#Aos 16 meses

Um post atrasado, mas antes tarde do que mais tarde!

Semana passada o Ben fez 16 meses, e de presente adicionou duas novas palavras ao vocabulário: caiuuuuuuu e dente (teti).

A primeira ele fala toda vez que alguma coisa bate, cai ou ele joga mesmo (cara de pau!). Fala também quando o pai espirra, um fofo!

A segunda é a sua mais nova mania: escovar os dentes. Mas tem que ser ele próprio, se nós tentamos escovar é um escândalo digno de conselho tutelar. Ele começou com essa paixão quando descobriu um livrinho chamado “O cavalinho escova os dentes”, e esse cavalinho faz tudo igual ao papai. É um sarro! Tem uma hora no livro que o cavalinho enche a boca de água, e nós fazemos o som com a boca, e ele adora! Normalmente ele pega o livro e vai passando as páginas rápido até chegar nesse momento auge, e morre de rir! Delícia!

Outras palavras do seu vocabulário são: água (aua), não (dao), tchau (táu), gol (gu) e quero (té), além dos clássicos té e tá que servem pra tudo!

Ele já entende tudo o que a gente fala, o que me leva a crer que se faz de louco de vez em quando e finge que não está entendendo algumas coisas, especialmente quando envolvem um “não” no meio da frase.

Se está com sono, um “não” pode ser motivo de muita brabeza, mas a gente explica os motivos e tenta mudar de foco. Normalmente funciona!

Na páscoa, ele ganhou uma cesta de frutas da vovó, mas ficou muito interessado nos chocolates que as outras crianças ganharam. Ficou muito brabo quando oferecíamos uva, quando na verdade ele queria eram aquelas bolinhas que saíam dos saquinhos plásticos. Chegou até a comer do chão, num momento de distração nosso!

Foi muito engraçado na volta pra casa, quando eu e o papai estávamos doidos pra comer um chocolatinho. A gente abria as embalagens com toda a delicadeza do mundo, para fazer o  mínimo de barulho e evitar ao máximo despertar a curiosidade do serzinho no banco de trás. Entregava o chocolate para o outro no maior estilo passando-a-cola-pro-colega-no-meio-da-prova. De repente, lá trás surgia um “té, Té, Tééé!!!”, no maior estilo to-aqui-só-sacando-vocês-seus-bobões.

Na maioria das vezes deu para distrair o bichinho. Algumas vezes entreguei só o pedaço de castanha sem o chocolate ao redor.  Mas não pudemos escapar de dar um pouquinho do chocolate para o pequeno, mejulguem.

Mas pra quê? Pra quê dar chocolate a um serzinho em plena formação de caráter??

À noite o menino ficou virado no jiraia, não queria saber de dormir de jeito nenhum e ficou fazendo coisas caóticas pela casa. Traumatizei. Açúcar nunca mais!!

Ben com cara de sapeca

Vou comer muuuuito chocolate!

 

Outras coisas fofas que ele faz (peraí que vou lá pegar o babador e já volto, querem também?)

- “Ben, vamos lá trocar a fralda?” – E lá vai o pequerrucho até o seu quarto, deita no colchão e coloca as pernas pra cima!

- “Ben, senta para a mamãe lavar o teu pé.” – E o bichinho senta na banheira e ergue um pé de cada vez.

- Esses dias ele estava com uma mania: pegava um pé da sandália e pedia para calçar. Depois, pegava um pé de meia e pedia para calçarmos no outro pé. E então pegava outro pé da meia e pedia para calçarmos no mesmo pé que já estava de meia. E assim passava a manhã, com duas meias em um pé e uma sandália de dedo no outro.

(fim do post escrito em pleno horário de trabalho pra matar a saudade do meu pequerruchinho)

 

 

Espalhe por aí:
Facebook Twitter Email

Na hora de fazer o enxoval, troque…

Troque o enxoval em Miami por uma equipe de parto  humanizada.

Troque o papel de parede do quarto pelo acompanhamento de uma doula.

Troque o kit de chupetas e mamadeiras ultra-modernas pelo aconselhamento de uma consultora em amamentação.

Troque o kit berço 11 peças por 3 tipos de sling.

