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Como escolher o melhor livro para o bebê

Diversas pesquisas têm mostrado a importância de ler para o bebê desde antes mesmo de ele nascer. No ano passado, a Academia Americana de Pediatria publicou uma recomendação para que pediatras incluam esse tema nas consultas, e a Sociedade Brasileira de Pediatria (e parceiros) criou uma campanha com o mesmo fim, chamada Receite um Livro.

Na semana passada, uma outra pesquisa foi muito divulgada, mostrando que o hábito de ler pelo menos duas vezes por semana para o bebê e a criança pequena melhora o desenvolvimento linguístico, reduz o mau comportamento e reforça os vínculos familiares. Tá bom de motivo, ou quer mais?

Pois bem, já sabemos que ler para o bebê faz bem pra todo mundo, mas afinal, o quê ler para ele?

Achei um artigo interessante que dá dicas bem simples sobre como escolher o melhor primeiro livro pro bebê. Aqui vão algumas delas:

  1. O livro tem que ser interessante para o adulto. Quando mais ele gostar da história, maior será o seu entusiasmo em contá-la para o bebê.
  2. As imagens também precisam ser interessantes. Melhor ainda ser as imagens conversarem com a história, e ajudarem o bebê a aumentar o repertório e o vocabulário.
  3. Encontre histórias que ajudem a criança a se identificar com o enredo: onde os personagens apareçam celebrando as mesmas tradições, comendo as mesmas comidas, falando a mesma língua…Também pode conter personagens com cor de pele parecido, contexto social similar, dinâmica familiar, etc…
  4. Falando em desenvolvimento motor, o livro é adequado à idade? Livros com páginas mais grossas são feitos para os pequenos que ainda não conseguem fazer o movimento de pinça, por exemplo.

Por fim, o melhor mesmo é abrir o coração e confiar no interesse do pequeno. Ele pode nos surpreender escolhendo uma história que jamais escolheríamos!

Fonte: Reach out and Read

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Esperando um bebê surpresa… como é?

Desde a gestação do Ben eu já tinha vontade de não saber o sexo do bebê. Mas sabe como é, né… primeiro bebê, aquela ansiedade toda. Uma semana antes do ultrassom de 13 semanas eu estava super curiosa, tinha uma certeza absurda desde sempre que seria um menino, e queria confirmar essa certeza. Tanto que nem nome de menina tínhamos.

Então não foi difícil decidir esperar nessa vez. Para ajudar na decisão, uma grande amiga teve um bebê surpresa em janeiro, e foi uma delícia aquela curiosidade para saber o sexo, foi incrível receber a notícia de que Laura tinha nascido!

Em relação ao pré-natal tem sido bem simples não saber o sexo desse bebê que esperamos. Como estou fazendo praticamente tudo pelo SUS, aqui eles pedem um ultrassom só, a partir de 20 semanas. Chegamos a fazer um primeiro, por conta própria, para identificar a idade gestacional e a dpp, mas estava com 7 semanas, então nem deu para ver nada.

No ultrassom de 20 semanas, já entramos na sala falando para o médico que não queríamos saber o sexo. Ele levou de boa. Tirou as medidas básicas do bebê, fêmur, perímetro cefálico, checou funcionamento dos rins, placenta… Entre uma imagem e outra, quando chegava a uma “zona perigosa” eu fechava os olhos. Uma hora, ele parou e disse “peraí… ok, já sei o sexo!”. E bola pra frente. Respeitou nossa decisão e não colocou nada no laudo. (tenho uma amiga que queria bebê surpresa e o médico gente boa falou “olha que linda!!” Muito sem noção!)

Eu contanto prazamigas como tinha sido fazer ultrassom sem descobrir o sexo.

Eu contanto prazamigas como tinha sido fazer ultrassom sem descobrir o sexo.

Em relação ao nome do bebê, acho que isso que eu estou achando mais desafiador. Nós o chamamos de “o bebezinho”, artigo definido masculino, porque é assim que é nosso idioma. Se não me engano em inglês o termo genérico para baby é “she”, acho mais interessante. Por via das dúvidas, como nosso idioma é assim mesmo, eu uso o “o bebezinho”, porque se eu falar qualquer coisa “ela” vão achar que eu já sei o sexo, ou que estou pressentindo algo!

Desde antes de engravidar, já temos um nome definido para menina, e um que eu gosto muito de menino, mas que não é consenso. Não saber o sexo do bebê tem essa vantagem: ninguém chama o bebê pelo nome, nenhum nome é o “oficial” e assim temos bastante tempo para namorar e refletir sobre várias opções. Até agora não batemos o martelo 100% em nenhum dos nomes.

