encerramento de escolinha do Ben.

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Todos posicionados, vai começar o espetáculo
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Plmdds me tirem daquiiii
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Comentários

2 thoughts on “O caso da festa de fim de ano na escola”

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