Paralisia facial na gestação

Primeiro, preciso começar o post dizendo: calma, tá tudo bem agora.

Já passou. Foi um susto daqueles. Mas como todo susto, a história é mais dramática do que o acontecido em si heheh.

Imagina que um dia estás trabalhando, e de repente te dás conta de que a boca não tá do “jeito certo”? Concentrada no trabalho, deixei pra lá e só fui lembrar de olhar isso à noite, na hora de dormir.

Olhei no espelho e… metade do meu rosto estava sem reação!

O lado esquerdo da boca não fazia o que eu mandava, eu franzia o lábio pra fazer um bico, e o bico ia pra direita. Seria engraçado na verdade, se não fosse meio assustador.

Maridíssimo tranquilo do jeito que é ficou colocando panos quentes e me mandou dormir que amanhã ia estar tudo bem. Foi o que fiz.

No dia seguinte, esse treco me intrigava. Fui trabalhar na Casa Gestar e lá por essas coincidências que a gente nem acha assim tão coincidências, tínhamos marcado um café com as meninas da casa (tudo doula, índia, sabe como?). Comentei com elas minha preocupação, àquela altura meu olho já não estava mais respondendo direito também. Todas acharam estranho, e uma delas, Camilla, enfermeira obstetra <3, resolveu mandar uma mensagem pro obstetra com quem ela tem parceria, só por desencargo de consciência.

[Aqui preciso fazer uma pausa pra lembrar que na manhã anterior, antes de tudo começar, tive consulta de pré-natal no posto de saúde. Foi uma experiência horrível, a médica com uma baita síndrome do pequeno poder, querendo me mostrar que eu não sabia de nada e ela sabia de tudo. Péssimo. Então a essa altura eu ainda não tinha vínculo com nenhum profissional de pré-natal, não tinha a quem recorrer…]

Bom, voltei a trabalhar enquanto elas continuavam o café no andar de baixo. Até que a Camilla veio até mim e disse “o dr. Pablo falou pra vc ir pra maternidade do HU ainda hoje”. [Hospital Universitário]

Minha primeira preocupação foi: mas e todos os trabalhos que preciso fazer? Não tenho tempo pra essas coisas não. Outra hora vou lá no hospital. Hoje não dá.

Minutos mais tarde, outra veio até mim e reforçou que o melhor era eu ir o quanto antes pro HU. (No dia seguinte ela me revelou que o médico na verdade tinha dito pra eu ir imediatamente pro hospital, mas elas quiseram me poupar o pânico)

Bom, parei o trabalho onde estava, chamei o Queridíssimo, e fomos pra lá. No caminho foi me batendo uma preocupação “e se eu não voltar pra casa? e se eu tiver que fazer mil exames? e meus trabalhos?” Fui acionando minha amiga back-up-parceira-pra-todas-as-horas. Não podia deixar trabalho pra depois!

Chegando ao hospital, só pra aumentar um pouquinho o drama, estava sem sistema, a recepção não queria deixar ninguém entrar, nós demos uma volta, um nó na segurança e chegamos à maternidade sem dar entrada direito. Chegando lá, “cadê seu papel?” “não tenho, tá sem sistema e não quiseram me deixar passar”, “vem cá que damos um jeito”. Nisso, a médica responsável ligou na recepção soltando os cachorros, onde já se viu barrar gestante na maternidade porque caiu o sistema? Pois que façam o registro à mão! Depois disso chegaram 3 gestantes que tinham sido barradas. Minha ida à maternidade já não tinha sido em vão!

Ok. Fui examinada pelo médico, relatei o problema, ele suspeitou de algum problema neurológico, fez milhões de testes, chamou outro médico, novos testes. Nada. Me mandaram pra emergência comum, porque aquilo não era um problema obstétrico. Chegando lá, novos testes, olha residente, olha assistente, olha especialista em neurologia. Por testes, leia-se: eu fazendo mil caretas pra mostrar como só um lado do rosto respondia.

Diagnóstico final: Aparentemente não era nada grave. Até existe um vírus que causa paralisia facial, mas os meus sintomas eram tão sutis que não valia a pena investigar ainda. Além do mais o tratamento seria com corticoide, coisa que eu não poderia tomar por ser gestante.

Fui liberada com a recomendação de monitorar os sintomas e voltar caso piorassem.

Depois de um pouco de reflexão, me autodiagnostiquei estresse. Estava cheia de “problemas” na minha cabeça, e nenhum deles parecia ter uma solução palpável. Onde o bebê vai nascer? Será que consigo pagar o parto? Como continuar os trabalhos após o nascimento do bebê? Onde vamos morar? Essas perguntas ficavam vagando incansavelmente na minha cabeça. Isso sem contar a sobrecarga de trabalho na qual estava envolvida desde a virada do ano.