E aí terás um enxoval com tudo aquilo que um recém-nascido precisa:  respeito ao nascimento, peito e colo, muito colo.

 

Espalhe por aí:
Facebook Twitter Email

Sem limite na zueira

#Cena 1

Ben estava jantando, agora ele fica com dois talheres, um em cada mão, e come sozinho, num misto de colher com garfo com mão mesmo. Era macarrão com carne moída e abobrinha. Ele adora macarrão, se esbalda! A carne, quando ele pegava com o garfo, jogava fora do prato. E a abobrinha foi solenemente ignorada.

Depois de um tempo, pediu água.

De repente, começou a colocar, colherada a colherada, a comida dele dentro do copo d’água. Não contente, enfiou as mãozinhas dentro do copo, catou a comida ali dentro E comeu! Inclusive a abobrinha até então ignorada.

Mas aparentemente ele gostou da brincadeira, pegou o pratinho inteiro e virou dentro do copo. E começou a comer toda a comida E beber a água!

Eca!

IMG_3818[1]IMG_3819[1]

#Cena 2

Estávamos nos preparando para ir viajar, naquela função de arrumar a casa, preparar malas. Ben enlouquecido mexendo em tudo como sempre. Saiu pela porta da cozinha e no caminho encontrou um pano de prato.

Achou uma poça d’água da chuva e achou que ali seria um bom lugar para lavar o pano de prato.

Fim.

#Cena 3

Ainda durante os preparativos para viajar, eu estava penteando meus cabelos e ele olhou pra escova e começou a pedir: ” Té té té téééé”. Ofereci a escova pra ele, ele abaixou a cabeça esperando que eu penteasse ele também. Fofo! Fui guardar a escova no banheiro, ele seguiu, cada vez mais alto: ” Té té téééé”. Entreguei a escova pra ele.

Já faz 6 dias, e ainda não sei onde está minha escova de cabelo.

#Cena 4

Estava rolando Maratona Cultural na cidade, e o plano era ir para o Centro caminhar por lá e conferir os eventos. Na mesma tarde teríamos uma festinha de aniversário, então o cronograma estava meio apertado. Nos arrumamos incrivelmente cedo (#win!) e conseguimos ficar prontos duas horas antes do horário da festinha. Colocamos o Ben na cadeirinha do carro e… cadê a chave?

Começamos a procurar pelo óbvio, cachepô na entrada de casa, bolsas na sala, sapatos na sala, brinquedos do Ben. Nada, nada, nada. Gavetas do quarto do Ben, gavetas do nosso quarto, barraca do Ben, baixo do sofá, baixo de todos os móveis. Nada, nada, nada. Geladeira, micro-ondas, pote de ração dos bichos, dentro armário de panelas, lugares altos. Nada, nada, nada. Tudo isso de novo, duas vezes. nada, nada, nada Partimos para o quintal: cerca de 800 metros quadrados de mato crescido. Fizemos uma pausa para refrescar a cabeça: Diego tomou uma taça de vinho (#umlorde) e eu postei um pedido desesperado no Facebook. Passados alguns minutos, ouço o queridíssimo chamando lá fora. Ele só apontou com os olhos: as chaves do carro no meio de uma moita, no meio do quintal-com-mato-crescido. #Sorte!

Podia estar em qualquer lugar desse mundão!!

Resultado, fomos pro Centro, ficamos só 15 minutos assistindo à Orquestra de Baterias, e partimos, levemente atrasados, para o aniversário.

Fim!

ps. Já fui lá na moitinha, mas não achei minha escova de cabelo…

Espalhe por aí:
Facebook Twitter Email

Uma nova fase…

Estou animada! Mas o coração está desse tamanhinho, sabe como?

Na próxima quarta-feira volto a trabalhar em tempo integral.
Não foi uma escolha planejada, foi uma escolha-sem-escolha. Depois de nove meses em casa, precisei voltar a ter uma renda fixa. Não poderia ter sido da melhor forma: fui chamada para um trabalho na minha área, e a 1km da nossa casa! Perfeito!

