5 presentes de aniversário de 2 anos e alguns extras

Escolher um presente de aniversário, especialmente para crianças pequenas, pode ser um desafio. A gente nunca sabe se a criança vai aproveitar, se vai ser um presente de grego para os pais, ou se vai virar o presente predileto da criança. Eu, particularmente, adoro escolher aquele presente para aquela criança, pensando com carinho sobre o que ela (e porque não, seus pais) mais gosta.

Hoje trago cinco sugestões de presentes com base no que o Ben ganhou de aniversário, e resolvi incluir também alguns extras que ele ganhou de Natal, ou que vi seus amiguinhos ganharem e foi sucesso.

Diferentemente de 1 ano de idade, quando o desenvolvimento dos bebês é meio parecido, aos 2 anos já conseguimos perceber algumas preferências entre as crianças. Então, essas dicas são baseadas nos gostos específicos do Ben – é importante conhecer um pouco a criança que será presenteada para ver se aquele presente vai agradá-la também.

Eu acho que todas as opções podem ser dadas para meninos e para meninas. Adoro brinquedos unissex e gosto de mostrar para o Ben que ele pode brincar com tudo o que quiser!

Aí vão:

CAVALINHO DE PAU

Ben abraçado em um cavalinho de pau
Estimula o movimento, a imaginação, e se a criança tiver vários (como o Ben), ainda envolve toda a família.

FANTOCHES

Ben com fantoches do Boi de Mamão e do Cavalinho
Estimulam a imaginação e a interação entre adultos e crianças. Estes em especial são do Boi de Mamão (não diga!), mas qualquer personagem rende boas histórias!

BLOCOS DE MONTAR

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Blocos de encaixe: estimulam o raciocínio, a imaginação (podem virar qualquer coisa!), a matemática, o aprendizado das cores. Esse caminhão que vem com blocos de montar é demais: porque adoramos brinquedos 2 em 1!

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LIVROS

Livros: especialmente aqueles que têm a ver com algum aspecto do cotidiano, como desfralde, alimentação, escovar os dentes. Indico este especialmente, que lida com a questão do Rosa X Azul
Sugiro temas que tenham a ver com algum aspecto do cotidiano que a criança esteja passando, como desfralde, alimentação, escovar os dentes, chegada de um irmãozinho. Este livro em questão, que lida com a questão do Rosa X Azul, é ótimo nessa idade em que as relações na escolinha passam a ter tanta influência. O livro foi lançado no ano passado pela Nívea Salgado, Mil Dicas de Mãe, e tivemos a honra de receber com dedicatória <3

CANETINHA RISCA E SAI

Canetinha Risca e Sai: esta pode ser usada no azulejo do banheiro e é lavável. Estimula a criatividade e ainda torna o banho mais divertido
Esta pode ser usada no azulejo do banheiro e é lavável. Estimula a criatividade e ainda torna o banho mais divertido. Nem preciso dizer que nosso banheiro vive colorido, né?

EXTRAS:

  • Talheres de alumínio na versão infantil: porque eles adoram imitar os adultos.
  • Carros, carrinhos, carrões: presente infalível, até para as meninas.
  • Panelas e pratinhos: nessa fase começa o faz-de-conta, imitar atos do dia a dia é cada vez mais comum.
  • Roupas: nunca são demais. Pijama é um plus.
  • Calcinhas e cuecas: uma mão na roda para os pais, já ter as roupinhas de baixo quando iniciar o desfralde.
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O desfralde do Ben

O desfralde do Ben começou de forma totalmente despretenciosa. Antes de começar a contar, preciso dizer que eu achei que tudo aconteceu mais cedo do que imaginei. Que eu sempre fui aquele tipo de pessoa que defende que quanto mais tarde o desfralde, melhor. Acompanhei diversos casos de desfralde depois dos 2a6m que foram super tranquilos, e outros tantos desfraldes aos 2 anos e pouquinhos meses que foram super conturbados.

Mas aí veio o Ben mais uma vez me mostrar que tudo pode ser diferente do que eu sempre imaginei.

No final do ano passado, ele começou a lutar contra as trocas de fralda, e se mostrava realmente incomodado com a situação. Queridíssimo e eu combinamos então que, como em janeiro o Ben ficaria de férias com a gente, deixaríamos que ele ficasse pelado sempre que estivesse em casa. Na rua e a noite, voltaria a usar fralda.

No dia 03 de janeiro, depois de uma briga básica para colocar as fraldas, decidimos então deixá-lo pelado mesmo. Assim, sem nenhum preparo inicial nem qualquer estratégia. E assim foi. É claro que o primeiro xixi foi no chão né. Nesse mesmo dia, eu, que não me guento sem teorias, resolvi buscar o termo “desfralde” no Google. Veja: eu realmente nunca tinha lido nada sobre o tema. E nem tinha o mínimo interesse nos relatos de desfralde alheio.

Acabei topando com esse relato aqui, da Lu e da Lily, sobre um tal de desfralde relâmpago. Esse texto me abriu os olhos pra diversas coisas, entre elas o fato de que passar dos 30 meses pode tornar mais difícil o desfralde.