A Camilla me ajudou fazendo algumas pesquisas, e sugeriu que o que eu tinha se chama Paralisia de Bell (e olha que o Google tem até um pdf pra download sobre o tema!). Uma condição rara, mas mais comum em gestantes, que começa de uma hora pra outra e vi embora do mesmo jeito que veio. Comecei a pensar que era exatamente isso.

Com meu autodiagnóstico de estresse, fui numa sessão de shiastu (massagem japonesa) e durante a massagem a senhora japonesa das mãos mágicas me disse que até meu couro cabeludo estava tensionado. A massagem e a conversa dela me ajudaram a liberar um pouco a tensão.

Uma semana depois as coisas começaram a melhorar, e duas semanas depois de surgir, a paralisia facial foi embora como se nada. Ufa!

O que tirei de lição disso tudo foi a tentar levar uma vida mais leve. Se meu couro cabeludo estava refletindo a tensão, imagina como não estava a situação pro nosso bebezinho, nesses primeiros três meses de vida?

Coincidência ou não, tive uma boa redução de trabalho em um dos meus clientes, o que ajudou também a reduzir o estresse. E assim estou levando, tentando não colocar os problemas na frente dos bois.

Sobre os meus “problemas” que me tiravam o sono, aos poucos estamos encontrando solução para cada um deles. Cada um ao seu tempo.

Pronto, tá tudo bem agora!

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sereia

E lá vamos nós de novo…

Já contei lá no Facebook a grande novidade então nem preciso contar aqui né?

Para quem não entendeu a imagem, era uma referência a outro post que fiz tempos atrás sobre a decisão de ter ou não um segundo filho. Modéstia a parte adorei aquele texto, então se tu não leste ainda, vai lá dar uma olhada!

Aquele texto do banho de mar refletia com exatidão o meu dilema em relação ao segundo filho: a vida estava ficando tão boa, o Ben numa fase deliciosa… e começar tudo de novo?

Ao mesmo tempo, tinha a vontade enorme de que o Ben crescesse com um irmãozinho, e sem uma distância muito grande de idade para que eles pudessem brincar muito juntos.

Fui postergando a decisão e a colocando prazos: primeiro, o desmame… depois, o Paco

Então essas duas coisas aconteceram, e ainda assim eu não conseguia tomar uma atitude. Estava usando DIU (mirena), então não era só tomar a decisão, tinha todo um processo (nem tão complicado, vai… marcar consulta, pedir a retirada do DIU…). No final de novembro finalmente consegui me organizar pra ir ao médico, mas como vou no posto de saúde do bairro, nunca conseguia marcar uma consulta.

Até que começou o ano, e eu decidi que não tinha mais desculpa: no primeiro dia útil, marquei uma consulta particular na clínica mais cesarista da cidade e na primeira sexta-feira do ano consegui finalmente tirar o DIU.

Fiquei então esperando menstruar pra poder começar a controlar o meu ciclo, verificar ovulação, essas coisas…

Mas passou pouco tempo… três semanas. No sábado de Carnaval, eu estava me sentindo muito esquisita. Pensei “das duas uma: ou estou grávida, ou vou ficar menstruada.” Só tinha um jeito de descobrir isso rápido. Comprei o teste de farmácia (comprei logo dois, vai que né…). Chegamos em casa, fui direto fazer o teste… e pimba!!

Mas gente!

Lembrei da Luiza e o Hílan Diener cantando eu sou fértil demais. (Queridíssimo acha que quem é fértil é ele, mas… acho que foi um bom trabalho em dupla!)

E assim começamos a nova jornada!

Depois de um primeiro trimestre TENSO, agora já começo a viver novamente e voltamos à programação normal. Ainda estou meio insegura com tudo o que está por vir. Mas acho que faz parte da viagem por um novo desconhecido, né?

Algumas coisas que sabemos sobre o bebê 2:

  1. nasce em meados de outubro
  2. não tem dpp precisa porque não tem uma dum precisa
  3. vai ser um bebê surpresa!
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Três conceitos fundamentais para entender a Primeira Infância

O desenvolvimento saudável nos primeiros anos de vida fornece os alicerces para o sucesso escolar, a produtividade econômica, a cidadania responsável, a saúde a longo prazo, o fortalecimento das comunidades e o sucesso dos pais da próxima geração.

A série de vídeos abaixo descreve como os avanços na neurociência, biologia molecular e genômico nos permitem uma compreensão muito melhor de como as primeiras experiências são construídas em nossos corpos e cérebros, para melhor ou para pior.

Os vídeos foram produzidos pelo Center on the Developing Child, da Universidade de Harvard, e traduzidos para o português pelo Núcleo Ciência pela Primeira Infância.