Quanto ao enxoval, que é a coisa que eu sempre me perguntava, nossa essa é a parte mais tranquila! Isso porque é só anunciar a gravidez que começam a brotar de todos os cantos sacolas e mais sacolas de bebês de amigas de todos os cantos. Coisa mais linda! Com o Ben aconteceu parecido, mas foi um pouco menos intenso. Até agora, duas amigas minhas nos presentearam com duas sacolas recheadas, uma de menina e outra de menino – só essas duas já garantem praticamente um enxoval. Fora que minha irmã acabou guardando “as mais bonitinhas”, o que praticamente corresponde a roupas para todo o primeiro semestre de vida do bebê. Se na vez do Ben eu quase não comprei nada, dessa vez vou comprar menos ainda! E não me sinto nem um pouco culpada, pelo contrário!

Um tempo atrás, minha mãe falou “Tu tens que fazer uma lista do que já tem, para vermos o que podemos te ajudar a comprar”.

No que eu respondi: “Hummm, deixa eu ver… peito, check. É, já tenho tudo o que o bebê precisa!”

Afinal de contas, tendo peito, colo e uns panos, o bebê não precisa de mais nada, não é mesmo?

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Alimentação saudável na Primeira Infância: um legado para toda a vida

Por quê eu sou chata com a alimentação do Ben? Porque ele precisa comer para cumprir duas funções básicas: crescer e continuar saudável.

Se uma comida não fornece nenhuma dessas duas propriedades, então ele não precisa comer.

Agora com 3 anos e meio já somos bem mais liberais quanto a isso, mas ainda não entrou nesta casa nenhum tipo de petit suisse, cereal açucarado, achocolatado ou farináceos em geral. Nem é tão difícil quanto parece, é só não ter em casa que não faz falta!

Sobre esse assunto, recomendo a leitura deste artigo que reúne diversas evidências científicas sobre a importância da alimentação saudável na Primeira Infância.

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Paralisia facial na gestação

Primeiro, preciso começar o post dizendo: calma, tá tudo bem agora.

Já passou. Foi um susto daqueles. Mas como todo susto, a história é mais dramática do que o acontecido em si heheh.

Imagina que um dia estás trabalhando, e de repente te dás conta de que a boca não tá do “jeito certo”? Concentrada no trabalho, deixei pra lá e só fui lembrar de olhar isso à noite, na hora de dormir.

Olhei no espelho e… metade do meu rosto estava sem reação!

O lado esquerdo da boca não fazia o que eu mandava, eu franzia o lábio pra fazer um bico, e o bico ia pra direita. Seria engraçado na verdade, se não fosse meio assustador.

Maridíssimo tranquilo do jeito que é ficou colocando panos quentes e me mandou dormir que amanhã ia estar tudo bem. Foi o que fiz.

No dia seguinte, esse treco me intrigava. Fui trabalhar na Casa Gestar e lá por essas coincidências que a gente nem acha assim tão coincidências, tínhamos marcado um café com as meninas da casa (tudo doula, índia, sabe como?). Comentei com elas minha preocupação, àquela altura meu olho já não estava mais respondendo direito também. Todas acharam estranho, e uma delas, Camilla, enfermeira obstetra <3, resolveu mandar uma mensagem pro obstetra com quem ela tem parceria, só por desencargo de consciência.

[Aqui preciso fazer uma pausa pra lembrar que na manhã anterior, antes de tudo começar, tive consulta de pré-natal no posto de saúde. Foi uma experiência horrível, a médica com uma baita síndrome do pequeno poder, querendo me mostrar que eu não sabia de nada e ela sabia de tudo. Péssimo. Então a essa altura eu ainda não tinha vínculo com nenhum profissional de pré-natal, não tinha a quem recorrer…]

Bom, voltei a trabalhar enquanto elas continuavam o café no andar de baixo. Até que a Camilla veio até mim e disse “o dr. Pablo falou pra vc ir pra maternidade do HU ainda hoje”. [Hospital Universitário]

Minha primeira preocupação foi: mas e todos os trabalhos que preciso fazer? Não tenho tempo pra essas coisas não. Outra hora vou lá no hospital. Hoje não dá.