A Lu conseguiu desfraldar a Lily em 4 dias utilizando um método intensivo que está muito em voga no hemisfério norte (leia mais sobre isso no texto, a partir do subtítulo “O Método”). Como não tínhamos tamanha pretensão, apenas seguimos algumas linhas gerais do tal método:

  • Um adulto (eu ou o pai) ficou 90% do lado do Ben, observando seus sinais (o método diz que tem que ser 100% do tempo, e somente uma pessoa)
  • Ele ficou 90% do tempo pelado ou de cueca (os outros 10% se devem a passeios ou aniversários nas primeiras semanas)
  • Sempre que rolava um escape, a gente lembrava que o xixi era no penico. E sempre que molhasse uma cueca, a gente trocava por outra e reforçava que aquela era “a cueca sequinha”
  • O penico ficava sempre perto de onde estávamos, seja na sala, no quarto, banheiro, ou ao lado da piscininha dele no quintal.
  • Nunca perguntávamos (ou quase nunca) se ele queria fazer xixi. A frase era “Ben, se quiser fazer xixi é só falar com a mamãe, tá?”, no que ele respondia “e pro papai!”. Essa frase é repetida até hoje.
  • Paciência foi a palavra-chave do mês. E olha, tive que engolir a frustração infinitas vezes e limpar o chão como se não fosse nada demais.
  • Criamos a música do “xixi no penico!”, e todos da casa cantavam e dançavam a cada sucesso.

Bom, nós consideramos que o Ben estava desfraldado após 3 semanas de processo. Como falei, foi no dia 03/01 que tiramos sua fralda. A primeira semana foi repleta de xixis no chão, e o máximo que conseguíamos era terminar o xixi no penico, já que ele estava sempre à mão. E comemorávamos os poucos ml que caiam dentro. O primeiro xixi espontâneo foi com 7 dias, quando o Ben fez questão de levar seu penico até onde estavam nossos amigos e fez xixi na frente de todo mundo!

Mas aí veio a segunda semana. E o Ben simplesmente passou a se recusar a sentar no penico ou no vaso com redutor (usamos os dois o tempo todo, sem regra). Ou ele sentava, ficava um tempo, dizia “fez”, mas não fazia nada. Cinco minutos depois, aparecia um xixi ou um cocô fora do lugar.

No início da terceira semana, lá pelo dia 20, eu já estava desistindo. Comecei a imaginar que teríamos que refraldá-lo para o início das aulas e retomar o assunto depois da adaptação na nova escola (que começa só agora dia 09/02, eu estava realmente sem esperanças). Mas aí, no dia 21, fomos passa a tarde na piscina na casa de uma amiguinha do Ben, e para minha alegria ele pediu 3 vezes para sair da piscina e fazer xixi. Sendo que em duas vezes ele conseguiu segurar até chegar ao banheiro. Na quinta-feira, dia 22, ele pediu mais algumas vezes para fazer xixi no banheiro, mas escapou algumas vezes também.

Preciso contar também que durante todo esse tempo, ele ficava pelado ou de cueca em casa, mas usávamos fralda nas saídas. As fraldas de pano foram muito úteis nesse período, principalmente porque elas mudaram de nome: passaram a  se chamar cuequinhas, e só assim para o Ben aceitar colocar fralda.

Eis que no dia 23/01, exatos 20 dias de processo, precisamos ir a um escritório de advocacia, em família. Como o Ben já tinha pedido diversas vezes para ir ao banheiro, decidimos apostar levando-o sem fraldas. Deu tudo super certo! Lá pelas tantas, eu senti vontade de fazer xixi e levei o Ben junto. Ele sentou e fez o xixi tranquilamente, mesmo sendo em um local totalmente novo. Nesse momento ele foi oficialmente declarado um menino desfraldado!

Acontece que ele ainda nega até o fim quando perguntamos “quer fazer xixi?”. Então o jeito é ficar levando ao banheiro de tempos em tempos. Meu timer sou eu mesma. Se eu estou com vontade, mesmo que bem pouquinha, ele deve estar também. Então vamos ao banheiro e ele faz, nem que sejam algumas gotas. Sempre comemoramos! (Dia desses ele perguntou: “fez xixi mamãe? Parabéns!!” ahahah)

Mas para passarmos de fase nesse game, precisamos derrotar o chefão: o cocô. Esse ainda tem sido um certo desafio para a gente. Sabemos que o Ben funciona feito um reloginho, mas esse relógio ficou meio descompassado durante o desfralde. FIcou uma confusão, na verdade. Dias sem cocô, cocô na hora errada, cocô parcelado… Ainda estamos trabalhando nisso. Atualmente, com mais sucessos do que fracassos.

Ah, mas mesmo sem derrotar o chefão da primeira fase, já conseguimos dominar a segunda: o desfralde noturno.