1. As Experiências Moldam a Arquitetura do Cérebro

2. O Jogo de Ação e Reação Modela os Circuitos do Cérebro

3. O Stress Tóxico Prejudica o Desenvolvimento Saudável

 

Fonte: http://developingchild.harvard.edu/resources/three-core-concepts-in-early-development/

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Aos três anos: fala pelos cotovelos!

Da série: criei um monstrinho

– Mas o meu prato não tá bem lindo, não tem alfaceeeeee [buááááááááá…..]

Ou:

– Papai, mamãe, cadê o alface no seu prato?

Outra série: tentando colocar panos quentes:

Eu: – Ben, por favor, recolhe essas cascas de ovos que tu estás jogando no chão!

Ben: – Não tem plobema… é só uma sujeirinha!

Das ideias que não são muito boas:

Eu: – Já sei, a gente pode ir tomar um banho enquanto espera o bolo ficar pronto, que tal essa ideia?

Ben: – Humm… essa é uma ótima ideia, mas eu não gostei muito.

Das más-influências:

– Vovô, sabia que eu vou comer muito, vou ficar forte, e crescer. Daí eu vou poder tomar cerveja?

Das palavras que logo logo vão deixar de existir:

– Um, dois, três e… valente!

– Pelacidade máximaaaa (seria velocidade, mas quem vai corrigir?)

Das observações sobre a vida:

– Sabe, mamãe, a granola faz croc croc. E sabe o que mais faz croc croc? Cenoura e rosquinha!

Das palavras…

Ben: – … e daí eu peguei o… como é o nome daquele que faz “assim”?

Eu: – Alicate

Ben: – Alicate, isso mesmo, muito bem!

(É claro que eu esqueci boa parte, mas logo eu lembro mais e atualizo o post…)

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divertida-mente-dublado

O que podemos aprender com o filme “Divertidamente” para a criação dos nossos filhos

Temos muito a agradecer à Pixar e Disney pelo filme Divertidamente, que ressalta a importância das vidas emocionais das crianças e fornece um veículo criativo para ajudá-las a aprender a compreender e gerenciar as suas emoções complexas. Mais importante ainda, o filme lembra os pais que ter uma criança feliz não significa que seu filho deva ser sempre feliz.

Divertidamente conta a história de 11 anos de idade, Riley, que vemos lutando para navegar pelos desafios de uma mudança de cidade através da gama de emoções que são apresentados como personagens em seu cérebro: Alegria, Tristeza, Medo, Raiva e Nojinho. Ao mesmo tempo, seus pais percebem que precisam reconhecer e honrar sua dor.

A poderosa mensagem para levar para casa: Tristeza e Alegria podem co-existir. Elas fazem parte de uma gama complexa de emoções que as crianças vivenciam, e é um presente poder reconhecer e ajudar as crianças a lidar com estes sentimentos.

Vivenciar experiências difíceis ajuda a construir força e resiliência, e é em última análise o que dá às crianças um sentimento de contentamento e bem-estar.

Por que é relevante para os pais de bebês e crianças?

As crianças pequenas são profundamente seres de sensações. A partir dos primeiros meses de vida, bem antes que possam usar as palavras para expressar-se, os bebés têm a capacidade de experimentar picos de alegria, excitação e euforia. Eles também sentem medo, dor, tristeza, desespero e raiva, emoções que muitos adultos, compreensivelmente, acham difícil acreditar que essas crianças possam experimentar. Mas, assim como Riley no filme, bebês e crianças precisam de seus pais para ouvir e simpatizar com seus sentimentos difíceis de dor e perda de modo a ajudá-los a seguir em frente de maneiras positivas.

O que os pais podem fazer?

