6º mês Ano 1 Ben Cartas

Querido Ben

Mamãe pensou em milhares de formas de começar esse post. Então decidiu te escrever uma carta, já que faz tempo que ela não te escreve, e também que afinal de contas é tudo isso por ti.

Faz dois meses que a mamãe deixou de ficar o dia inteiro contigo para ir trabalhar. Sabe, Ben, a mamãe sempre pensou que fosse normal isso de deixar um bebê com alguém e ir trabalhar. Mas o tempo foi passando e tudo passou a fazer menos sentido.

A mamãe sabe que é legal ir para a escolinha, e que lá a tia Marina e a tia Mayara cuidam de ti com muito carinho. Isso sempre confortou o coração da mamãe.

Mas sabe o que a mamãe começou a pensar? Que a mamãe e o papai têm o trabalho deles, mas tu, olha só, tu não tens nenhum trabalho ainda, e nenhuma obrigação (a não ser a de crescer lindo e gostoso, e por favor, fazer cocô todos os dias o que não parece uma tarefa muito difícil). Mas nessa história toda de sair pra trabalhar e te deixar o dia inteiro, mamãe e papai perceberam que a pessoa mais impactada é aquela que não tem nada a ver com a história, ou seja filho: tu.

E sabe, filho. A mamãe adora o que faz. Além de o trabalho ser muito legal, ela tem colegas muito divertidos e nesse trabalho temos alguns benefícios, como poder ir consultar com a tia Renata uma vez por mês (aquela que coloca uma fita métrica na tua cabeça e que te coloca na balança, lembra?).

Só que, por outro lado, esse sistema todo que os adultos inventaram não tá nem aí para os bebezinhos. Parece, filho, que os adultos que inventaram esse esquema de trabalho nunca tiveram mãe e nunca tiveram filho. Porque esse sistema é muito injusto com vocês. Lá na escolinha, apesar de ser um lugar muito legal, tu estavas crescendo sob os olhares de uma outra pessoa que não é a mamãe nem o papai. É uma tia muito legal que te vê como o trabalho dela. E apesar de fazer tudo com a melhor das intensões, nem sempre o que ela faz é do jeito que a mamãe gostaria que fosse. Sabe filho, ninguém cuida melhor de um bebê do que a mamãe e o papai desse bebê.

Então, não foi uma decisão fácil para a mamãe. Para o papai era simples: ele não queria te deixar o dia inteiro na escolinha.

Então a mamãe e o papai pensaram com muito carinho, conversaram, e até choraram. E chegaram à conclusão de que não faz muito sentido nos separarmos o dia inteiro assim, para a mamãe trabalhar em um lugar tão longe de casa.

Por isso filho, não estranhe, mas a partir de hoje a mamãe vai ficar contigo em casa. E o papai vem em casa almoçar sempre que der!

E nós vamos poder vivenciar de pertinho todas as conquistas e descobertas do teu primeiro aninho de vida. A mamãe está muito entusiasmada com tudo isso!

Tudo isso, filho, é por ti!

Com amor,

Mamãe.

 

 

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Comentários

19 thoughts on “Querido Ben”

  1. De, que linda carta!
    E a resposta do Ben pra ela, você vai receber dia após dia, vivenciando tudo de pertinho com ele. Que delícia!
    Aproveitem muito essa livre demanda! 🙂
    E parabéns pela coragem e decisão de mudar o que não estava fazendo sentido pra vocês!

    (ps: você faz parte do grupo Maternidade Consciente no face? Eu faço, e vi alguém lá esses dias e pensei ser você, rsrs…)

    Beijinho!

    1. Oi Marina, desculpe a demora para vir aqui responder. As coisas estão meio corridas!
      Obrigada pelo teu comentário, vocês aqui me dão coragem e mais força para encarar tudo!
      Sim, faço parte do Maternidade Consciente, se eu te encontrar por lá, pode deixar que me identifico 😉
      Beijos

  2. Ahhhhh!!!! Que felicidade, De!!! Que felicidade!!!!!!!!!
    Eu nem consigo imaginar como o teu coração deve estar nesse momento. Deve tá com um medinho né, não? Mas diz se lá no fundo não tem uma certeza do que foi melhor a fazer?
    Eu só desejo que essa nova fase da vida de vocês seja uma verdadeira delícia!!!!
    Parabéns pela decisão!
    Um beijo!!

    1. Nana querida, devo confessar que estou com um PUTA medo de tudo isso! Não é fácil sair do bando e trilhar um caminho próprio… mas hei de conseguir fazer uma boa caminhada! Nem que seja para depois dizer: eu tentei!
      Beijos

  3. Ainnn é isso mesmo que eu entendi???!!! Se for, se a livre demanda for livre o dia todo para vcs… Parabéns!!! Pela decisão, pela força na peruca e por seguir seu coração.
    Ler isso, a essa hora (tendo dias de trabalho tão difíceis, que tornam meus comentários raros.. rs), mexeu muito comigo. De verdade. To na duvida do segundo filho, mas a certeza é que não vou repetir o caminho que fiz com Laís. Papo longo… Mas to muito feliz por vcs!!!
    Muito sucesso, muita alegria nessa nova fase de vcs!!! Tenho certeza que no futuro todos vão olhar para trás e perceber o bem que fizeram!!!