Já havia um tempo que o Ben vinha acordando com a fralda seca pela manhã, mesmo antes de pensarmos em desfralde. O primeiro xixi era sempre logo após acordar. Então no processo de desfralde começamos a observar para tentar pegar esse xixi a tempo de preservar a fralda. Algumas vezes conseguíamos, outras não. Quando finalmente ele passou a pedir para ir ao banheiro, começou a pedir também pra fazer o primeiro xixi do dia no banheiro, mas não conseguia segurar e o xixi escapava enquanto eu abria a fralda. Isso ocorreu umas três vezes. Acontece que ele conseguia segurar muito bem o xixi se estivesse de cueca, mas não segurava se estivesse de fralda. Então no terceiro dia decidimos colocá-lo para dormir sem fralda. E foi sucesso: no dia 27/01/2015, o Ben dormiu sem fraldas pela primeira vez na sua longa vidinha!

Na segunda noite não tivemos tanto sucesso. Mas percebemos que deixamos escapar alguns sinais que o Ben deu pouco antes te fazer o xixi na cama. Ele resmungou, chorou um pouquinho. Eu fui consolar achando que era pesadelo, e quando ele se acalmou, fez um xixizão. Foi preciso acontecer isso uma única vez para a gente aprender a ficar ligado nos sinais!

É claro que houve outros acidentes, tanto de dia quanto de noite. Mas agora esses é que são a exceção.

Antes de terminar, algumas observações sobre tudo isso:

  1. Quando começamos o processo de desfralde, o Ben nunca tinha avisado antes que ia fazer xixi ou cocô.
  2. Ter ficado pelado ou de cueca ajudou muito a perceber a relação causa-consequência. Por isso considero que as cueca de treinamento devam ser usadas somente em ocasiões especiais (como passeios no meio do processo).
  3. O método sugere que um adulto fique 100% do tempo ao lado da criança. E realmente, era só eu olhar pro lado, pro celular, ou sair pra buscar algo em outro ambiente que pimba: escape.
  4. Quando começamos o desfralde, fazia poucos dias que o Ben tinha começado a dormir a noite toda (todas comemora!), mas com essa história de desfralde noturno, voltamos a acordar algumas vezes na madruga (todas chora!), AND ele voltou a mamar na madruga pra voltar a dormir (todas se descabela!!).
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Como estão as coisas?

  • O Ben está de férias este mês. Passa as manhãs com o papai (enquanto eu trabalho) e as tardes comigo (enquanto o pai trabalha).
  • Tem sido maravilhoso estar com ele, mas ao mesmo tempo cansativo e desafiador, pois a energia dele não acaba nunca (help!)
  • Eu consigo trabalhar cerca de duas horas pela manhã, e o restante faço às pressas durante a soneca.
  • O problema é que o garotinho resolveu brigar contra o sono e tem dias que não tem soneca. Resultado: não sobra tempo para trabalhar.
  • Tudo isso pra justificar a ausência do blog! Sorry, simplesmente não tem sobrado tempo. Mas to aqui, e to mais ainda no facebook ;)

E como está esse pequenucho?

  • No início de janeiro ele começou a se revoltar nas trocas de fraldas, aproveitamos que vinham as férias e resolvemos nos aventurar num desfralde.
  • Três semanas e muitos (muitos!) xixis no chão (e cocos também) depois, acho que estamos no caminho. Depois conto em detalhes como foi e como tem sido.
  • O menino passa 90% do dia pelado. Tanto que já está até perdendo a marquinha de sol do bumbum!
  • Por falar em marquinha, está puro bronze, resgatando suas origens africanas, e com cabelos dourados (ressaltando a ascendência polonesa, porque não?).
  • Está um tagarela, não para de falar e de fazer perguntas um segundo sequer (help 2): o papai não tem mamá? não tem? não tem mamãe? só a mamãe? é? O Marcelo tá dormindo? O Marcelo não qué mamar? O Marcelo tá dormindo com a tia Ana? O vovô viajou no avião? A mamãe voltou no avião? O avião memelho? Olha o aviãooo! Tchau avião, boa noite! O avião foi embora? Onde tá o outro avião? O avião azul?
  • Resolveu agora falar o R corretamente, coisa mais fofa: pteto (preto), badanco (branco), pdaia (praia).
  • As aulas da escola nova começam só dia 09/02 (help 3), mas ele sempre passa em frente e fala: olaaa a cola novaaa (olha a escola nova). Sempre. sempre. sempre.
  • Ainda mama.
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Foi um ano incrível!

Querido Ben,
foi um ano incrível ao teu lado.

Um ano de muitas transformações por minuto, muito aprendizado, muita adaptação.
Obrigada por nos ensinar o valor e o sabor da alimentação saudável. Obrigada por me lembrar que maçã era minha fruta predileta na infância. E me lembrar de como é gostoso comer laranja, especialmente começando pela “tampinha”.

Obrigada por encher nossas vidas de música. Por trazer de volta nossas músicas da  infância e por nos ensinar novas e inventar outras tantas também.

Obrigada por nos mostrar que a vida pode ser doce, alegra e que o que realmente importa está sempre aqui e é de graça: nosso amor, nossa família e nossa saúde.

Obrigada por me ensinar que o objeto mais simples pode se transformar nos personagens mais mágicos. E que uma árvore de natal pode virar a maricota, um pedaço de madeira pode virar um avião, um jacaré pode ser muito bem a bernunça.