  • A partir dos primeiros meses, sintonize-se com os sinais do bebê – os seus sons, expressões faciais e gestos – e responda com sensibilidade. Isso permite que os bebês saibam que seus sentimentos são reconhecidos e importantes. Isso pode significar parar uma brincadeira de cócegas com 4 meses de idade, quando ela arqueia as costas e olha para o lado, sinalizando que ela precisa de uma pausa. Ou levar o bebê de 9 meses de idade até a janela para acenar à mãe quando ele está triste de vê-la sair para o trabalho.
  • Nomeie e ajude a crianças a lidar com sentimentos. Emoções como raiva, tristeza, frustração, decepção e vergonha podem ser esmagadoras para crianças pequenas. Nomear esses sentimentos é o primeiro passo para ajudá-la a aprender a identificar e aceitá-los e mostrar às crianças que esses sentimentos são normais. Isso pode significar reconhecer a raiva em um pequeno de 18 meses de idade em ter que deixar o parquinho, enquanto a coloca no assento do carro; validar a frustração de um pequeno de 2 anos vendo sua torre de blocos caindo de novo e de novo; ou ter empatia com a tristeza de um de 3 anos quando seus avós vão embora depois de uma longa visita.
  • Não tema os sentimentos. Os sentimentos não são o problema. É o que fazemos, ou não fazemos, com eles que pode ser problemático. No filme, a personagem Nojinho exclama, com razão: “As emoções não pode parar!” Assim, os pais devem ouvir abertamente e com calma quando as crianças compartilhar sentimentos difíceis. Isso faz com que se sintam seguros para expressá-las. Quando os pais perguntam sobre e reconhecem os sentimentos, as crianças aprendem a aceitar e expressá-los de maneira aceitável ​​e saudável ​​ao longo do tempo, ao invés de temê-los.
  • Evite minimizar afastar a criança de seus sentimentos. Esta é uma reação natural – nós só queremos fazer os sentimentos ruins irem embora – colocá-los no “círculo de tristeza” (estratégia especial da alegria para manter a dor emocional à distância), ou relegá-los para o “subconsciente, onde eles pegam todos os desordeiros”. Mas isso envia a mensagem de que estes sentimentos são “errados” e não inaceitáveis, o que leva a evitar sentimentos difíceis, tirando da criança a oportunidade de aprender a geri-los de forma eficaz. Em vez disso, esses sentimentos devem ser expressos de outras formas, muitas vezes através de palavras e ações agressivas, ou ficar voltada para dentro, o que pode, consequentemente, tornar a criança ansiosa ou deprimida.
  • Ensinar ferramentas para lidar. Ensine o bebê de 18 meses, que está com raiva que acabou seu tempo com o iPad, a bater seu pé no chão com força para expressar sua raiva, ou desenhar sua irritação com um lápis vermelho. Ajude o de 2 anos de idade que está frustrado por não conseguir acertar a bola na cesta, a encontrar outras formas de resolver o problema. Leve a criança de 3 anos que está com medo de começar na escola nova a conhecê-la com antecedência – conhecer os professores e brincar no parquinho – de modo que o desconhecido pode torne-se familiar.

(traduzido livremente do artigo original de Claire Lerner ZERO TO THREE)

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Oi?

Sim, muito tempo sem vir aqui. A boa notícia é que estou trabalhando muuuito, e quase não dá tempo de parar na frente do computador para fazer algo que não seja trabalho.

Sinto muita saudade do blog. Mas não tenho muito o que contar, sabe quando a vida entra em velocidade de cruzeiro? Claro que tem suas emoções, mas não são mais aquelas emoções de mãe de primeira viagem.

Um dos meus trabalhos é um projeto muito bacana que fala sobre a Primeira Infância. Volta e meia eu me deparo com uns artigos super interessantes, vou tentar traduzí-los para publicar aqui.

Vamos ver como me saio!

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O dia em que o Paco virou estrelinha…

img_5353Era um fato anunciado: o Paco, nosso cão, estava velhinho, e sabíamos que em breve ele partiria. Estava prestes a completar 15 anos.

Paco era o cão da minha família. Ainda éramos adolescentes quando ele foi adotado. E com mil e um ajustes familiares ao longo do tempo, ele acabou vindo morar com a gente em 2013, quando o Ben tinha 8 meses.

Na manhã do dia 19 de outubro, estava fazendo o café da manhã quando olhei pela janela da cozinha e achei estranho o que vi: o Paco estático dentro da casinha… Aproveitei uma distração do Ben, que brincava na sala, e fui lá conferir o que o coração já tinha certeza… ele tinha partido.

Comentei discretamente com o Queridíssimo e tentamos não tocar no assunto ao longo da manhã. Nem precisamos conversar: os dois sabíamos que era melhor que o Ben não visse o Paco daquele jeito.

Esperamos que ele fosse para a escola para fazer alguma coisa. O Paco foi enterrado em um terreno perto da nossa casa, e ainda fiz questão de plantar uma semente na terra que o cobriu…

À noite, na hora do jantar, resolvemos conversar com o Ben sobre o assunto. Era melhor que estivéssemos os três juntos, do que ele perguntar no dia seguinte e um de nós não saber responder…

Então eu comecei a conversa:

– Ben, sabia que o Paco virou uma estrelinha?

– Por que, onde ele está?

– Ele virou uma estrelinha e foi pro céu.

– Por que que ele foi embora??

– Ele estava muito velhinho, estava cansado de ser cachorro e agora virou uma estrela lá no céu. – completou o Papai.

– Mas eu não quero que ele vá embora…

– Mas ele tá lá em cima no céu cuidando da gente agora.

E o assunto terminou com:

– Por que… por que… por que que não tá na hora de almunçar agora? Eu quero, eu quero, eu quero uma água….