Minutos mais tarde, outra veio até mim e reforçou que o melhor era eu ir o quanto antes pro HU. (No dia seguinte ela me revelou que o médico na verdade tinha dito pra eu ir imediatamente pro hospital, mas elas quiseram me poupar o pânico)

Bom, parei o trabalho onde estava, chamei o Queridíssimo, e fomos pra lá. No caminho foi me batendo uma preocupação “e se eu não voltar pra casa? e se eu tiver que fazer mil exames? e meus trabalhos?” Fui acionando minha amiga back-up-parceira-pra-todas-as-horas. Não podia deixar trabalho pra depois!

Chegando ao hospital, só pra aumentar um pouquinho o drama, estava sem sistema, a recepção não queria deixar ninguém entrar, nós demos uma volta, um nó na segurança e chegamos à maternidade sem dar entrada direito. Chegando lá, “cadê seu papel?” “não tenho, tá sem sistema e não quiseram me deixar passar”, “vem cá que damos um jeito”. Nisso, a médica responsável ligou na recepção soltando os cachorros, onde já se viu barrar gestante na maternidade porque caiu o sistema? Pois que façam o registro à mão! Depois disso chegaram 3 gestantes que tinham sido barradas. Minha ida à maternidade já não tinha sido em vão!

Ok. Fui examinada pelo médico, relatei o problema, ele suspeitou de algum problema neurológico, fez milhões de testes, chamou outro médico, novos testes. Nada. Me mandaram pra emergência comum, porque aquilo não era um problema obstétrico. Chegando lá, novos testes, olha residente, olha assistente, olha especialista em neurologia. Por testes, leia-se: eu fazendo mil caretas pra mostrar como só um lado do rosto respondia.

Diagnóstico final: Aparentemente não era nada grave. Até existe um vírus que causa paralisia facial, mas os meus sintomas eram tão sutis que não valia a pena investigar ainda. Além do mais o tratamento seria com corticoide, coisa que eu não poderia tomar por ser gestante.

Fui liberada com a recomendação de monitorar os sintomas e voltar caso piorassem.

Depois de um pouco de reflexão, me autodiagnostiquei estresse. Estava cheia de “problemas” na minha cabeça, e nenhum deles parecia ter uma solução palpável. Onde o bebê vai nascer? Será que consigo pagar o parto? Como continuar os trabalhos após o nascimento do bebê? Onde vamos morar? Essas perguntas ficavam vagando incansavelmente na minha cabeça. Isso sem contar a sobrecarga de trabalho na qual estava envolvida desde a virada do ano.

A Camilla me ajudou fazendo algumas pesquisas, e sugeriu que o que eu tinha se chama Paralisia de Bell (e olha que o Google tem até um pdf pra download sobre o tema!). Uma condição rara, mas mais comum em gestantes, que começa de uma hora pra outra e vi embora do mesmo jeito que veio. Comecei a pensar que era exatamente isso.

Com meu autodiagnóstico de estresse, fui numa sessão de shiastu (massagem japonesa) e durante a massagem a senhora japonesa das mãos mágicas me disse que até meu couro cabeludo estava tensionado. A massagem e a conversa dela me ajudaram a liberar um pouco a tensão.

Uma semana depois as coisas começaram a melhorar, e duas semanas depois de surgir, a paralisia facial foi embora como se nada. Ufa!

O que tirei de lição disso tudo foi a tentar levar uma vida mais leve. Se meu couro cabeludo estava refletindo a tensão, imagina como não estava a situação pro nosso bebezinho, nesses primeiros três meses de vida?

Coincidência ou não, tive uma boa redução de trabalho em um dos meus clientes, o que ajudou também a reduzir o estresse. E assim estou levando, tentando não colocar os problemas na frente dos bois.

Sobre os meus “problemas” que me tiravam o sono, aos poucos estamos encontrando solução para cada um deles. Cada um ao seu tempo.

Pronto, tá tudo bem agora!

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sereia

E lá vamos nós de novo…

Já contei lá no Facebook a grande novidade então nem preciso contar aqui né?

Para quem não entendeu a imagem, era uma referência a outro post que fiz tempos atrás sobre a decisão de ter ou não um segundo filho. Modéstia a parte adorei aquele texto, então se tu não leste ainda, vai lá dar uma olhada!

Aquele texto do banho de mar refletia com exatidão o meu dilema em relação ao segundo filho: a vida estava ficando tão boa, o Ben numa fase deliciosa… e começar tudo de novo?

Ao mesmo tempo, tinha a vontade enorme de que o Ben crescesse com um irmãozinho, e sem uma distância muito grande de idade para que eles pudessem brincar muito juntos.