Por falar em bernunça e maricota, muito obrigada por rechear nossas vidas com os mais variados personagens do Boi de Mamão. Mesmo que seja para ouvir as 11 músicas do Boi em looping no som do carro.

Muito obrigada por ser esse menino incrível e por nos ensinar tantas coisas todos os dias.

Com amor, mamãe.

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Palavrinhas erradas que não queremos corrigir #aos23meses

  • “Tigãnus!” ou “Tinãgus!” (Chegamos!)
  • “Tili” (Tigre)
  • “Memelho” (Vermelho)
  • “Quinguim” (Pinguim)
  • “Péu” (Capacete)
  • “meselho” (Travesseiro)
  • “tála” (Toalha)
  • “Quêj Pão” (Pão de queijo)
  • “Guti” (Iogurte)
  • “Calé” (Colher)
  • “Não cabe” (qualquer coisa que ele não consegue fazer)
  • “Fecha” (Abre)
  • “Abiu?” (Fechou?)
  • “Pimpa” (Limpa – como em “Pimpa o chão mamãe”)
  • “Tila” (Mochila/bolsa)
  • “Vam á?” (Vamos lá?)
  • “Mimi” (dormir)
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Que escola nós queremos para nossos filhos?

Ilustração: Caio Cardoso

Ilustração: Caio Cardoso

Que tipo de espaço nós buscamos quando pesquisamos escola para nossos filhos? Quais nossos objetivos ao matricular o bebê ou a criança em uma instituição de cuidado/ensino? O que esperamos que ela realize enquanto nossos filhos estão sob seu cuidado?

Acho que as respostas a estas questões podem nos ajudar a escolher a melhor escola para nossos filhos. Pelo menos são as respostas que busquei ao escolher as escolas onde matriculamos o Ben.

Desde quando o Ben entrou no mundo escolar (aos 6 meses de idade) até hoje, eu estou sempre me questionando qual o papel da escola em nossas vidas e em qual proposta nós melhor nos adaptamos. Mais precisamente nos últimos dois meses, essa reflexão tem sido ainda mais presente na minha vida, por uma série de fatores que têm acontecido.

Uma coisa que eu sempre tive em mente (desde que o Ben nasceu, porque antes eu pensava diferente), é que a criança tem um único e exclusivo compromisso até os 6 anos de vida: brincar.

Brincando a criança aprende a se relacionar com o mundo ao redor, adquire conhecimentos sobre linguagem, formas, tamanhos, cores, letras números, desenvolve suas próprias teorias de física, química, matemática, aprende a se relacionar com outras pessoas. Tudo isso acontece naturalmente, como consequencia da brincadeira e de sua observação sobre o mundo.

Dessa forma, sempre considerei que a escola ideal é aquela que permite o livre-brincar. Onde a brincadeira é a base do currículo, e o restante é apresentado naturalmente, entre uma brincadeira e outra. Minha maior preocupação em relação à escola, era que fosse um local amigável, que proporcionasse o cuidado e o carinho que o Ben precisava naquele momento de nossas vidas. Eu contei um pouco sobre isso aqui.

Eu conheço algumas experiências com a pedagogia Waldorf, concordo e admiro. Pelo menos na escola que conheço, as professoras realizam trabalhos manuais enquanto as crianças brincam livremente em um ambiente preparado para elas. O trabalho dos adultos é somente evitar acidentes e eventualmente mediar algum conflito. Além, é claro, do cuidado básico (troca de fralda, higiene, alimentação). A pedagogia Waldorf é provavelmente a que mais se encaixa na minha visão de escola ideal.

Bom, nesse mês de outubro, muitas coisas mudaram em nossa vida, e acabamos optando por mudar o Ben de escola. Tirando aquele episódio dos palhaços que visitaram a escola (que eu contei no Facebook, e o Ben não foi à aula esse dia), aquela foi a escola que mais se encaixou no meu ideal, e, claro a mais próxima da nossa realidade. Toda sexta-feira as crianças têm aula de horta, com um professor que realiza a compostagem de todos os resíduos orgânicos produzidos pela escola. É um momento maravilhoso de contato deles com a natureza, de livre brincadeira e exploração do espaço. Mas por outro lado, eu não sabia direito o que acontecia nos outros dias da semana, pois a norma era entregar e buscar a criança na recepção, não podíamos entrar. Isso sempre me incomodou, pois gostaria de conhecer melhor o espaço onde o Ben passava 8 horas todos os dias, ter um contato direto com a sua professora, enfim, vivenciar um pouco da escola já que meu filho passava tantas horas por dia lá.

