10º mês Ano 1 Ben

E como foi em São Paulo?

Fomos convidados para um casamento em São Paulo, que seria no dia 15 de novembro. Quando comecei a me planejar para essa viagem, lá em agosto (sim, pobre tem que comprar passagens na promoção e com antecedência que é pra não ficar pagando parcela depois da viagem), eu achei que seria uma boa oportunidade de ir com calma, rever minhas amigas, me reunir com minha principal cliente e conseguir marcar e encontrar com algumas blogueiras queridas, principalmente a Ilana, porque tinha rolado uma tentativa frustrada na nossa última passagem pela cidade. Então, marquei de ir numa terça-feira, para poder fazer tudo com calma, e o Queridíssimo chegaria só no feriado porque alguém tem que trabalhar nessa família, né.

Mas quando eu marquei, não imaginava a roubada em que estava me enfiando. Lá em agosto, o Ben não engatinhava, comia super bem, e era um bebezinho muito fácil de lidar. Bem mais fácil do que esse bebezão engatinhador elétrico e picky eater que temos hoje! Eu, que estava com mil planos de levá-lo a museus, parques, encontrar muitas pessoas, assistir a algum evento cultural… acabei me conformando de ir bem com calma, fazer uma coisa de cada dia e poder aproveitar a cidade sem tornar a viagem muito – mais – cansativa para o Ben.

A viagem inteira foi muito especial. O Ben foi um parceirão, curtiu um monte a programação e se divertiu com todo mundo que encontrou pela frente – até com desconhecidos!

Alguns destaques da viagem:

  • Parque Trianon: uma delícia, um oásis em meio à selva de pedras (perdão pelo clichê piegas). O Ben adorou passar de carrinho nas trilhas e tentar pegar as folhas (e arrancá-las, obviamente). Antes de ir, eu queria até ter me programado para conhecer algum museu com ele, mas gente, quer coisa mais atraente para um bebê do que árvores, folhas e flores? O Trianon foi um passeio completo pra ele!

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  • Mister simpatia universo baby 2013: Como estávamos hospedados na Avenida Paulista (beijos Fê), todos os dias passeamos por suas calçadas largas cheias de gente.  Sentado no carrinho, o Ben distribuía sorrisos para quem quisesse (e para quem não quisesse também, uma hora o flagrei sorrindo para uma senhorinha que não estava nem aí pra ele, mas ele insistia, sorria e parava, sorria e parava). Nos seus momentos máximos de felicidade, ele andava (de carrinho, diga-se de passagem) com os dois braços abertos,  e sorrindo como quem gritasse “ventos nos meus cabelos!”.  Umas pessoas ficavam encantadas, e se achavam o máximo com comentários do tipo “nossa, ele me adorou!”. E eu fui generosa e me segurei para não responder “não, minha senhora, ele ri assim pra todo mundo!”.
  • 1e1são3: na quinta-feira nos encontramos com a Ilana e o Nicolas na Praça Buenos Aires, em Higienópolis. Uma delícia aquele lugar. Lá o Ben brincou pela primeira vez de gangorra, com o Nicolas, e os dois se esbaldaram pela areia! Foi muito gostoso tornar real essa amizade virtual, que começou quando os dois ainda eram sementinhas (nós duas passamos por um aborto mais ou menos na mesma época). É claro que não faltou assunto, afinal já conhecíamos muito uma da outra. E acho que se ela não tivesse que ir buscar o Rapha,  estaríamos lá na sorveteria da Häagen-Dazs so shopping Pátio Higienópolis conversando até hoje!
  • Slingando no metrô: confesso que mesmo sendo macaca velha de São Paulo, ex-residente, fiquei com muito medo de andar sozinha pela cidade com o Ben. Medo de roubarem minha bolsa, meu celular no bolso, medo de roubarem o Ben! Freud explica, será? Enfim, quando minhas amigas nos convidaram pra jantar em Perdizes, explicando que o trânsito de véspera de feriado estava meio caótico para elas virem me encontrar, não pensei duas vezes antes de amarrar o Ben a mim e juntos nos aventurarmos pelo Metrô. Foi tranquilo, me senti segura com ele preso a mim, além de termos sido a atração do vagão com o pequeno mister simpatia distribuindo gracinhas a torto e a direito!