Mais ou menos assim terminamos o assunto. Alguns minutos mais tarde, ele pediu pra ir lá fora ver se encontrava o Paco no céu. Mas era uma noite chuvosa e não tinha estrelinhas. (não sei ainda se isso foi bom ou ruim) Mesmo assim, ele ficou na porta chamando: “Pacoooo”…

Foi bem tocante.

Não voltamos mais a falar no Paco até uns três ou quatro dias depois. Por acaso, eu tinha trabalhado em um artigo naquela semana que falava que as crianças pequenas levam mais tempo para assimilar uma informação nova. Podem não entender na hora, mas no dia seguinte lembram e processam a informação. Acho que foi isso que aconteceu com o Ben.

No final da semana ele resolveu tocar no assunto: “Quando for de noite, a gente vai ver o Paco!”. E essa frase tem se repetido diversas vezes desde então, assim, solta em alguns momentos do dia. Só que coincidentemente ou não, faz mais de 20 dias que não para de chover nessa cidade (#help) e ainda não tivemos uma noite estrelada para “ver o Paco”.

Confesso que de minha parte fiquei um pouco aliviada com a partida do Paco, pois ele estava realmente velhinho e debilitado. O Ben sabia disso. Acontece que até pra mim tem sido uma “ausência” esquisita de conviver. Imagino como deve ser pra ele, que cresceu com essa companhia…

Foi gostoso resgatar algumas imagens que mostram a parceria dos dois ao longo do tempo:

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Quatro dicas de ouro que aprendi com minha irmã e dou de brinde pra vocês

Minha irmã mais velha, Elisa, é minha guru na arte de criar crianças com apego. Acho que ela nem sabe que cria com apego, mas ela é pro nisso! Ela tem duas filhas, a Marina (minha afilhada), de 8 anos e a Natália, que vai fazer 6.

Nesses 30 e poucos meses de maternagem, já perdi as contas de quantas vezes recorri a ela e quantas dicas ela me deu (muitas vezes sem nem perceber) para aquelas situações que pareciam sem saída.

Reuni aqui as quatro dicas mais marcantes que eu tenho usado desde sempre e sempre funcionam.

  1. Foca nele.

Essa dica ela me deu quando eu estava perdida nas tentativas frustradas de fazer o Ben dormir durante o dia. Segundo a teoria dela, o Ben não dormia durante o dia por dois motivos básicos. O primeiro era porque ele precisava gastar mais a energia (que era muita) e o segundo era porque o momento que eu mais me dedicava a ele era durante minhas tentativas de fazê-lo dormir. Então, a primeira dica de ouro foi essa: cansa bastante ele entre uma soneca e outra, e foca nele. Assim, ele vai ficar cansado o suficiente para dormir e não vai querer aproveitar esses momentos juntos pra ficar acordado. Essa dica funciona até hoje, muitas vezes percebemos que o Ben quer aproveitar que o papai e a mamãe estão juntos pra continuar acordado, então a gente supre bastante ele com a nossa presença durante o dia.

2. Ele vai te dizer

Foi crucial durante a introdução alimentar e é algo que aplico em outras fases de desenvolvimento também. Eu recorri a ela porque não estava sabendo o momento de introduzir o jantar na rotina do Ben. Ele tinha uns 9 meses, comia de manhã, no almoço e à tarde, e o restante do dia era só mamá. Perguntei pra ela quando devia começar com as jantinhas. E em vez de ela me responder “com 10 meses e 1 semana”, por exemplo, ela me respondeu “ele vai te dizer”. Na hora fiquei meio perdida, mas não deu outra: umas duas ou três semanas depois, o Ben começou a pedir pra mamar em um horário que normalmente não mamava. E nessa hora percebi que ele estava querendo mais uma refeição.

Eu acho essa dica muito linda, porque permitiu que eu começasse a confiar nos sinais que o Ben estava dando de que podia passar para uma próxima fase. Com ela, aprendi que em vez de ficar confusa, o jeito era confiar nele e seguir seus sinais para juntos andarmos um passo à frente.

3. Lanche = fruta

Nada de papinhas elaboradas, muito menos biscoitos ou mingaus. A melhor opção para o lanche de criança pequena é fruta. Vamos combinar que nada mais prático que abrir uma banana, picar uma maçã, lavar umas uvas, hein? Serve para os adultos também (mas aí temos que quebrar alguns hábitos). Aqui em casa raramente temos na despensa outras opções além da fruta para o lanche. A exceção é na escola, pois lá oferecem frutas para todas as crianças e todas levam algum lanchinho para acompanhar (normalmente mandamos bolo caseiro, bolacha de água e sal, frutas secas, pão ou iogurte natural). Em casa, lanche = fruta em 90% das situações.