Então, optamos por matricular o Ben numa escola mais próxima, de forma que fosse possível levá-lo de bicicleta, ou até a pé, se esse fosse o caso. E assim fizemos. Mudamos ele (eu com o coração apertado) para uma escola com um parque lindo, muito mais estruturada que a antiga (que por ser recente, ainda estava melhorando sua estrutura), e com uma proposta pedagógica um pouco mais clara. Nessa nova escola, a adaptação é feita com a presença dos pais em sala, e dependendo do horário, podemos entrar até a porta da sala para buscar a criança. Nossa vida mudou muito desde que levá-lo e buscá-lo de bike se tornou uma possibilidade – nem preciso dizer que ele ama, né? Porém, tive um choque de realidade quando passei a buscá-lo na porta da sala de aula, e me deparei com diversas crianças (o Ben inclusive) hipnotizadas em frente à televisão assistindo àqueles produtos audiovisuais de gosto duvidoso direcionados a manter crianças quietinhas. Isso me corta o coração, cada dia um pouco. Em outros dias eu chego e ele está se esbaldando no parquinho, que é da altura dele, e é uma delícia! Aí eu lembro os motivos que nos fizeram matriculá-lo ali, e o coração se acalma. Preciso ressaltar que essa escola trabalha bastante o “Boi de Mamão”, um personagem do nosso folclore que o Ben ama. E é muito legal ver que eles valorizam nossa cultura – só que os personagens do Boi se misturam àqueles outros personagens famosos com qualidade cultural duvidosa e alto apelo comercial.

A televisão nessa escola, e ao que me parece na maioria das escolas com esse perfil, tem um papel quase de protagonista. Ela fica LIGADA o dia inteiro, como plano de fundo de todas as atividades ali realizadas. Me preocupa muito essa banalização do papel da televisão no ambiente escolar. Algumas pessoas podem achar que é pré-requisito, como se a presença da televisão fosse um atestado de que a escola está bem equipada para receber crianças. Conversando com outras mães sobre o assunto, percebi que a maioria considera ótimo o conteúdo desses audiovisuais, possui vários dvds em casa, e canta e dança com a criançada. Não é o nosso caso. Aqui em casa, assistimos televisão muito raramente, não temos tv a cabo e nem sentimos falta dela. Porque consideramos o tempo que temos em família (que é super escasso) muito precioso para ser gasto em frente à telona. Consideramos a interação interpessoal pura e simples muito mais interessante do que se fosse mediada por um aparato tecnológico. E, principalmente, adoramos criar, inventar, sujar, bagunçar, e por que não dançar nossas próprias músicas, juntos. Não precisamos de nenhuma musiquinha que ensine letras e números e cores – até porque essa não é nossa prioridade no momento.

Outra coisa que tem me incomodado na escola, e que também é mais do que comum nas escolas com o mesmo perfil, é a falta de comprometimento com a alimentação das crianças. A impressão que eu fico é de que estão mais preocupadas em preencher no formulário da agenda se a criança comeu, sim ou não, muito ou pouco. Não importando que tipo de comida ela comeu. Poxa, os pequenos passam tantas horas por dia nesses locais, é lá que fazem as principais refeições do dia. Elas precisam ser alimentadas com qualidade, já que a alimentação na primeira infância é a base para uma vida/alimentação saudável. Educação alimentar deve fazer parte do currículo de qualquer escola. Mas o que vemos são cardápios com biscoito, bolo, sucrilhos, industrializados e sucos com muito açucar. O almoço se salva um pouco, mas a salada crua normalmente é ignorada pelas crianças sem maiores preocupações por parte dos adultos.

A escola em que o Ben estava antes (a da horta) tinha um comprometimento um pouco maior nesse tema. O açúcar era proibido, e percebia-se uma real intenção da equipe de incentivar a criança a comer saudável. Mas nessa escola atual não tem isso. Tem criança que não come fruta, e a mãe manda um iogurte “de morango” na mochila, e tudo bem. Eu não concordo com isso. Acho que uma escola realmente comprometida com a infância faria um esforço junto à família para mudar os hábitos alimentares daquela criança. Afinal, ela é uma criança, e não existe essa de ” ela não come fruta”. Ninguém com 2 anos de idade simplesmente “não come fruta”. Se não come algumas frutas especificamente, então a escola deveria fazer um acordo com a mãe e oferecer naqueles dias uma fruta que a criança aceitasse. Não parece tão complicado assim.

Duas semanas depois de começarmos a frequentar esta escola, houve uma reunião para falar sobre rematrícula e valores para 2015. Saímos de lá com um envelope em nome do Ben com os valores para o próximo ano devidamente anotados, e uma semana para dar uma resposta. A princípio eu já estava dando como certa a rematrícula. Mas, como eu falei que muitas coisas mudaram na nossa vida, uma delas é que a partir desse mês volto a trabalhar só meio período (todas comemora! \o/). Tendo isso em mente, comecei a me questionar se precisava matriculá-lo na mesma escola, já que essa questão da televisão realmente estava me incomodando. Assim, comecei a procurar as outras opções do bairro.

