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Apoio às Mães que Amamentam: Próximo, Contínuo e Oportuno

Na minha modesta opinião, duas coisas determinam se uma mulher vai ou não conseguir amamentar seu filho: auto-confiança e apoio. Sim, existem casos de mulheres que não conseguem amamentar por algum problema fisiológico, mas elas realmente são a grande minoria nas estatísticas. A maior parte dos problemas de uma mulher para amamentar está no corpo sim, mas na parte de cima: na cabeça.

Amamentar não é fácil nem simples. É preciso dedicação, entrega, informação. Essa última, principalmente!

A mulher que amamenta, principalmente nas primeiras semanas (4, 6, 8), ela não é outra coisa senão uma mulher que amamenta. E ela tem que estar preparada para isso. E sua família tem que estar preparada para isso. Os seios doem, o leite jorra, o bebê chora, o bebê pluga de hora em hora, os seios doem… é um ciclo sem fim.

Temos um casal de amigos que terá seu bebê em breve. Queridíssimo comentou comigo: “preciso conversar com o fulano, pois ele precisa apoiar muito a fulana. Ele precisa entender que ela vai precisar de apoio, não importa se A ou B. Ela precisa ser apoiada mesmo que ele não concorde.”

E ele está certo. Ele viveu o puerpério comigo, e sabe que não é fácil. Pode ser que ele não tenha concordado comigo 100% do tempo. Mas ele me apoiou. Nem que fosse levantando no meio da madrugada para trazer um copo de água, me esperar beber, e voltar com outro logo em seguida. Quem o conhece sabe como é difícil para ele acordar!

Bebês recém-nascidos precisam muito de contato com a mãe. Então ela tem que estar disposta e disponível para essa entrega. É muito comum (e eu digo isso de meses e meses de convivência com grupos de mães e de amamentação) as mulheres ficarem desesperadas por seus bebês de poucos dias chorarem o dia inteiro e quererem ficar no peito. Em 2013, ainda tem gente que acha que isso acontece porque o leite é fraco, é pouco, não sustenta. E essas mentiras normalmente partem de pessoas muito próximas, infelizmente.

Por isso, informação é fundamental. Saber que os bebês têm uma necessidade muito grande de sucção e de contato físico,  saber que o início é sempre difícil, saber que eles passam por picos de crescimento e saltos de desenvolvimento, saber que o colostro sustenta sim, saber o que fazer quando o leite desce de uma vez só, conhecer as fases do leite. Informação gera auto-confiança. Auto-confiança gera apoio.

Uma mulher fragilizada, como invariavelmente ficamos no puerpério, nem sempre vai ter auto-confiança o suficiente para decidir sozinha, encarar as situações de frente, aguentar as dores e as delícias da amamentação. Por isso ela precisa de muito apoio. Apoio gera auto-confiança.

Apoio às Mães que Amamentam: Próximo, Contínuo e Oportuno!

Semana-mundial-do-aleitamento-materno

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Começa hoje a Semana Mundial de Aleitamento Materno. E nós, que somos amamentadores de carteirinha, apaixonados pelo poder das mulheres de nutrir seus filhos, não podíamos ficar de fora. Essa semana (de 7 dias!) vou ser bem chata e falar o máximo que eu conseguir sobre o assunto. Fiquem comigo!

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Comentários

2 thoughts on “Apoio às Mães que Amamentam: Próximo, Contínuo e Oportuno”

  1. De., vcs fazem muito bem em compartilhar todo tipo de informação possível.

    Acho que eu só não amamentei a Laura pq não sabia de muita coisa – acredite, isso existiu em 2010/2011 (laura é do fim de dezembro).

    Eu NEM SABIA que tinham mulheres que não amamentavam, olha que maravilha. Dei à luz sem saber que precisava de um pediatra para a primeira consulta e que existem mulheres que não amamentam. Rá, eu não sabia. Para mim, a amamentação seria tão natural quanto comer, beber água, trocar fralda de bebês… natural.

    Mas eu fiquei com um baby blues do cara***lho e quando a Laura chorava eu queria vomitar, morrer, dormir, menos ouvir o choro dela, me dava um desespero horroroso. E isso fez com que meu leite nunca descesse, nunca senti o peito cheio, nunca senti o leite descer, nunca senti nada disso. Meu seio nunca doeu – ele inchou, sim, e eu tinha leite, sim, tipo 30 ou 50 ml por ordenha – , mas não era o suficiente para a minha filha e cada vez que ela chorava eu queria sair correndo por conta da minha inabilidade em alimentá-la (só eu, na minha cabeça).
    Sei lá.

    Informação é tudo, é ouro, é mirra. Informação é o melhor conselho.
    Quando minha cunhada ficou grávida, dei todos os meus livros e mais alguns. Indiquei sites e áginas do face, mas ela quis (sim, ela quis) não ler nada, não acessar nada, não fazer nada.
    Enfim.

    Que Deus me permita amamentar o meu próximo filho e que eu tenha muito, muito, muito leite para ele.
    E para mim.

    Beijos!!!

    1. Faltou muito apoio, Dani!
      Eu também no início não conseguia ordenhar nem 30ml. Mas quando ele mamava, eu tinha CERTEZA de que tinha leite ali. Aï está a diferença.
      Mas o segundinho vai ser um carinha muito sortudo, porque vai mamar MUITO! Nem que eu precise pegar um avião e air até São Paulo de ajudar 🙂
      Beijos

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