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  • Engatinhador elétrico: pra quê museu se você tem um apartamento novinho em folha pra explorar, não é mesmo? O Ben explorou cada centímetro do ape da Tia Fê, e quando achávamos que ele já tinha feito de tudo, ele se superava: tirou todas as coisas do armário da despensa, jogou todos os dvds no chão (inúmeras vezes), tentou lamber aquela bola fixa no chão que segura portas, sabem?, descobriu que alguns tacos do chão de tacos saíam, tirava e colocava na boca, aprendeu a sair do carrinho sozinho (estou até agora tentando descobrir como) e numa noite acordei com um chororo no meio da madrugada e ele estava em pé, fora da cama, pedindo pra voltar! Não me perguntem como foi que ele desceu da cama sem cair! Para ter um pouquinho de sossego, aproveitei o espaço entre os dois sofás e criei um chiqueirinho, cheio de brinquedos dentro. Não contente com seus brinquedos, ele arrancou a canaleta de cabos da parede e ficou brincando com aquilo! Gente, que canseira!

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  • Saudade do papai: na sexta-feira, quando o Queridíssimo chegou (preciso contar pra vocês que ele teve a proeza de entrar no avião errado e por sorte chegar a Guarulhos – imagina se fosse um voo direto pra João Pessoa? Diz ele que ficaria por lá.) Eu sabia que ele ficaria feliz de reencontrar o papai depois de quatro dias. Mas não imaginava que seria TANTO! Ele se espremia inteiro de felicidade, dava gritinhos, o sorriso maior que a cara. Que coisa linda!

E pra fechar com chave de ouro:

  • Chorinho (literalmente): em um de nossos passeios pela Paulista, encontramos um grupo tocando chorinho, com violino, violão e pandeiro, e paramos para assistir. O Ben ficou vidrado, paralisado assistindo. Percebemos que ele estava gostando, tanto que não se mexia. Mas nosso coração amoleceu foi quando olhamos pra ele e tinha uma lágrima caindo! Gente, que sensibilidade! olhem só:

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Comentários

10 thoughts on “E como foi em São Paulo?”

  1. E Curitiba, quando?! 🙂

    (me limito a este comentário porque fiquei emocionada e tô me controlando pra não chorar com o encontro do pai e do bebê.
    por aqui faltam 6 dias para superar quase 2 meses de separação.
    não sei se aguento!)

    beijos pra vc e pra essa gostosura que é o Ben.

    1. Sabes que eu tenho uma irmã em Curitiba, né? Na verdade, São José dos Pinhais hihih…
      Em breve, muito breve vamos fazer uma visita, prometo!!
      Ei, falta pouco pro reencontro, prepara o coração!
      Beijos

  2. Que demais que vocês vieram aqui em São Paulo!!
    Eu adoro caminhar na Paulista também, rs.
    E preciso dizer: o Ben está cada dia mais lindooo!!!
    E essa sensibilidade toda, emocionado com o chorinho? Ploft!! Morri de amor!!

    Beijo beijo!

    1. Fofo demais né Marina!
      Pois bem, eu até ia fazer mais alarde e tentar marcar com mais gente um encontro. Mas achei por bem ser comedida e não exagerar nos compromissos. Na próxima ida a São Paulo espero poder me programar melhor.
      Beijos pra vc e pro babyzico

  3. De… fiquei toda emoção quando vc falou do encontro de pai e filho… mas essa foto foi arrebatadora!!!
    Que delicia esse passeio por SP.. Eu era (do verbo não sou mais) cheia de preconceitos com a cidade (sou do Rio, sabe como é o bairrismo que rola por aqui)… mas apaixonei quando visitei em Agosto… fora que as amigas blogueiras lindas que tem por lá… mostram uma visão totalmente diferente da cidade.. amei tbm!!!
    E amei suas dicas… rsrsrs!!!
    Bj grande em vcs!!!

    1. Eu morei lá e tb sou cheia de preconceitos, heheheh… mas a cidade, a passeio, é maravilhosa para todas as idades!
      Sem falar nas blogueirasamigas que a gente pode encontrar, né?
      Beijos

  4. Ai que emoção…
    Vc e Ben são muito, muito queridos!
    Adorei nosso encontro, e tenho certeza que eu – e Nicolas, of course – poderíamos continuar tomando sorvete até agora.
    E gente, que foto mais linda essa do Ben emocionado. Que amor!!!
    A próxima vez que vcs vierem a gente combina outro passeio.
    Beijo nos dois

  5. Ri demais das peraltices do Ben! (E aproveitei pra agradecer a todos os santos pelo André não engatinhar ainda) E que coisa mais fofa curtindo e se emocionando com a música :’) Beijos!

    1. Ahaha te prepara para a fase engatinhante, ela está logo ali na esquina. Logo logo o “aí não” vai entrar no vocabulário cotidiano da família!
      Beijos

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