    Bjs maiores ainda! 🙂

    1. Oi querida! O importante acima de tudo é a gente decidir com o coração. Não foi fácil pra mim, nunca é. Mas os dias difíceis no trabalho só ajudaram ainda mais a tomar a decisão! Se vamos nos dar bem nesse novo formato, só o tempo dirá!
      Beijos, e obrigada pelo comentário carinhoso!

  4. Denise! Linda a carta. Chorei e sorri. Mais um bebê com sua mãe. Também sou 100% para o João Pedro. Trabalhei somente 15 dias e fui demitida. Mas, se não me demitissem, iria pedir para ir embora. Beijos

    1. Obrigada Maiara. Estou aprendendo a ser 100% casa. Não dá pra ser só dele, porque eu trabalho um pouco. Mas estamos nos ajustando dia a dia e tem valido a pena!
      Beijos, e obrigada pelo comentário carinhoso 🙂

  5. Emocionante sem dúvidas e o que me faz pensar e repensar (se vc que adorava seu emprego e seu colega de trabalho conseguiu fazer o certo, pq eu cansada disso tudo não consigo ?) estou muito feliz pq mais uma família conseguiu “ser família”

    Tudo de lindo para vocês …. seu blog é fofo !

    bju

    1. Oi Simone, obrigada pelo recado carinhoso!
      Pois, realmente não é uma decisão fácil e te entendo perfeitamente. É difícil a gente sair da trilha já traçada pelo “nosso bando” e trilhar um caminho próprio. Força!!
      Beijo grande!

  6. Uau! Valentes hein? Espero que dê tudo certo, é bem como tu explicou pro Ben, a gente inventou um sistema que nem sempre dá muito certo, e às vezes temos que mudar tudo… eu ainda estou com muita coisa na cabeça e nenhuma decisao tomada, mas já contarei nos próximos meses como fica tudo.
    Boa sorte!
    Besitos

    1. Sim, valentes. Não é uma decisão simples, mas colocando as coisas nos seus devidos lugares, a gente vê que tem outras formas de viver a vida, e tenta viver da nossa forma. Vamos ver no que vai dar!
      Beijo grande (e esperando Bezerrinha!!!)

  7. Nossa, De, fiquei muito feliz por vocês! Não tenho a menor dúvida de que vocês serão muito felizes e muito beneficiados com essa mudança. Imagino o frio na barriga, mas imagino também o alívio que deve ter vindo com essa decisão. Parabéns!
    O bebê ainda está na barriga, mas essa é uma questão que me angustia muito. Deixar o emprego não é uma possibilidade pra mim, infelizmente. Pelo menos tenho a sorte – gigante, nesse caso – de ter uma creche da instituição em que trabalho, a dez minutos da minha sala (só preciso da sorte maior ainda de haver vaga pra gente, resposta que só vou receber em dezembro, coisa de um mês antes do parto – haja coração!). Mas, ainda assim, sei que essa é uma questão que vai ficar sempre rondando a minha vida. Fico tão feliz e inspirada quando vejo quem encontra uma solução!
    Beijos e aproveita todas as delícias dessa nova fase!

    1. Oi Marina, realmente foram dois meses de frio na barriga intenso, e um peso enorme das costas quando finalmente decidimos. AInda mais nessa semana de frio intenso que tem feito por aqui, vemos que já valeu a pena não ter precisado tirá-lo de casa de manhã cedinho.
      Olha, se eu tivesse um mínimo de benefício à mãe-bebê, à mãe lactente, qualquer coisa do gênero (como uma creche tão pertinho da sala, como a tua), eu realmente teria ficado mais tempo. Mas não senti nenhuma contrapartida da empresa, então achei melhor pensar 100% no Ben.
      A vaga para seu pequeno certamente virá!
      Beijos, e obrigada!

  8. De, que carta linda! Parabéns pela decisão. Acredito que não tenha sido nada fácil… mas certamente foi a mais acertada. Pelo Ben e por vocês, pais. Essa fase deles pequenos passa tão rápido, né? Quando eles crescerem e tiverem mais autonomia, dá pra gente voltar a trabalhar.

    A minha mais nova vai fazer 5 anos, passei os 2 primeiros dela em casa e ela só foi pra creche com 2 aninhos, e só ia 3 dias na semana. Voltei a trabalhar os tais 3 dias, e depois de um ano larguei o trabalho pra estudar, mas ainda conseguia curtir uns dias com as meninas em casa. Pra gente foi bom. E eu já não me sentia tão mal de deixá-la na escolinha porque ela já curtia muito, até chorava quando não ia.

    1. Oi Ana, obrigada pela visita e pelo recado!
      Realmente, tem uma hora em que é saudável para eles ir à escolinha. Eu gostaria de esperar pelo menos que ele fizesse todas as refeições normalmente, e já caminhasse. Mas vamos ver daqui um ano como estaremos!
      Beijos

  9. Oi De! Ainda não tinha lido este post emocionante!!! Parabéns por vc e seu marido tomarem esta decisão que é muito importante pra vidinha do Ben!!! Com certeza ele crescerá ainda mais feliz, falo isso por experiência própria, minha mãe fez isso por mim e só voltou a trabalhar quando eu já tinha 11 anos, sou muito grata a ela por isso. Desejo muitas felicidades pra vcs!!! Bjos

    1. Oi Amanda, obrigada querida! Vai ser gostoso mesmo estar mais perto dele vendo seu crescimento. Mas não sei se aguento esperar 11 anos! Ahahha
      Beijos

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