Minha irmã outro dia me perguntou se eu me arrependia de ter saído do meu emprego para ficar em casa com o Ben. Não, eu não me arrependo nem um pouco. Acho que valeu cada conta atrasada, cada preocupação por não saber como seriam nossas finanças no próximo mês. Foi muito bom acompanhar a introdução alimentar, estar perto nas descobertas mais simples, estar disponível mas doencinhas.

Mas agora chegou o momento. Vou mais tranquila, por saber que ele está totalmente adaptado à escola onde ficará das 8h às 17h. Principalmente por confiar nos profissionais que ficarão com ele. E também vou tranquila por saber que muito da criança boa gente que ele é hoje tem influência da escolha feita 10 meses atrás.

Mas o coração está miúdo. De pensar em tantas horas que ele vai passar sem as suas duas principais referências. De achar que ainda não faz sentido a gente por minino no mundo pra sair de casa e trabalhar…

Mas uma coisa me inspira: saber que tem tanta mãezona por aí nesse mundão que trabalha o dia todo e consegue compensar a ausência mas horas vagas. Admiro muito, mas ainda preciso de uma resposta:

Me contem mães trabalhadoras. O que faz valer a pena??

Espalhe por aí:
Facebook Twitter Email

Relato de parto da Ana, do Rogério e do Marcelo

No ano passado eu contei aqui sobre a terceira vez que eu pari. Foi quando minha irmã gêmea, Ana, teve o meu sobrinho, Marcelo. Depois que passou a fase inicial com o RN, eu a convidei a contar o seu lado da história, afinal, foi ela quem viveu aquele momento. Queria mostrar para outras mulheres que com um quadro de trombofilia (excesso de coagulação, no caso dela) é perfeitamente possível ter um bebê com parto normal.

A Ana tomou todos os dias, desde quando descobriu a gravidez, até as 40 semanas completas, 2 injeções de heparina, uma medicação que ajuda a afinar o sangue. E acompanhada por um GO humanizado, e por uma hematologista, ela trilhou o seu próprio caminho rumo ao parto normal.

Então, finalmente ela conseguiu escrever o relato de parto dela. E sabe o que eu mais gostei, além da emoção de reviver o nascimento do meu sobrinho? Foi a forma tão natural com que ela lidou com tudo. Durante o relato, não a vemos questionando se deveria ou não buscar um parto normal, nem vemos ali algum tipo de luta em busca do tão sonhado parto. Não. Ela encarou naturalmente todas as fases, sem muitos questionamentos. Parir era natural, assim como foi totalmente natural pra ela receber a anestesia na reta final. O objetivo era um só: ter o Marcelo em seus braços.

RELATO DE PARTO DA ANA, DO ROGÉRIO E DO MARCELO
Por Ana Luísa Ferreira

Nem lembro o dia em que pensei: Quero ser mãe. Acho que é um sentimento que já nasceu comigo. O mundo infantil sempre me cativou muito, pela pureza de espírito e pela beleza das pequenas descobertas. Nada mais rejuvenecedor do que uma gargalhada de uma criança dada depois de uma cosquinha na barriga! Me sinto criança até hoje. Quando me perguntam minha idade, fico meio sem graça de dizer 32, porque sinceramente acho que não combina comigo. Adoro um jogo daqueles que reúne a família inteira envolta da mesa, da fogueira, na grama, na praia.

Tenho 5 irmãos, em casa nunca faltou gente pra brincar, então cresci brincando e acho que brinco até hoje pela forma de levar a vida. Já não sou a mesma Ana macaca jabu que adorava subir em árvores, mas se aparece uma árvore no meio do caminho, daquelas bem grandes, fico louca pra subir, me deitar e apreciar a paisagem!

Quando descobri que estava gravida, depois de um aborto espontâneo, fiquei tensa, parecia que não ia ser tão legal a brincadeira como eu sempre imaginei. Tinha feito tudo direitinho na primeira vez só que não era a hora. Parte de mim estava eufórica e a outra me dizia muita calma nessa hora, você ainda não sabe se a brincadeira começou pra valer… E foi assim até que, no ultrassom de 5 semanas, escutei o coraçãozinho do meu pequeno, vinha dentro de mim, não era eu, mas estava dentro de mim. Foi então que a ficha caiu: Vou ser mãe!