4. Não pergunte, dê opções

Fundamental para quando esses bebezucos começam a deixar claro que têm suas próprias opiniões. Um erro muito comum de quem costuma respeitar as vontades dos bebês, como a gente, é perguntar em vez de mandar a criança fazer  o que a gente quer. “Vamos jantar agora?”, “Quer colocar o casaco?”, “Vamos trocar a fralda?”. O problema é que não nos damos conta de que, apesar de ser importante respeitá-los, eles não têm maturidade para decidir coisas muito complexas. Ainda mais na fase em que descobrem o poder da palavra “não”. Como assim parar de brincar agora pra jantar? Pra quê colocar um casaco se estou confortável com essa roupa? Provavelmente é assim que eles se sentem. Então aprendi com minha irmã a dar duas opções, entre coisas que eu gostaria que ele fizesse. Por exemplo: “Você quer jantar no prato rosa ou azul?”, “Quer colocar esse casaco ou aquele?”, “Quer levar o pato ou o urso para trocar fralda com a gente?”. São perguntas que deixam a criança sem saída e não abrem espaço pra dizer não.

De nada 😉

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2 anos, 6 meses e 20 e poucos dias

Relato de desmame do Ben – 2 anos e quase 7 meses

Hoje fez três semanas que o Ben mamou pela última vez. Foram dois anos, seis meses e um pouco mais de 20 dias de amamentação. Seis dias depois ele faria 2 anos e 7 meses.

Estou desde então querendo escrever esse relato, e acho que demorei porque realmente não sabia por onde começar. Se eu começar do começo, vocês ficariam entediados. Se eu começar pelo fim, vai sair só um parágrafo de história. Decidi então começar pelo meio mesmo.

Se alguém me dissesse um dia que o desmame do Ben levaria pouco mais de um ano, eu teria desanimado antes mesmo de começar. Na verdade, me disseram que o desmame levaria bastante tempo, e por isso eu decidi nunca pensar nele.

No ano passado eu entrei em um grupo no Facebook chamado “Amamentação com desmame natural”. Eu gostava bastante do conteúdo, mas depois de um tempo comecei a perceber que a expressão “desmame natural” pode ter diversas interpretações. E pela postura da maioria do grupo, o desmame deveria partir única e exclusivamente do bebê, e jamais da mãe. Em vez de me frustrar, ou mesmo partir para a defensiva, o que eu fiz? Saí do grupo. Só hoje eu entendi melhor o que aconteceu ali: sem perceber, eu já estava interferindo na amamentação do Ben, pois a partir de um certo momento, precisei tomar para mim as rédeas da amamentação.

Esse foi o ponto crucial, no meu ponto de vista, da amamentação prolongada. A partir do momento que eu tomei as rédeas, a amamentação deixou de ser um fardo para mim, pois eu só amamentava quando estivesse confortável para mim. Calma, parece radical da minha parte, mas vou explicar como isso aconteceu de uma forma que o Ben quase nem percebeu.

O início do fim

Entre os 15 e 21 meses do Ben, eu trabalhei em período integral. Isso significou que na maior parte do dia (leia-se período diurno) ele não mamava. Eu o buscava a partir das 17h e então o mamá era em livre demanda até o dia seguinte.

Quando ele fez uns 18, 19 meses mais ou menos, basicamente mamava quando chegava da escola, antes de dormir (20h), e então algumas vezes à noite, e pela manhã.

(Agora uma pausa para lembrar que nesse período fizemos desmame noturno, então ficou meio confusa essa questão, pois ao mesmo tempo em que ele não mamava à noite, tivemos vários episódios de dentes nascendo – caninos e molares – e gripe que regredimos no desmame noturno. E as mais atentas, que me seguem no Facebook, vão lembrar também que uns seis meses depois eu ainda dizia que ele mamava à noite.)

Ainda nessa fase, entre 18 e 19 meses, eu passei a não dar mais o mamá quando ele pedia ao chegar da escola. Nessa hora, em vez de dar o peito, eu mostrava algum brinquedo, oferecia fruta, distraía ele com algo. Quase sempre funcionava, e aos poucos ele parou de pedir para mamar nessa hora. Ficou só com a mamada antes de dormir e as noturnas. Se não me engano eram perto da 1h e das 6h da madruga.

Com mais ou menos 20 meses, comecei a limitar a livre demanda, especialmente na rua. Quando ele pedia, eu dizia que não era hora, ou distraía, oferecia fruta. Em momentos críticos, obviamente eu cedia – especialmente quando queria muito que ele tirasse a soneca. Aos poucos, ele parou de pedir para mamar fora de casa.