Fui postergando a decisão e a colocando prazos: primeiro, o desmame… depois, o Paco

Então essas duas coisas aconteceram, e ainda assim eu não conseguia tomar uma atitude. Estava usando DIU (mirena), então não era só tomar a decisão, tinha todo um processo (nem tão complicado, vai… marcar consulta, pedir a retirada do DIU…). No final de novembro finalmente consegui me organizar pra ir ao médico, mas como vou no posto de saúde do bairro, nunca conseguia marcar uma consulta.

Até que começou o ano, e eu decidi que não tinha mais desculpa: no primeiro dia útil, marquei uma consulta particular na clínica mais cesarista da cidade e na primeira sexta-feira do ano consegui finalmente tirar o DIU.

Fiquei então esperando menstruar pra poder começar a controlar o meu ciclo, verificar ovulação, essas coisas…

Mas passou pouco tempo… três semanas. No sábado de Carnaval, eu estava me sentindo muito esquisita. Pensei “das duas uma: ou estou grávida, ou vou ficar menstruada.” Só tinha um jeito de descobrir isso rápido. Comprei o teste de farmácia (comprei logo dois, vai que né…). Chegamos em casa, fui direto fazer o teste… e pimba!!

Mas gente!

Lembrei da Luiza e o Hílan Diener cantando eu sou fértil demais. (Queridíssimo acha que quem é fértil é ele, mas… acho que foi um bom trabalho em dupla!)

E assim começamos a nova jornada!

Depois de um primeiro trimestre TENSO, agora já começo a viver novamente e voltamos à programação normal. Ainda estou meio insegura com tudo o que está por vir. Mas acho que faz parte da viagem por um novo desconhecido, né?

Algumas coisas que sabemos sobre o bebê 2:

  1. nasce em meados de outubro
  2. não tem dpp precisa porque não tem uma dum precisa
  3. vai ser um bebê surpresa!
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Três conceitos fundamentais para entender a Primeira Infância

O desenvolvimento saudável nos primeiros anos de vida fornece os alicerces para o sucesso escolar, a produtividade econômica, a cidadania responsável, a saúde a longo prazo, o fortalecimento das comunidades e o sucesso dos pais da próxima geração.

A série de vídeos abaixo descreve como os avanços na neurociência, biologia molecular e genômico nos permitem uma compreensão muito melhor de como as primeiras experiências são construídas em nossos corpos e cérebros, para melhor ou para pior.

Os vídeos foram produzidos pelo Center on the Developing Child, da Universidade de Harvard, e traduzidos para o português pelo Núcleo Ciência pela Primeira Infância.

1. As Experiências Moldam a Arquitetura do Cérebro

2. O Jogo de Ação e Reação Modela os Circuitos do Cérebro

3. O Stress Tóxico Prejudica o Desenvolvimento Saudável

 

Fonte: http://developingchild.harvard.edu/resources/three-core-concepts-in-early-development/

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Aos três anos: fala pelos cotovelos!

Da série: criei um monstrinho

– Mas o meu prato não tá bem lindo, não tem alfaceeeeee [buááááááááá…..]

Ou:

– Papai, mamãe, cadê o alface no seu prato?

Outra série: tentando colocar panos quentes:

Eu: – Ben, por favor, recolhe essas cascas de ovos que tu estás jogando no chão!

Ben: – Não tem plobema… é só uma sujeirinha!

Das ideias que não são muito boas:

Eu: – Já sei, a gente pode ir tomar um banho enquanto espera o bolo ficar pronto, que tal essa ideia?

Ben: – Humm… essa é uma ótima ideia, mas eu não gostei muito.

Das más-influências:

– Vovô, sabia que eu vou comer muito, vou ficar forte, e crescer. Daí eu vou poder tomar cerveja?

Das palavras que logo logo vão deixar de existir:

– Um, dois, três e… valente!

– Pelacidade máximaaaa (seria velocidade, mas quem vai corrigir?)

Das observações sobre a vida:

– Sabe, mamãe, a granola faz croc croc. E sabe o que mais faz croc croc? Cenoura e rosquinha!

Das palavras…

Ben: – … e daí eu peguei o… como é o nome daquele que faz “assim”?

Eu: – Alicate

Ben: – Alicate, isso mesmo, muito bem!