O Marcelo foi muito amado desde o primeiro momento em que sozinha, no banheiro do trabalho, fiz um teste de farmácia e apareceram as duas tirinhas azuis. Naquele momento, num espaço de 1 metro quadrado eu cresci, fiquei gigante, parecia que minhas pernas tinham esticado e eu estava lá no céu, tipo a árvore do João e o pé de feijão. Nada mais era o mesmo.

Curti muito os próximos oito meses que se seguiram. Cada movimento novo que o Marcelo fazia eu comemorava, ligava pro Rogério e sentíamos juntos. Nisso um mundo novo se abriu: umbigo cai quando? Ele toma banho assim que nasce? Quantas fraldas usa por dia? Pode tomar banho com água do chuveiro? E se tiver febre? E se chorar? Quem convidar pra festa de um ano? Socorro, minha cabeça estava a mil por hora.

Nunca fui muito de planejar as coisas, então fui deixando as coisas acontecerem da forma que eram pra acontecer. E assim foi até o dia em que ele nasceu.

Por conta de um problema de excesso de coagulação, tive que tomar duas injeções diárias de heparina durante os nove meses, uma de manhã e outra à noite. Pensei que ia ser chato esse processo, mas não, curtia tanto o momento por pensar que era pra garantir a saúde do meu pequeno que no final era até legal, parecia um joguinho, todo mês tinha que pegar a receita com a médica hematologista, ir na farmácia de medicamentos especiais da Universidade pegar as ampolas de graça (porque era um tratamento diário bem caro e por sorte o governo de Florianópolis disponibiliza na rede pública), ir no posto de saúde pegar as seringas e aplicar a cada 12 horas. A cada aplicação eu dizia pro Rogério: só faltam 112, só faltam 111… Até o dia em que eu virei pra ele e disse: essa é a ultima heparina que vou aplicar!

Chegamos às 40 semanas!!!

Por conta do problema de coagulação, se o Marcelo não quisesse nascer até as 40 semanas teríamos que induzir o parto, pra saúde dele e minha. Então na consulta de 40 semanas exatas o dr. Fernando combinou com a gente às 7 da manhã do dia seguinte na maternidade pra iniciar a indução.
Nem lembro como foi aquela noite, acho que estávamos tão felizes que não dava nem tempo pra pensar, lembro apenas da contagem regressiva da última heparina, tiramos até foto!

A indução iniciou com dois comprimidos, de manhã não senti nada… Ficamos eu e o Rogério batendo papo e rindo de nervosos um pro outro. No início da tarde, as 14h30 o dr veio dar mais dois comprimidos. Acho que 15 minutos depois a bolsa estourou, senti um toc dentro de mim, como se fosse um pedaço de madeira caindo no chão. As contrações iniciaram a partir dai… Espaçadas, vinham e iam embora, uma ducha nas costas e na barriga é ótima nessa hora, massageava, relaxava e amenizava as contrações. Estávamos numa suite na maternidade, nós três, eu e Rogério aqui de fora e Marcelo lá dentro, conversando e curtindo o momento. Só iríamos para a sala de parto perto da hora de nascer. Muito interessante, pois nem o dr. ficou lá, era nosso momento. Depois de  4 horas com as contrações indo e vindo e cada vez mais constantes, chamamos o dr. pois já era a hora. Fomos para a sala de parto, sentei na banheira, o Rogério ficou ali ao meu lado pra me ajudar no que precisasse. Um minuto depois já não aguentava ficar sentada, era em pé e no chuveiro que me sentia melhor, voei para o chuveiro. Uma hora depois, no momento em que meu corpo não aguentava mais ficar em pé, o dr. ofereceu uma anestesia, (Ufa, santo anestesista), e sugeriu que eu sentasse num banquinho, o Rogério sentado atrás de mim me abraçando com as pernas, me amparando, participando daquele momento. A cada contração apertava a perna dele e me sentia segura. O dr. na nossa frente, apenas assistindo o que a natureza melhor sabe fazer. E ele veio vindo, uma sensação de formigamento, brilho e borboletas voando era o que passava na minha cabeça, fechei os olhos e me vi, ali, parindo meu filho, abri os olhos, apertei o Rogério e fiz a maior força do mundo. E para o mundo nasceu o Marcelo. Veio direto para nossos braços, de olhinhos abertos, olhou pra mim e logo olhou pra cima procurando os olhos do pai!
Bem-vindo meu filho, estamos aqui pra te acompanhar nessa brincadeira linda, desafiadora e maravilhosa que é a VIDA!