(Abro parêntese para destacar que nosso foco era encontrar escolas dentro do nosso bairro, para evitar o máximo a necessidade de grandes deslocamentos, trânsito e demais inconvenientes)

Nosso bairro é bem servido de escolas infantis, e tem para todos os gostos:

3 escolas do Infantil ao 9º ano (2 delas com propostas alternativas)
5 escolas infantis (1 alternativa, 3 padrão, 1 alto-padrão-estilo-grama-sintética)
3 escolas públicas
2 escolas waldorf

Entre tantas opções, nosso critério de seleção foi:
1° distância de casa
2° real comprometimento com a infância
3º valor da mensalidade/possibilidade de matrícula

No quesito distância de casa, as 2 escolas waldorf e 1 infantil alternativa (a antiga do Ben) foram descartadas, pois teríamos necessariamente que ir e vir de carro. No quesito real comprometimento com a infância, foram descartadas todas que tinham personagens de gosto-duvidoso-alto-apelo-comercial na decoração do ambiente (desculpem o preconceito mas pra mim isso diz muito sobre o senso crítico de uma escola). No quesito possibilidade de matrícula, foram semi-descartadas as públicas, pois o critério deles de seleção é a renda, e na última tentativa o Ben ficou em 33º na lista de espera (sendo que as turmas comportam 15 alunos).

Com a mudança para meio período, uma nova escola passou a ser uma opção, pois havia descartado por não oferecer turno integral – uma das escolas alternativas que vão do Infantil ao 9º ano. Então resolvi ir lá conhecer. E bastou somente uma visita para que eu me apaixonasse.

Para começar, a primeira coisa que ouvi quando entrei lá foi: qual o seu nome? Sim, incrivelmente ela perguntou o meu nome, e em momento algum me chamou de mãe (teve um momento em que uma das pessoas me chamou de Renata, e depois se desculpou. Eu respondi: só de não me chamar de mãe já tá valendo. Me chama de Renata, Maria, Ana, mas não me chama de mãe plmdds). Depois, por ser uma escola que vai até o 9º ano, achei a postura em geral muito mais madura e profissional. Na parte pedagógica, a escola trabalha com projetos, e oferece aulas de musicalização, inglês, educação física e artes dentro do currículo. Infelizmente tem televisão na sala, mas seu uso é restrito para fins pedagógicos, ou momentos recreativos específicos. A escola possui cantina natural/integral, e coloca frutas e suco natural à disposição dos alunos do infantil ao 9º ano durante o lanche (devemos levar lanche individual, mas as frutas sempre estarão lá). E o melhor: fica praticamente na esquina da nossa casa, dá pra ir a pé. Decidimos então matriculá-lo ali para o ano letivo de 2015.

Tu deves estar pensando: mas e toda aquela teoria linda sobre o livre brincar, onde foi parar?

Calma, ainda está aqui. Sempre estará.

Eu continuo achando que o livre brincar é a melhor forma de as crianças desenvolverem seu potencial durante a primeira infância. Mas por outro lado, acredito que tem que ser um livre-brincar com algum embasamento teórico, não apenas um livre brincar que subestima a capacidade das crianças e usa a televisão como muleta.

Nesse segundo ano de vida, o Ben demonstrou uma capacidade incrível de absorção de informações (como qualquer outra criança saudável da idade dele). E essa capacidade incrível pode ir tanto para informações positivas, quanto negativas. Por isso, acho que a melhor forma de garantir que ele absorva boas informações, é cercá-lo de boas referências, em um ambiente que seja similar ao que acreditamos em casa.

Outro ponto a levar em consideração é que agora estaremos meio período do dia juntos. E esses momentos serão repletos de livre brincar, de exploração, de brincar junto, sozinho, passeios, enfim. Vou conseguir praticar com ele todas as manhãs o tipo de educação que acredito.

Uma outra questão que pesou bastante foi a financeira. A partir do momento que a escola que tem televisão ligada o dia inteiro custa o mesmo valor que uma escola que tem diversas atividades no currículo, acho que a primeira está muito mais cara que a segunda. Quer dizer, valorizo demais meu rico dinheirinho para que o Ben veja TV o dia inteiro e se alimente mal.

Concluo toda essa reflexão elencando alguns pontos:

1. cada família escolhe a escola que melhor se encaixa dentro do seu contexto. Longe de mim julgar a decisão de cada um. Tudo o que escrevi aqui diz respeito a minhas crenças.

2. Trabalhar em meio período me permitiu fazer toda essa reflexão e tomar essa decisão. Se continuasse em período integral, provavelmente eu não teria muita opção e ele ficaria na mesma escola, mesmo com todos os problemas.

3. O objetivo desse texto não é falar mal de quem curte os dvds audiovisuais para crianças. Eu não gosto, e isso é muito importante pra mim. Se a escola do teu filho tem, e vocês costumam assistir em casa, ótimo, estão todos felizes.

4. Quem leu até aqui (ufa!) e quer ler um pouco mais sobre o assunto, recomendo estes textos/vídeos:

1, 2, 3 Saco de Farinha: Einstein não fazia prova no sábado

Mil Dicas de Mãe: Que tipo de escola queremos para nossos filhos?

Pesquisa: Alimentação Infantil e Resultados a longo prazo (em inglês)

Pesquisa: Televisão e o desenvolvimento das crianças até 2 anos

Artigo: Brincar é o trabalho da infância

Documentário: Quando sinto que já sei

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Pequenas doses de fofura cotidiana #Aos22meses

- Qué mamá, qué mamá, qué mamá.
– Não, Ben, vamos tomar café da manhã? A mamãe vai fazer panquecas.
– Não quelo canqueca, buáááááá
Olho as horas, são ainda 6h20, decido dar de mamar. Mama os dois peitos, termina e:
– Deu. Vem, mamãe, canqueca!