(É claro que eu esqueci boa parte, mas logo eu lembro mais e atualizo o post…)

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O que podemos aprender com o filme “Divertidamente” para a criação dos nossos filhos

Temos muito a agradecer à Pixar e Disney pelo filme Divertidamente, que ressalta a importância das vidas emocionais das crianças e fornece um veículo criativo para ajudá-las a aprender a compreender e gerenciar as suas emoções complexas. Mais importante ainda, o filme lembra os pais que ter uma criança feliz não significa que seu filho deva ser sempre feliz.

Divertidamente conta a história de 11 anos de idade, Riley, que vemos lutando para navegar pelos desafios de uma mudança de cidade através da gama de emoções que são apresentados como personagens em seu cérebro: Alegria, Tristeza, Medo, Raiva e Nojinho. Ao mesmo tempo, seus pais percebem que precisam reconhecer e honrar sua dor.

A poderosa mensagem para levar para casa: Tristeza e Alegria podem co-existir. Elas fazem parte de uma gama complexa de emoções que as crianças vivenciam, e é um presente poder reconhecer e ajudar as crianças a lidar com estes sentimentos.

Vivenciar experiências difíceis ajuda a construir força e resiliência, e é em última análise o que dá às crianças um sentimento de contentamento e bem-estar.

Por que é relevante para os pais de bebês e crianças?

As crianças pequenas são profundamente seres de sensações. A partir dos primeiros meses de vida, bem antes que possam usar as palavras para expressar-se, os bebés têm a capacidade de experimentar picos de alegria, excitação e euforia. Eles também sentem medo, dor, tristeza, desespero e raiva, emoções que muitos adultos, compreensivelmente, acham difícil acreditar que essas crianças possam experimentar. Mas, assim como Riley no filme, bebês e crianças precisam de seus pais para ouvir e simpatizar com seus sentimentos difíceis de dor e perda de modo a ajudá-los a seguir em frente de maneiras positivas.

O que os pais podem fazer?

  • A partir dos primeiros meses, sintonize-se com os sinais do bebê – os seus sons, expressões faciais e gestos – e responda com sensibilidade. Isso permite que os bebês saibam que seus sentimentos são reconhecidos e importantes. Isso pode significar parar uma brincadeira de cócegas com 4 meses de idade, quando ela arqueia as costas e olha para o lado, sinalizando que ela precisa de uma pausa. Ou levar o bebê de 9 meses de idade até a janela para acenar à mãe quando ele está triste de vê-la sair para o trabalho.
  • Nomeie e ajude a crianças a lidar com sentimentos. Emoções como raiva, tristeza, frustração, decepção e vergonha podem ser esmagadoras para crianças pequenas. Nomear esses sentimentos é o primeiro passo para ajudá-la a aprender a identificar e aceitá-los e mostrar às crianças que esses sentimentos são normais. Isso pode significar reconhecer a raiva em um pequeno de 18 meses de idade em ter que deixar o parquinho, enquanto a coloca no assento do carro; validar a frustração de um pequeno de 2 anos vendo sua torre de blocos caindo de novo e de novo; ou ter empatia com a tristeza de um de 3 anos quando seus avós vão embora depois de uma longa visita.
  • Não tema os sentimentos. Os sentimentos não são o problema. É o que fazemos, ou não fazemos, com eles que pode ser problemático. No filme, a personagem Nojinho exclama, com razão: “As emoções não pode parar!” Assim, os pais devem ouvir abertamente e com calma quando as crianças compartilhar sentimentos difíceis. Isso faz com que se sintam seguros para expressá-las. Quando os pais perguntam sobre e reconhecem os sentimentos, as crianças aprendem a aceitar e expressá-los de maneira aceitável ​​e saudável ​​ao longo do tempo, ao invés de temê-los.
  • Evite minimizar afastar a criança de seus sentimentos. Esta é uma reação natural – nós só queremos fazer os sentimentos ruins irem embora – colocá-los no “círculo de tristeza” (estratégia especial da alegria para manter a dor emocional à distância), ou relegá-los para o “subconsciente, onde eles pegam todos os desordeiros”. Mas isso envia a mensagem de que estes sentimentos são “errados” e não inaceitáveis, o que leva a evitar sentimentos difíceis, tirando da criança a oportunidade de aprender a geri-los de forma eficaz. Em vez disso, esses sentimentos devem ser expressos de outras formas, muitas vezes através de palavras e ações agressivas, ou ficar voltada para dentro, o que pode, consequentemente, tornar a criança ansiosa ou deprimida.
  • Ensinar ferramentas para lidar. Ensine o bebê de 18 meses, que está com raiva que acabou seu tempo com o iPad, a bater seu pé no chão com força para expressar sua raiva, ou desenhar sua irritação com um lápis vermelho. Ajude o de 2 anos de idade que está frustrado por não conseguir acertar a bola na cesta, a encontrar outras formas de resolver o problema. Leve a criança de 3 anos que está com medo de começar na escola nova a conhecê-la com antecedência – conhecer os professores e brincar no parquinho – de modo que o desconhecido pode torne-se familiar.