Espalhe por aí:
Facebook Twitter Email

O dilema da escolinha

Quando o furacão começou, fazia pouco mais de um mês que o Ben estava numa escolinha nova. Foi uma adaptação demorada, durou o mês de janeiro inteiro.

Péra. Primeiro, vou voltar um pouquinho no tempo para contar sobre nossa experiência com a escolinha no ano passado. Depois de visitar algumas opções, escolhemos uma bem pertinho de casa, com um espaço aberto enorme (meus olhos brilharam de imaginá-lo engatinhando por tudo). Era uma escola bem antiga do bairro, com uma proposta bacana de “criança tem que brincar”.

Tudo muito bonito na proposta, mas na vida real, no dia a dia, as impressões foram se desfazendo. Não havia nenhuma relação entre pais e escolas. A criança é deixada no portão, e não se sabe o que acontece lá dentro. Isso sem falar na alimentação. A máxima que ouvi da coordenadora um dia foi “a comida é super balanceada, por exemplo, no feijão tem até brócolis, eles comem e nem vêem!”. Pois se é justamente nessa fase que eles têm que aprender a comer saudável, por quê esconder os legumes? Isso sem falar que toda sexta-feira tinha piquenique, e não existia regras. Era perfeitamente permitido, e aceito, que uma criança levasse bolacha recheada, por exemplo.

Enfim, foi uma frustração atrás da outra. A festa de final de ano, outro fiasco. Sabe aquelas coisas que são feitas muito sem pensar, por que sempre foi assim, e assim será?

Pois bem. Esse não era o tipo de educação que eu queria pro Ben.

Voltamos para uma escolinha nova, que eu tinha visitado no ano passado, mas que tinha me frustrado por ter uma tv ligada na sala de recreação. Essa tinha dois pontos super positivos: 1. por ser nova, tinha pouquíssimos alunos; e 2. uma alimentação orientada por nutricionista, onde açúcar é proibido.

Logo no primeiro dia de adaptação, o Ben ficou super bem! Já de cara encarou um período inteiro por lá. Só que os dias foram se passando, e chegou um ponto em que era só estacionar em frente à escola que o chororô começava. Era muito triste deixá-lo lá chorando, eu me peguei diversas vezes querendo desistir. Em todo esse processo, ele se apegou à dona da escola, e tinha dias que ela não conseguia nem ir ao banheiro, de tanto colo que ele pedia! Num grupo de mães, me deram a dica de um dia o pai deixá-lo lá. E assim foi, ele deixou dois ou três dias, e cada dia com menos choro. Até que um mês certinho ele me deu tchau (táu) pela primeira vez. E fui trabalhar tranquila.

Até aí, o Ben estava indo no esquema de diárias, pois eu mesma não sabia se íamos nos adaptar, como família, a essa nova escola. E daí que quando estávamos quase decidindo matriculá-lo, pimba: o proprietário pediu a casa. Então continuamos levando-o à escola, mas já deixamos avisado que possivelmente teríamos que colocá-lo em outra.

Eu estava abalada com a possibilidade de ter que fazer uma outra adaptação. Olhamos várias casas perto da escola, mas nenhuma foi AQUELA. E então encontramos a casa da Nova Esperança. Que fica numa região super central, com diversas escolinhas ao redor. Algumas possíveis de ir a pé.

A escola atual tem um defeito: A gente não entra até a salinha. Deixa o bebê na recepção e ali espera por ele no final do dia (e assim foi a adaptação, nós não entrávamos lá). Eu até estava animada com a possibilidade de ir para uma escola onde eu pudesse entrar, vê-lo com seus amiguinhos, sentir como é o ambiente da sala de aula dele, e tal. Então avisamos que seriam os últimos dias dele lá.