***

Depois de um longo e – não tão – tenebroso inverno, o menino finalmente veste uma bermuda pela primeira vez na vida de pessoa falante. Ao notar que a vestimenta não cobre toda a perna, exclama:

– Caiu a péna! Caiu a péna!

***

Num dia de preguiça extrema, o menino acordou antes das 7h e mãe e pai seguiram “dormindo”, esperando para ver quem iria tomar a iniciativa de acordar para acompanhar a cria. Depois de algumas tentativas frustradas de tirar os pais da cama, “ouve-se” o silêncio. Impressionante como o silêncio de uma criança tem mais poder de acordar os pais do que o barulho, não acham? Fui até a sala para conferir, o possível estrago e:

O menino estava sentado à mesa, no seu lugar (cadeira com assento extra), tranquilamente comendo umas uvas que o pai tinha esquecido fora da geladeira na noite anterior.

Já posso ensinar a passar o café?

***

10629785_811907578853936_7300281472261504171_nDescobriu que o armário da cozinha também funciona como um esconderijo. Para ajudá-lo a se esconder melhor, a vovó retirou as panelas e colocou sobre a cama dele no quarto. Agora, toda vez que ele quer brincar de esconde-esconde, primeiro leva todas as panelas, uma por uma, para em cima da cama!

Falta aprender a devolver as panelas pro armário quando termina a brincadeira.

***

Tia Ana deu uma joelhada na cama do Ben. Ele ultimamente anda bem compadecido com o dodói alheio. Na hora que ela bateu e fez barulho e “Ai!”, ele logo sentenciou:

– Bateu, cama?
– Bati Ben – respondeu a tia.

Bastou para que o incidente fosse o assunto da noite. Nos próximos 30 minutos, no trajeto entre a nossa casa e a da Tia Ana, ele repetiu incansavelmente:

– Bateu, Tia Ana, Dodói? Bateu Cama Doói? Tia Ana? Bateu? Dodói? Dodói cama? Bateu? – ad infinitum.

***

A nova agora é mamar um peito, terminar e dizer, com um sotaque bem manezinho (florianopolitano):
– Qué mash!

Mamar o segundo e por fim dizer:
– Deu! (com um sorriso na cara)

***

Fala agora frases completas e super complexas:

– Ben, o que tu fez na escola hoje?
– ahekfnepajrnodofdjg BIGOSH (Brinquei de um monte de coisas com meus AMIGOS)

– Ben, o que teve de fruta na escola hoje?
– ahekfnepajrnodofdjg ANCHA (Comi uma super deliciosa e suculenta LARANJA)

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Das coisas que não quero esquecer aos #21meses

  • Do teu jeito fofo de falar queijo (jeijo), dançar (sá), Ben (Men), uva (ufa), desenhar (nhenhenhá), laranja (nhancha), bolo (bolho), iogurte (guti) e pinguim (Quinguim)
  • De como tuas mãos continuam pequenininhas
  • De quando a gente tem que cantar todo o repertório de músicas do Boi de Mamão, todos os dias, diversas vezes por dia. E de como temos que colocar outros bichos na letra da música.
  • Que tu chamas os adultos de titio e tia, mas as crianças são todas “migo”
  • De quando papai e eu estamos nos abraçando, e tu vens correndo e abraças nossas pernas.
  • De como tu fazes questão de que todos participem (da comida, da brincadeira, da escovação de dentes, da leitura do livro…): uma vez a mamãe, outra o papai, e então o MEN…
  • De como tu vens correndo pela porta da escola quando a profe anuncia que a mamãe chegou. E de como tu falas “Qué mamá” sorrindo, a caminho do carro.
  • Do dia em que tu fizeste questão de levar o Paco para passear. Tua relação com ele é linda!
  • Da tua cara de felicidade quando chega o Papai.
  • Da tua mania de levar objetos esdrúxulos a tira-colo na hora de mamar pra dormir: escova de dentes, um livro enorme, um martelinho de madeira…
  • Da tua mania de escolher a dedo o talher na hora das refeições, e de querer comer em potinhos diferenciados…
    Pote de pipoca

    Pote de pipoca

    Colher de pau

    Colher de pau

    Potinho de empilhar

    Potinho de empilhar

Das coisas que aconteceram nesse último mês:

– Pular com os dois pés direitinho
– Alcançar o interruptor de luz do quarto
– Subir escadas com desenvoltura, mas ainda precisas de ajuda na descida
– Fingir que está fazendo xixi na privada (e ignoras solenemente o penico que mamãe comprou)
– Buuu virou Faca (vaca), Tóla (história) virou Vivo (livro), Potó virou Ainho (Cavalinho), Qué virou Quélo (quero).

 

 

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Dicas de presentes para bebês e crianças

Eu recebo muitas sugestões de pauta por e-mail, mas nem sempre o tema combina com o perfil do Bem que se Quis. Dessa vez foi um pouco diferente, achei a sugestão de pauta bem sutil e ao mesmo tempo útil. Um dos posts mais visitados do Blog é o de Dicas de presente para 1 ano, que fiz no início do ano. Por isso curti essa sugestão que recebi da Fisher Price (achei justo citar a marca hehehe…). Vejam algumas dicas de presente para bebês, crianças e adolescentes.