(traduzido livremente do artigo original de Claire Lerner ZERO TO THREE)

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Oi?

Sim, muito tempo sem vir aqui. A boa notícia é que estou trabalhando muuuito, e quase não dá tempo de parar na frente do computador para fazer algo que não seja trabalho.

Sinto muita saudade do blog. Mas não tenho muito o que contar, sabe quando a vida entra em velocidade de cruzeiro? Claro que tem suas emoções, mas não são mais aquelas emoções de mãe de primeira viagem.

Um dos meus trabalhos é um projeto muito bacana que fala sobre a Primeira Infância. Volta e meia eu me deparo com uns artigos super interessantes, vou tentar traduzí-los para publicar aqui.

Vamos ver como me saio!

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O dia em que o Paco virou estrelinha…

img_5353Era um fato anunciado: o Paco, nosso cão, estava velhinho, e sabíamos que em breve ele partiria. Estava prestes a completar 15 anos.

Paco era o cão da minha família. Ainda éramos adolescentes quando ele foi adotado. E com mil e um ajustes familiares ao longo do tempo, ele acabou vindo morar com a gente em 2013, quando o Ben tinha 8 meses.

Na manhã do dia 19 de outubro, estava fazendo o café da manhã quando olhei pela janela da cozinha e achei estranho o que vi: o Paco estático dentro da casinha… Aproveitei uma distração do Ben, que brincava na sala, e fui lá conferir o que o coração já tinha certeza… ele tinha partido.

Comentei discretamente com o Queridíssimo e tentamos não tocar no assunto ao longo da manhã. Nem precisamos conversar: os dois sabíamos que era melhor que o Ben não visse o Paco daquele jeito.

Esperamos que ele fosse para a escola para fazer alguma coisa. O Paco foi enterrado em um terreno perto da nossa casa, e ainda fiz questão de plantar uma semente na terra que o cobriu…

À noite, na hora do jantar, resolvemos conversar com o Ben sobre o assunto. Era melhor que estivéssemos os três juntos, do que ele perguntar no dia seguinte e um de nós não saber responder…

Então eu comecei a conversa:

– Ben, sabia que o Paco virou uma estrelinha?

– Por que, onde ele está?

– Ele virou uma estrelinha e foi pro céu.

– Por que que ele foi embora??

– Ele estava muito velhinho, estava cansado de ser cachorro e agora virou uma estrela lá no céu. – completou o Papai.

– Mas eu não quero que ele vá embora…

– Mas ele tá lá em cima no céu cuidando da gente agora.

E o assunto terminou com:

– Por que… por que… por que que não tá na hora de almunçar agora? Eu quero, eu quero, eu quero uma água….

Mais ou menos assim terminamos o assunto. Alguns minutos mais tarde, ele pediu pra ir lá fora ver se encontrava o Paco no céu. Mas era uma noite chuvosa e não tinha estrelinhas. (não sei ainda se isso foi bom ou ruim) Mesmo assim, ele ficou na porta chamando: “Pacoooo”…

Foi bem tocante.

Não voltamos mais a falar no Paco até uns três ou quatro dias depois. Por acaso, eu tinha trabalhado em um artigo naquela semana que falava que as crianças pequenas levam mais tempo para assimilar uma informação nova. Podem não entender na hora, mas no dia seguinte lembram e processam a informação. Acho que foi isso que aconteceu com o Ben.

No final da semana ele resolveu tocar no assunto: “Quando for de noite, a gente vai ver o Paco!”. E essa frase tem se repetido diversas vezes desde então, assim, solta em alguns momentos do dia. Só que coincidentemente ou não, faz mais de 20 dias que não para de chover nessa cidade (#help) e ainda não tivemos uma noite estrelada para “ver o Paco”.

Confesso que de minha parte fiquei um pouco aliviada com a partida do Paco, pois ele estava realmente velhinho e debilitado. O Ben sabia disso. Acontece que até pra mim tem sido uma “ausência” esquisita de conviver. Imagino como deve ser pra ele, que cresceu com essa companhia…

Foi gostoso resgatar algumas imagens que mostram a parceria dos dois ao longo do tempo:

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