Decidimos começar a adaptação na nova escola só na segunda-feira depois do carnaval, para não ter que fazer uma pausa grande no meio do processo. Na quarta-feira de cinzas, cheguei como de costume para deixá-lo, estacionei na parte de dentro da escola e levei até a recepção. A dona da escola logo começou a falar: “Na sexta-feira, eu pensei que fosse o último dia do Ben (snif), me enfiei no berçário (snif) e pedi pra outra professora trazê-lo (snif). Agora ele me aparece aqui!”

Eu quase desmoronei. Nesse momento, minha decisão de trocá-lo de escola ficou super abalada. Comecei a pensar: se a professora que tem tantos alunos (são 12 ao todo na escola) se apegou dessa forma a ele, imagina ele, que passou 2 dos 13 meses da vidinha dele ali dentro?

A questão distância pesava muito nesse momento. A escola fica numa região afastada, e bem contramão. Se agora estamos mais perto da região central da cidade, teria que continuar indo para o bairro distante só para levá-lo para a escola. Quer dizer, o trânsito e a distância continuariam fazendo parte da nossa rotina…

Mas aí eu comecei a ponderar as necessidades do Ben. Do que ele precisa em uma escola nesse momento? De carinho, atenção e uma boa alimentação. Ele não precisa de uma escola super estruturada, nem de aulas de robótica ou capoeira. Ele precisa de carinho.

E então fui me consultar com minhas universitárias: um grupo de amigas que mantém um chat permanente no Facebook. A primeira pergunta que elas fizeram foi: “mas é longe quanto?”. E aí caiu minha ficha: são só 5 quilômetros. Não é que eu precise atravessar a cidade para levá-lo. Sem falar que existe um atalho que me ajuda a fugir do trânsito em horários de pico. Ah, e tanto na ida quanto na volta, nós vamos no contra-fluxo.

Conversamos bastante aqui em casa, e decidimos: na segunda-feira matriculamos o Ben na escola atual!

E assim foi. A professora-dona da escola ficou radiante de felicidade. E ele nem se deu conta, mas sua vidinha continuou exatamente como era até então. Só que agora ele tem uma agenda, material escolar, e em breve um uniforme cinza com amarelo. E nós ficamos tranquilos de saber que ele passa suas tardes em um lugar onde recebe o carinho e a atenção que merece!

E uma aula de horta de vez em quando ;)

E uma aula de horta de vez em quando ;)

 

Espalhe por aí:
Facebook Twitter Email

Aos #15meses

  • Come comida do cachorro
  • Come comida do gato
  • Entra no pote de água do cachorro
  • Puxa o rabo do gato
  • Descobriu a estante de livros
  • Joga todos os livros no chão
  • Leva o banquinho até o balcão da pia e sobe em cima pra mexer nas louças
  • Descobriu como faz pra vazar a água no copo anti-vazamento
  • Corre
  • Corre portão afora e deixa a mãe desesperada
  • Ah! Incluiu três palavras no vocabulário: tê (quero, esse), tá (me dá, toca aqui, faz isso agora) e cucu (para pessoas em geral).
Ben entrando no balde e água do cachorro

Pego no flagra

Espalhe por aí:
Facebook Twitter Email

Passou?

Pronto, passou? Passou o furacão?

Posso juntar meus caquinhos e reorganizar minha rotina?

Olha não está sendo fácil, já diria Cátia Cega. Sabe quando começa a dar várias coisas errado, e aí tu pensa: assim que passar essa fase ruim, a gente volta ao normal. Mas aí a fase ruim não passa e o que não tinha por onde piorar vai lá e piora?

Pois é. Espero que esse post marque uma virada, porque as últimas quatro semanas não foram moleza, minha gente.

Estavam lá suas várias coisinhas dando errado, a gente sempre correndo atrás pra arrumá-las e aí pimba: chegou uma notificação da imobiliária dizendo que tínhamos que sair da casa. Nessa hora meu chão caiu, porque eu achava que já estávamos na pior. Pensava “poxa, a gente faz tudo sempre direitinho, por que as coisas cismam em dar errado?”.