Peças de encaixe podem ter o som que você quiser!

Peças de encaixe podem ter o som que você quiser!

Os brinquedos que as crianças mais vão gostar por faixa etária, de acordo com a especialista em desenvolvimento infantil e consultora Fisher-Price Teresa Ruas:

· 0 a 4 meses: chocalhos, mordedores; ginásios e tapetinhos com mobílies; mobílies; itens de borracha para banheira, brinquedos sonoros.

· 4 a 8 meses: brinquedos de ação e reação, cubos/potes que possam estar seguros nas mãos e serem batidos um contra o outro; brinquedos que rolem para estimular o engatinhar; chocalhos.

· 8 a 18 meses: cubos para empilhar; potes para encaixe simples; brinquedos com corda para serem puxados; brinquedos de encaixe simples; instrumentos musicais e brinquedos sonoros.

· 18 a 36 meses: fase de grande desenvolvimento simbólico e de representação dos significados. Brinquedos que explorem este universo (bonecas, carrinhos, telefones). Brinquedos de encaixe; potes para empilhar; bolas de diferentes tamanhos, peso e textura; livros musicais.

· Pré-escolares, de 3 a 6 anos: quebra cabeça; blocos para empilhar; jogos e brinquedos de encaixe com maiores desafios (diferente do encaixe simples); jogos e conjuntos para associar números, quantidades, cores, frutas, animais domésticos/selvagens e objetos; jogos com regras bem simples para desenvolver o comportamento em grupo; brinquedos para explorar a simbolização e imaginação (trem, avião, princesas, bonecas, carros); livros infantis.

· Crianças de 6 a 9 anos: jogos/brinquedos criativos e recreativos que estimulem as habilidades cognitivas e motoras; jogos com regras mais complexas que estimulem a convivência e valores grupais; quebra cabeça; livros infantis; livrinhos para desenhar e colorir.

· Crianças de 9 a 12 anos: jogos com regras mais complexas e que exijam raciocínio; jogos e brinquedos utilizados ao ar livre que estimulem a competição, a convivência em grupo e o aprendizado social; livros; quebra cabeça.

· Adolescentes (após os 12 anos): quebra cabeça com número alto de peças pequenas; jogos que estimulem a relação de causalidade nas hipóteses e na indução; jogos e brincadeiras que estimulem o pensamento da indução de leis.

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Aos #20 meses

Aos 20 meses, o Ben está cada dia mais delicioso. Enquanto escrevo, ele saiu pra andar de “leta” (bicicleta) com o pai. É claro que ele não esqueceu que tem que colocar o “péu” (chapéu, mas vale também para toucas e capacetes).

Antes de sair, ele comeu o seu tão amado “guti” (iogurte natural, sem nada nadinha), enquanto o restante da família comia a sobremesa (#mejulguem). Aliás, ele até fez menção a querer nossa sobremesa, que ele chama de “bolho”(bolo), mas o guti é imbatível.

O guti é nosso lanche coringa. Quando queremos que ele coma tranquilamente, e bastante, oferecemos guti e ele fica faceiríssimo. Chega a dar gritinhos de felicidade! E olha que é iogurte puro, daqueles que não levam nenhum outro ingrediente além de leite.

Outras comidas favoritas suas são a uva e a letrinha (macarrão de letrinhas). É só oferecer que temos certeza de que a pança vai ficar cheia e ele ainda vai querer mais! Ultimamente temos ido a muitas e muitas festinhas de aniversário e felizmente a maioria ofereceu algum tipo de fruta para os menores. E é tiro-e-queda: ele vê a uva e não quer nem saber da mesa de doces. Aliás, ele praticamente desconhece a existência e finalidade da mesa de doces das festas infantis (ainda!).

Nesse último mês tivemos um salto gigantesco no vocabulário: quack quack virou pato, bu virou vaca, potó virou “valo”. E muitas outras evoluções!

Já constrói frases com 3 ou mais palavras, como o estupefante “Não quéo mamá” (não quero mamar) que eu ouvi dia desses #mimimi.

Está cada dia mais apaixonado pelo Papaiê. Agora faz questão da presença dele enquanto mama antes de dormir. E ao acordar, a primeira coisa que fala é “Dia papaiê”<3

Parece um menino tímido, mas de uns tempos pra cá inventou de dizer “Ooooi” quando entramos em alguma loja. Na queijaria, ele emenda o “Ooooi” com o “Huuummmm tojo” (hum, gostoso!). E chama as pessoas desconhecidas de “Titio” por padrão.

“Meu” entrou no vocabulário com força. E nessa última semana (20 meses e 1 semana rs) ele passou a falar também “Ben”. Foi a primeira vez que ele se viu em uma foto e disse “Ben” em vez de dizer “Mamãe”.

Será o princípio do fim do binômio mãe-bebê??

Não falei que ele está um delicinho??

Ben-e-papai-a-cavalo

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