Quando ele fez dois anos, eu tive diversos episódios de cândida nos seios. Era muito dolorido amamentar. Cheguei a pensar em desmamar, mas na noite de Natal, refletindo sobre tudo o que já tínhamos passado, observando o Ben mamar decidi que deixaria que ele decidisse a hora de parar. Afinal, já tínhamos chegado até ali. Eu simplesmente não me via interrompendo essa história.

Em janeiro eu viajei pela primeira vez sem ele, por 3 dias. Como contei neste post do Facebook, nessa e outras vezes que eu viajei fiquei secretamente torcendo para que ele desmamasse. E em todas as vezes ele plugou imediatamente no peito quando nos reencontramos.

Nesse verão, apesar de o Ben não mamar muito durante o dia, tinha dois momentos fixos em que ele mamava, o que me fazia acreditar que o desmame estava muito longe: antes de dormir e ao acordar. Muitas vezes ele ainda mamava de madrugada, quando acordava e vinha para a nossa cama.

Só que aos poucos, meio naturalmente, ele passou a sair do banho (que ele toma com o pai) e ir direto para o quarto assistir ao boi de mamão e dormir. Acho que ele nem percebeu quando deixou de precisar do mamá para pegar no sono à noite. Assim, só restou o mamá das 7h da manhã, que era meio que um ritual dele:

Acordava, vinha para a nossa cama, deitava do meu lado, pedia para mamar. Se eu não desse o mamá (coisa que chegamos a tentar em fevereiro), ele acordava para sempre, de modo que para garantir alguns minutos extras de “sono” eu cedia. Então ele mamava um peito, largava, pedia “eu quero esse outro mamá aqui”. Mamava o outro peito, largava, saía da cama, dava a volta na cama, ia até o pai: “papai, vem, vamos lá em baixo assistir à peppa que a mamãe vai dormir mais um pouquinho”.

Era o ritual dele, criado por ele. Não tinha por que mudar.

O fim do fim

É nessa hora que o relato começa a ficar mais detalhado, mas só para mostrar para vocês que, apesar de eu considerar que o desmame tenha começado um ano atrás, o desmame em si aconteceu muito rápido, e quase me pegou de surpresa.

Em julho, a fotógrafa Natália Brasil me convidou para um especial sobre amamentação, especialmente amamentação prolongada, que ela queria produzir para a Semana Mundial de Amamentação.

No dia 04/07, havíamos combinado que o Ben iria passar a noite com a vovó. Como dormiu com a vovó, não mamou na manhã de domingo. Chegou segunda-feira, e a mesma coisa, não pediu pra mamar. Não lembro muito bem por que. E ficou tudo bem, ele nem percebeu!

Nisso, estávamos marcando a sessão de fotos com a Natália, eu avisei a ela que o Ben não mamava desde sábado. Ela sugeriu antecipar as fotos para quarta-feira. E aqui devo confessar que nem negociei o mamá quando ele pediu, porque queria garantir que ele ainda estivesse mamando na quarta-feira!!

No dia das fotos, ele estava super feliz porque a gente ia tirar foto “do Ben mamando!”. Na hora da sessão foi muito engraçado, ele ficou eufórico de mamar às 10h da manhã! Ele dava gargalhadinhas felizes e incrédulas enquanto eu abaixava a blusa para ele mamar. Fofo.

A sessão durou pouquíssimos minutos, porque foi o tempo que ele se interessou em mamar ahaha.

A quinta e a sexta-feiras foram dias normais em relação à amamentação. Acordou, veio pra cama, mamou um, mamou o outro, chamou o pai pra ver a peppa, e a mamãe dormiu mais um pouquinho.

Eis que no sábado de manhã, algo aconteceu: ele acordou e chamou o pai. O pai atendeu, os dois desceram pra tomar café. E ninguém falou em mamá.

No domingo, a mesma coisa, para minha estupefação.

Nos dois dias, ele chegou a pedir pra mamar, mas fora de hora, fora de casa, eu conversei com ele, expliquei que não era hora de mamar. Ele reclamou um pouco, mas logo aceitou.

No domingo à noite, ele estava jantando no meu colo. Eu comecei a conversar “em códigos” com o Queridíssimo. Dei a entender que, do jeito que tinha sido o fim de semana, se ele pedisse para mamar na segunda-feira de manhã eu não daria mais. Queridíssimo pegou a ideia, e deu total apoio. Afinal, se eu não desse o mamá, era a ele que o Ben iria recorrer.

Nisso, o Ben sacou a conversa e perguntou:

– Por que mamãe?
– Porque tu já estás grande. Não precisa mais mamar, né?
(ele me olhou, olhou pro mamá e sorriu pra mim)
– Por que?
– Porque tu já és grande, já vai ao banheiro sozinho, já come de tudo, já fala, brinca. Não precisa mais mamar, né?
(me olhou, olhou pro mamá, sorriu pra mim)
– Ben, fala tchau pro mamá?
– Tchau mamá! (abanando a mão)

Nessa hora fez-se um silêncio em casa. Pra mim, foi um momento super emocionante, apesar de ainda não assimilar tudo o que estava acontecendo.