Imediatamente colocamos a vida em stand by e passamos a dedicar todas as horas, as livres e as não livres, para encontrar uma casa nova para chamar de nossa. Tinha que ser casa, tinha que caber nosso cão e nosso gato, não precisava ter luxo, mas no mínimo um pouco de dignidade, obrigada! E aí que isso significou um aumento de 1/3 no nosso orçamento, porque com o preço que pagávamos antes não havia nem uma kitnet na cova funda. Na verdade até tinha, mas aí não encaixava na parte da dignidade.

E então, depois de uma semana que pareceu meses, finalmente achamos uma casinha muito fofa e olhem só, numa rua chamada Nova Esperança! Sugestivo, não acham?

Eu estou apostando minhas fichas que agora as coisas começam a melhorar!

A casinha é nova, tem um quintalzão, é menos afastada do que a casa anterior, resumindo, ganhamos bastante!

A mudança durou cerca de duas semanas, porque nós mesmo fizemos. E para não dizer que só teve coisa ruim, apareceu uma porção de trabalhos para mim! O que foi ótimo, pois ajudou a enfrentarmos essa fase complexa, mas por outro lado, foi uma loucura (e ainda está sendo) trabalhar tanto em meio a uma mudança. E um filho com dente nascendo!

Sim, lembram que eu tenho um filho? Pois é, passar por tudo isso e ainda por cima proporcionar todo o conforto que nosso picorrucho precisa e merece, é possível? Sim, nós conseguimos! Mas um dia tivemos que ceder à papinha industrializada – que ele odiou, por sinal.

Na fase final do furacão, a gente achava que ele estava estranhando a casa, depois achava que era salto, mas aí numa noite de mamação intensa, no outro dia fui investigar, e lá estava um molarzão despontando! É claro que vieram dois ao mesmo tempo, então o Ben está há uma semana meio sensível…

Nessa coisa toda, nosso pequeno ainda ganhou um quarto novo! Sim, começamos uma transição gradual, sem pressa nem pressão e muito menos expectativas para que ele passe a dormir no seu próprio quarto. Estamos em processo. Quem sabe em breve temos novidades?

O quarto dele foi organizado sem nenhuma pretensão, usei um pedaço do armário que não coube na cozinha nova para servir de organizador de brinquedos, tapete de EVA no chão, colchão do berço, e voilà:

Quarto do Ben

 

 

Espalhe por aí:
Facebook Twitter Email

Eu não julgo [Blogagem coletiva Coração Materno]

AnandaEtges_ProjetoCoracaoMae_Liber.png1_

Marieta pariu em casa. Depois teve complicações pós-parto.

Felicia agendou a cesárea. Precisava organizar um esquema para que alguém pudesse cuidar da filha mais velha durante a internação.

Isolda pediu analgesia perto do momento do expulsivo. A dor era insuportável.

Ernestina fez enxoval em Miami. Duas vezes.

Verusca passou a dar complemento. Lhe disseram que o bebê passava fome.

Fabrícia deu chupeta, pois o filho não saía do peito e estava difícil administrar a casa.

Gilmara voltou a trabalhar. Mesmo que seu salário desse só para pagar a creche da filha.

Julieta largou o emprego. Sentia saudades do filho no meio do dia.

Celina usa a televisão como aliada. Só assim para conseguir manter a ordem na casa.

E eu? Eu respeito. Não cabe a mim, e nem a ninguém, julgar as decisões alheias. E muito menos as decisões e escolhas de uma mãe. Porque é muito fácil resolver o problema dos outros.

Nesses 14 meses (mais gravidez) de maternagem, eu aprendi a não julgar. Aprendi que não é fácil ser mãe. E que ser mãe é viver um dia após o outro, é fazer escolhas todos os dias, é errar, é acertar, é aprender. Todos. os.dias.

Eu não acredito naquela máxima “cada mãe sabe o que é melhor para o seu filho”. Ou pelo menos, EU não sei o que é o melhor para o meu filho. Por isso eu leio, me informo, pergunto, pesquiso, pondero, e decido. Nem sempre acerto, vou ajeitando com os erros. Mas acredito, sim, que cada mãe faz o melhor para o seu filho, dentro de suas possibilidades.

Por isso achei linda a iniciativa do projeto Coração Materno. Um chamado por mais empatia. Um chamado Pelo fim das guerras maternas!

Espalhe por aí:
Facebook Twitter Email