No dia seguinte, ele teve uma crise de tosse de madrugada e pediu pra mamar.Só que não era hora de mamar (estávamos levando a sério o desmame noturno), e eu aproveitei o momento para lembrá-lo:

– Lembra, que a gente deu tchau pro mamá?

Ele lembrou. Parou de pedir e voltou a dormir imediatamente.

Passaram-se cinco dias, e no dia em que completou 2 anos e 7 meses, ele pediu mais uma vez pra mamar. Eu novamente relembrei que ele tinha dado tchau pro mamá.

E desde então, tivemos mais umas 2 ou 3 recaídas, mas quando eu lembro que ele deu tchau pro mamá, ele de conforma e relaxa, ou volta a dormir.

E assim ficou registrada a antepenúltima vez que o Ben mamou em sua vida:

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Foram quase 31 meses. Não vou dizer que foram fáceis. Mas certamente foram muito gratificantes. Ver meu filho crescer com saúde, e ter respeitado seu tempo valeu por cada dor, mastite e cansaço por que passei.

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5 presentes de aniversário de 2 anos e alguns extras

Escolher um presente de aniversário, especialmente para crianças pequenas, pode ser um desafio. A gente nunca sabe se a criança vai aproveitar, se vai ser um presente de grego para os pais, ou se vai virar o presente predileto da criança. Eu, particularmente, adoro escolher aquele presente para aquela criança, pensando com carinho sobre o que ela (e porque não, seus pais) mais gosta.

Hoje trago cinco sugestões de presentes com base no que o Ben ganhou de aniversário, e resolvi incluir também alguns extras que ele ganhou de Natal, ou que vi seus amiguinhos ganharem e foi sucesso.

Diferentemente de 1 ano de idade, quando o desenvolvimento dos bebês é meio parecido, aos 2 anos já conseguimos perceber algumas preferências entre as crianças. Então, essas dicas são baseadas nos gostos específicos do Ben – é importante conhecer um pouco a criança que será presenteada para ver se aquele presente vai agradá-la também.

Eu acho que todas as opções podem ser dadas para meninos e para meninas. Adoro brinquedos unissex e gosto de mostrar para o Ben que ele pode brincar com tudo o que quiser!

Aí vão:

CAVALINHO DE PAU

Ben abraçado em um cavalinho de pau
Estimula o movimento, a imaginação, e se a criança tiver vários (como o Ben), ainda envolve toda a família.

FANTOCHES

Ben com fantoches do Boi de Mamão e do Cavalinho
Estimulam a imaginação e a interação entre adultos e crianças. Estes em especial são do Boi de Mamão (não diga!), mas qualquer personagem rende boas histórias!

BLOCOS DE MONTAR

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Blocos de encaixe: estimulam o raciocínio, a imaginação (podem virar qualquer coisa!), a matemática, o aprendizado das cores. Esse caminhão que vem com blocos de montar é demais: porque adoramos brinquedos 2 em 1!

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LIVROS

Livros: especialmente aqueles que têm a ver com algum aspecto do cotidiano, como desfralde, alimentação, escovar os dentes. Indico este especialmente, que lida com a questão do Rosa X Azul
Sugiro temas que tenham a ver com algum aspecto do cotidiano que a criança esteja passando, como desfralde, alimentação, escovar os dentes, chegada de um irmãozinho. Este livro em questão, que lida com a questão do Rosa X Azul, é ótimo nessa idade em que as relações na escolinha passam a ter tanta influência. O livro foi lançado no ano passado pela Nívea Salgado, Mil Dicas de Mãe, e tivemos a honra de receber com dedicatória <3

CANETINHA RISCA E SAI

Canetinha Risca e Sai: esta pode ser usada no azulejo do banheiro e é lavável. Estimula a criatividade e ainda torna o banho mais divertido
Esta pode ser usada no azulejo do banheiro e é lavável. Estimula a criatividade e ainda torna o banho mais divertido. Nem preciso dizer que nosso banheiro vive colorido, né?

EXTRAS:

  • Talheres de alumínio na versão infantil: porque eles adoram imitar os adultos.
  • Carros, carrinhos, carrões: presente infalível, até para as meninas.
  • Panelas e pratinhos: nessa fase começa o faz-de-conta, imitar atos do dia a dia é cada vez mais comum.
  • Roupas: nunca são demais. Pijama é um plus.
  • Calcinhas e cuecas: uma mão na roda para os pais, já ter as roupinhas de baixo quando iniciar o desfralde.
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